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- Publicada em 21h36min, 27/10/2020. Atualizada em 17h09min, 28/10/2020.

Reciclagem de lixo ainda é desafio para Porto Alegre

Candidatos à prefeitura falam de planos para levar material à triagem

Candidatos à prefeitura falam de planos para levar material à triagem


/LUIZA PRADO/JC
Diariamente, 61 toneladas de resíduos gerados em Porto Alegre são destinadas para as unidades de triagem, onde catadores selecionam o que tem potencial para voltar à cadeia produtiva. Isso representa 5,3% do total de 1.143 toneladas de lixo recolhido todos os dias pelo poder público. Os números são de levantamento do DMLU, responsável pelo serviço, apresentados no início deste mês em audiência pública na Câmara Municipal. 
Diariamente, 61 toneladas de resíduos gerados em Porto Alegre são destinadas para as unidades de triagem, onde catadores selecionam o que tem potencial para voltar à cadeia produtiva. Isso representa 5,3% do total de 1.143 toneladas de lixo recolhido todos os dias pelo poder público. Os números são de levantamento do DMLU, responsável pelo serviço, apresentados no início deste mês em audiência pública na Câmara Municipal. 
O percentual de reciclagem cai para 3,7% se descontadas as 18 toneladas de rejeito misturado na coleta seletiva. O que não pode ser aproveitado se soma às 1.082 toneladas da coleta domiciliar (orgânico, como restos de alimentos, e lixo de banheiro). Desse material, o DMLU estima que 253 toneladas tem potencial reciclável, mas é descartado de maneira inadequada. Isso tudo vai para o aterro sanitário de Minas do Leão, a mais de 100 quilômetros da Capital.
Embora, de acordo com a prefeitura, a coleta seletiva atenda todas as ruas que o caminhão consegue acessar, o percentual de reciclagem é considerado muito baixo. Diante deste cenário, a coluna perguntou aos candidatos à prefeitura de Porto Alegre qual a proposta de cada um para aumentar o percentual de resíduos reciclados. Confira uma síntese das respostas:
“Vamos revogar a lei de proibição da circulação de carrinhos e carroças dos catadores; fortalecer o DMLU e criar a Coleta Seletiva Solidária regionalizada, em parceria com as Associações e Cooperativas de catadoras e catadores, implementando um projeto de complementaridade e futura substituição da atual coleta seletiva.”
“Buscar novas tecnologias para o tratamento de resíduos de Porto Alegre com certeza é um ponto importante. Pretendo instituir um programa de educação ambiental e incentivar a compostagem domiciliar, ampliar e monitorar os projetos cooperativados e utilizar tecnologia a favor da coleta comercial, industrial e residencial.”
“Queremos transformar Porto Alegre numa cidade Zero Resíduos. Vamos apostar nas PPPs e entregar a operação para a iniciativa privada, que pagará pelo resíduo. Eles farão o processo de triagem automatizada, compostagem dos orgânicos e/ou biodigestão anaeróbica para geração de gás. Vamos ampliar as usinas de triagem e melhorá-las.”
“Foi em nosso governo que ampliamos a coleta seletiva para 100% da cidade. Temos que ampliar as campanhas de educação ambiental para que as pessoas façam a devida separação, fortalecendo as unidades de triagem coordenadas pelas cooperativas de ex-catadores. É possível multiplicar o percentual dos resíduos recicláveis gerados.”
“Precisamos intensificar a coleta de lixo nas regiões mais periféricas da cidade. Passado esse desafio, o problema do tratamento do lixo em Porto Alegre passa pela conscientização da população. A nossa gestão pretende triplicar o percentual atual, com o engajamento de toda a sociedade e com políticas públicas contínuas.”
“A primeira atitude é a ampla campanha de conscientização da importância de reciclagem dos resíduos; segundo, organizar a coleta seletiva nos bairros e periferias da cidade. Impulsionar e fortalecer a organização e auto-organização dos galpões de reciclagem, propiciando que os recicladores tenham ligação direta com o DMLU.”
“O governo burguês do Fortunati e do Melo acabaram com a reciclagem em Porto Alegre, tirando os carrinheiros e carroceiros do seu trabalho. Entendemos que esses trabalhadores têm o direito de voltar a trabalhar e fazer a reciclagem sem serem importunados”.
“Dobrar a coleta de resíduos recicláveis de 6% para 12% por meio da valorização das trabalhadoras/es das unidades de triagem. Implementar a Coleta Solidária, com ampliação da coleta direta dos materiais junto aos geradores domésticos e grandes geradores pelas unidades de triagem. Realizar campanha de educação ambiental.”
“Plano Municipal de Educação Ambiental; usinas de compostagem; biodigestores nas escolas e demais locais públicos; cooperação técnica da prefeitura com as unidades de triagem; coleta seletiva solidária pelas unidades de triagem; capacitação dos catadores informais junto às unidades; usinas de reciclagem de resíduos da construção civil.”
“Com a implementação da logística reversa (projetos em tramitação na Câmara), que é o conceito do poluidor-pagador. A iniciativa privada, tanto o fabricante, o distribuidor e o comerciante, serão corresponsáveis em recolher e dar destinação ao resíduo reciclável produzido. Queremos tornar Porto Alegre referência no assunto.”
“Estimular que órgão públicos, indústrias e comércios que produzem grande quantidade de lixo para realizar o descarte diretamente nas cooperativas e centros de reciclagem. Apresentaremos medidas concedendo benefícios fiscais para empresas que desenvolvam soluções para a utilização dos resíduos recicláveis.”
“Conscientizando a população para a separação correta de resíduos orgânicos e recicláveis. Começa na escola e passa pela reestruturação do sistema de triagem, dando apoio aos galpões de reciclagem para que recebam mais lixo. Inclui aumentar os contêineres para resíduos recicláveis, que deverão ser colocados ao lado dos orgânicos.”
“Criar campanhas educativas permanentes para aumentar quantidade do lixo separado nas casas. Naturalmente terá aumento (da reciclagem) e espero no mínimo triplicar. E o grande programa é o ‘lixo zero’, com a construção de usina que vai queimar o lixo que não seja reaproveitável e vai gerar energia elétrica.”
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