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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de agosto de 2018.
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Opinião Econômica: Marcia Dessen
Marcia Dessen

Opinião Econômica

Edição impressa de 20/08/2018. Alterada em 19/08 às 22h23min

Regra 1-3-6-9 indica quanto poupar

A preparação para o futuro é um processo complexo e cheio de incertezas. São tantas as preocupações que requerem nossa ação imediata que as relativas a um objetivo distante acabam ficando de lado, mesmo que sejam de grande relevância.
Como despertar nas pessoas o senso de urgência sobre algo que nos parece importante, mas não tão urgente? Foi com esse intuito que Martin Iglesias, planejador financeiro certificado que atua no Itaú, desenvolveu a metodologia 1-3-6-9.
Mesmo quando cientes da importância e da urgência de poupar para o futuro, e desejosos de colocar o plano em ação, nos deparamos com dúvidas. Navegamos em direção a um rumo incerto e com pouca noção do caminho a seguir.
Iglesias quis simplificar o processo e responder, de forma descomplicada, quanto devemos acumular para a aposentadoria, na medida certa. Estava em busca de uma regra simples, que permitisse à pessoa saber se está no caminho certo. Assim, nasceu a regra do 1-3-6-9.
Os números foram atribuídos às quatro idades consideradas chave na nossa vida financeira e indicam a quantidade de dinheiro, em renda anual, que deve ser acumulada até cada uma dessas idades. Para saber quanto devemos acumular, basta multiplicar o número pela renda anual.
O exemplo que segue supõe renda anual estável de R$ 70 mil. Aos 35 anos, teremos acumulado R$ 70 mil, equivalentes a um ano de salário. Aos 45, R$ 210 mil, três vezes a renda anual. Aos 55, o montante acumulado será de R$ 420 mil, equivalentes a seis salários anuais, e, aos 65, nove vezes a renda anual nos levam a um montante de R$ 630 mil.
A metodologia segue e sugere quanto da renda mensal (em porcentagem) deve ser poupado regularmente, ao longo da vida produtiva, para chegar aos "9", aos 65 anos.
Ou seja, uma pessoa de 25 anos de idade deveria poupar 10% de sua renda, resultado de sua idade (25) menos 15. Se a pessoa começar um ano mais tarde, deverá poupar 11% da renda (26 - 15 = 11). Quanto maior a idade, maior será o esforço para chegar aos "9".
O 1-3-6-9 não pretende resumir todo o planejamento financeiro a uma regra, mas, de forma resumida, direcionar e chamar a nossa atenção para a necessidade de cuidar do futuro.
As premissas são: sobrevivência até os 80 anos; orçamento na aposentadoria, entre 65 e 80 anos, 25% inferior ao da vida ativa; rentabilidade real (acima da inflação) de 3% ao ano; e inexistência de pensão do INSS. Se 30% do orçamento for coberto pelo INSS, o dinheiro dura até os 96 anos.
A regra sugere como equilibrar a distribuição dos recursos financeiros ao longo da vida, entre o presente e o futuro. Não queremos envelhecer sem dinheiro, nem deixar de viver a vida poupando para um futuro que talvez seja mais breve do que o esperado.
Planejadora financeira, autora de Finanças pessoais: o que fazer com meu dinheiro
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Comentários
Paulo Tavares 20/08/2018 15h02min
Parei de ler a matéria quando li que havia sido baseada num estudo do Itaú, um dos bancos que mais roubam dinheiro de seus clientes através de juros abusivos e cobranças inadequadas.