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Porto Alegre, domingo, 19 de julho de 2020.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 19 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 01/06/2020.
Alterada em 31/05 às 20h56min

Ações, valor além dos dividendos

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Planejadora financeira CFP (Certified Financial Planner), autora de 'Finanças Pessoais: o que fazer com meu dinheiro"
Quem tem recursos excedentes pode investir basicamente de duas formas: 1) emprestar o dinheiro por prazo e rendimentos predeterminados, deixando que o empreendedor, tomador dos recursos, corra o risco do negócio; ou 2) comprar ações e se tornar sócio da empresa cuja atividade te atrai, entrando no risco do negócio, ao lado do empreendedor.
No Brasil, a primeira forma sempre foi a mais tradicional, em razão de riscos menores e da previsibilidade do retorno, historicamente generoso, com juros elevados.
Em todas as crises que atravessamos até agora, e foram muitas, a política monetária optou por taxa de juros elevada, atraindo investidores para o mercado de renda fixa, prejudicando a quantidade de recursos destinados ao mercado de renda variável.
Esta é a primeira crise que atravessamos com os juros em patamar mínimo, oferecendo ao investidor rentabilidade real líquida pífia ou negativa, depois de inflação, custos e impostos. Emprestar dinheiro para o setor público (Tesouro Nacional) ou para o setor privado, optando por modalidades do mercado de renda fixa, deixou de ser uma alternativa lucrativa.
A pandemia da Covid-19, por sua vez, revela de forma contundente a importância de investir na economia real, que gera empregos, proporciona trabalho informal e renda para muitos brasileiros, gera receita de impostos para o governo, que cria, produz, inova e transforma.
Ah, mas o risco é maior... Sim, é maior, é diferente, repleto de imprevistos, cheia de altos e baixos, assim como a vida real. Na renda fixa, o investidor se coloca na posição de rentista, sem participar do negócio em si. Na renda variável, torna-se acionista e assume outra natureza de risco, sai o risco de crédito, entra o risco de mercado.
Quem investe na poupança, por exemplo, coloca seus recursos à disposição dos bancos para a concessão de financiamento imobiliário. O investidor corre o risco de crédito do banco, e este, por sua vez, corre o risco de crédito da pessoa física ou jurídica, que assume o financiamento.
Quem compra ações de uma empresa do setor de construção civil coloca o seu capital no negócio, deixa de receber juros, já que não se trata mais de um empréstimo, e passa a receber dividendos, além de contar com a valorização do negócio.
Além do potencial ganho de capital do investimento, o investidor com propósito contribui para o crescimento econômico do país como um todo. Enxerga valor, não financeiro, no fato de contribuir para a geração de empregos e crescimento do setor de habitação no país.
Outro investimento de renda variável que também pode ser visto como economia real é a aquisição de cotas de um fundo imobiliário, por exemplo, comprando um fração de um hospital, ou de uma escola, ou de um centro comercial, exemplos do capital colocado em risco para financiar o setor produtivo e, muitas vezes, com objetivo social.
Investir no setor produtivo, tornar-se acionista de empresas, colocar o capital em risco com um propósito maior, é muito novo para os brasileiros, acostumados a cobrar juros sem correr o risco do negócio.
É preciso conhecer mais a respeito dessa forma de investir, de colocar parte dos recursos disponíveis a serviço da economia real, contribuindo para o crescimento econômico e bem-estar da população.
Investir em renda variável é uma forma de unir o útil ao agradável, investir e ser útil.
Não se trata de filantropia, mas de investimento, com objetivo de lucro, financiando setores da economia com os quais o investidor se identifica, como infraestrutura, saúde e educação, gerando impacto positivo na sociedade.
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