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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 11/03/2020.
Alterada em 10/03 às 21h30min
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Informationvírus

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Empreendedor, fundador do grupo ABC
Do ponto de vista da saúde, temos que lavar as mãos o tempo todo, passar o álcool gel, cobrir espirros e tosses, adotar todas as precauções e fazer tudo o que manda o protocolo, metódica e paranoicamente. Do ponto de vista da cidadania, porém, não podemos lavar as mãos (no sentido figurado, claro!).
Temos um problema de comunicação grave no mundo. Um informationvírus.
Ou os governos e as autoridades de grandes países estão nos escondendo algo muito sério, acobertando uma gripe tipo espanhola que matará muito mais gente, ou a imprensa, o Google, o Facebook estão cometendo o erro de maximizar o medo ou minimizar os cuidados.
Se este texto está confuso, é porque eu estou confuso. E preocupado.
Eu ligo para o meu médico, e ele me diz: calma, já tivemos gripes iguais.
Aí eu leio que empresas altamente informadas como a Goldman Sachs estão tomando medidas drásticas. Regiões inteiras do mundo estão sendo isoladas. Os mercados desabam. Partidas de futebol estão sendo jogadas em estádios vazios. Salas de aula estão vazias. Meca está vazia, o Vaticano está vazio. O Louvre está vazio, como se tivessem posto uma máscara no sorriso da Monalisa.
Esta é a sociedade dos dados. Então o que dizem os dados? O que fizeram o Google, o Facebook, o Instagram sobre esse assunto tão vital à humanidade?
Por que a Avenues fechou a escola depois de um caso e a XP teve um caso e não fechou a corretora?
O fantasma de um mundo fantasma reforça o pavor que notícias alarmantes na era das redes sociais alastram. Existem duas epidemias -a do coronavírus e a do informationvírus.
A comunicação, como sempre, é fundamental. E ela precisa ser, antes de tudo, confiável e precisa, como manda o protocolo de saúde.
A hora é dos técnicos, dos médicos, dos cientistas. O ministro-médico Luiz Henrique Mandetta e o secretário-médico David Uip, aqui no governo de São Paulo, têm feito um bom trabalho até agora, com serenidade e objetividade.
Mas nessa cacofonia eu não sei em quem acreditar. Pergunto a mim mesmo: as nações estão acobertando uma catástrofe ou são uma catástrofe de comunicação? Uma parte da imprensa quer vender notícia e ganhar audiência? Uma parte do sistema financeiro está pilotando o pânico para faturar?
Nesta hora não dá para ficar em cima do muro, pensar só em si, enfiar a cabeça no buraco ou surtar. Vamos dar as mãos, não podemos lavar as mãos (no sentido figurado, claro!!!).
É hora de compaixão, de solidariedade, de calma. E de informação precisa e eficaz. Quanto maiores as dúvidas e as incertezas, e elas são enormes, maior a necessidade de comunicação precisa e eficaz.
O democrata Churchill venceu o tirano Hitler usando a poderosa arma da comunicação. E o primeiro-ministro britânico não escondia as dificuldades, não minimizava o tamanho dos sacrifícios, pelo contrário. Temos que ser guerreiros e comunicadores como Churchill, que venceu a guerra usando o rádio.
E cabe aos governos e aos cientistas não esconder nada de nós. Alguma coisa está fora de ordem. Repito: ou há um desastre sem comunicação ou uma comunicação que é um desastre.
O combate ao vírus precisa unir o Brasil e precisa unir o mundo. Estamos todos no mesmo barco lutando contra o mesmo inimigo.
Mas precisamos saber o quanto antes contra o que estamos lutando, condição indispensável para a vitória.
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