Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 19 de julho de 2020.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 19 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 23/06/2020.
Alterada em 22/06 às 23h50min

Por que planos podem falhar

{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/206x137/1_marcia_dessen-8871117.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5da4d85e7a859', 'cd_midia':8871117, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/marcia_dessen-8871117.jpg', 'ds_midia': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'ds_midia_credi': 'ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC', 'ds_midia_titlo': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '533', 'align': 'Left'}
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/206x137/1_marcia_dessen-8871117.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5da4d85e7a859', 'cd_midia':8871117, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/marcia_dessen-8871117.jpg', 'ds_midia': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'ds_midia_credi': 'ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC', 'ds_midia_titlo': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '533', 'align': 'Left'}
Planejadora financeira CFP ("Certified Financial Planner"), autora de "Finanças Pessoais: o que fazer com meu dinheiro"
José está quebrando a cabeça tentando entender por que está todo encrencado, cheio de contas para pagar, com o orçamento estourado, apesar de todo o planejamento que fez.
Quando ele e Maria decidiram realizar o sonho de comprar a casa própria, fizeram tudo com calma, planejando cada passo que seria dado: a definição do tipo e localização do imóvel, o valor do imóvel pelo qual seriam capazes de pagar, as economias para a entrada, o financiamento imobiliário e o mais difícil, os ajustes que fariam no orçamento para acomodar a prestação do empréstimo que viabilizaria a compra do imóvel.
Talvez esse tenha sido o erro do casal, planejaram somente a etapa que antecede a compra e, felizes, com a chave da casa própria em mãos, descobriram que se esqueceram ou subestimaram os detalhes que estavam por vir.
Deixaram de incluir no planejamento da compra os custos da documentação relativa à compra e ao registro, cerca de 5% do valor do imóvel, devidos na assinatura do contrato. Para resolver essa demanda, contrataram um empréstimo consignado, o mais barato disponível no mercado, no valor de R$ 15 mil, para pagar em 60 parcelas de R$ 600 cada uma.
Para completar as economias que tinham, insuficientes para a entrada, venderam o carro, imaginando que poderiam passar uns tempos sem ele. Mas José aceitou a oferta de um novo emprego e precisa de um carro para esse trabalho. Comprou um carro básico, inferior ao que tinha antes, financiado em 60 meses. Assim, um novo compromisso mensal de R$ 1.000 foi adicionado ao orçamento da família.
Encantados com a casa nova, não resistiram à tentação de deixá-la bonita e prática. Para pagar os indispensáveis armários para a cozinha e outras coisinhas mais, fizeram um novo empréstimo consignado de R$ 20.000, adicionando mais uma prestação de R$ 800. "Vai ficar apertado agora, mas daremos um jeito", pensaram.
Os móveis antigos não cabem no bonito mas pequeno apartamento, e logo decidiram que a casa nova merecia móveis novos. Adicionaram ao já apertado orçamento a prestação do carnê, mais R$ 600 por mês.
Também falharam no planejamento da compra do carro, ao provisionar somente a prestação do financiamento, maior despesa, mas não a única. O custo da posse de um carro vai muito além disso.
Como imaginaram que ficariam sem o carro, não previram no orçamento familiar as despesas de seguro, IPVA, combustível, estacionamento, pedágios etc. Embora o salário de José tenha aumentado em relação ao anterior, o valor da renda líquida diminuiu depois de descontadas as despesas totais do carro.
Como a reserva financeira que tinham foi totalmente utilizada para a entrada da compra do imóvel, qualquer despesa extraordinária ou imprevista, e convenhamos, são muitas, os obriga a recorrer ao parcelamento do cartão de crédito e ao uso do cheque especial quase todos os meses. Ainda bem que eles têm crédito na praça, mas já sabemos como essa história termina, não é verdade?
Recomendo revisitar dois artigos publicados em maio: "Casa própria, um sonho possível" e "Quem planeja tem futuro". Ambos contribuem para a reflexão da importância e da necessidade de um bom e trabalhoso planejamento.
A dica da coluna de hoje é prestar mais atenção aos detalhes. As pequenas despesas, muitas vezes ignoradas ou subestimadas, se agigantam quando são somadas e adicionadas às grandes despesas que foram objeto do planejamento. Como diz o ditado, o diabo mora nos detalhes.
Comentários CORRIGIR TEXTO