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Minuto Varejo

- Publicada em 02/12/2021 às 12h24min.

Fecomércio-RS prevê "lento crescimento" em 2022 com alta de 0,9% do PIB do Brasil

Direção da entidade apontou o fator eleitoral e a inflação em alta que deve se manter em 2022

Direção da entidade apontou o fator eleitoral e a inflação em alta que deve se manter em 2022


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
A direção da Fecomércio-RS, principal entidade gaúcha do setor de serviços e comércio, espera "um crescimento lento" em 2022, com a inflação que vem acelerando ao longo deste ano cedendo apenas no último trimestre do ano que vem.
A direção da Fecomércio-RS, principal entidade gaúcha do setor de serviços e comércio, espera "um crescimento lento" em 2022, com a inflação que vem acelerando ao longo deste ano cedendo apenas no último trimestre do ano que vem.
A projeção da entidade é de alta real (descontada a inflação) de apenas 0,9% no PIB do Brasil e de 1,4% no indicador no Rio Grande do Sul. 
O presidente da federação, Luiz Carlos Bohn, citou o cenário eleitoral como um dos fatores que vão influenciar o desempenho da atividade e ainda a elevação de preços.
A projeção sobre o PIB foi considerada "pessimista" por Bohn, e disse que não espera volta de restrições nas atividades com o surgimento da variante Ômicron, que já provoca cancelamento de eventos, como festas públicas de fim de ano. "Agora a gente aprendeu. O Brasil está vacinando, o que nos dará melhor condição diante da nova variante", aposta o dirigente.
O desempenho da atividade brasileira vai ser influenciada por persistência de câmbio desvalorizado, mesmo com a elevação de juros que, em outros momentos, teria efeito de desacelerar a cotação. O juro mais alto teria papel de atrair investidores internacionais. "Há uma mudança persistente do câmbio que se espalha para a inflação", observa o assessor econômico da federação, Marcelo Portugal.
Sobre a Selic, o assessor espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve o ritmo de aumento da taxa na próxima reunião, indicando que a decisão poderá vir acima de um ponto percentual. Hoje a taxa básica está em 7,75% ao ano. O Banco Central já sinalizou para alta maior.
Situação fiscal, que tem horizonte de incerteza em função da revisão do teto de gastos federais, e eleições em 2022 são fatores que pesam no rumo de dois pilares da política econômica, sinaliza Portugal. O economista e professor da Ufrgs citou que espera que o governo não cumpra a meta de inflação, que deve romper os 5% (no teto), e apontou problemas de abastecimento, até pela maior demanda na retomada da pandemia, como mais pressão para alta de preços. Um quadro mais favorável deve surgiu na reta final de 2022. 
O crescimento maior na economia regional é associada à expectativa de alta da safra, considerando que pode não ter maior efeito de fenômenos como o La Niña, e também de receita maior em exportações, que geram maior fluxo em dólar. O câmbio projetado para fechar 2022 é de R$ 5,70.
A economia gaúcha é uma das mais abertas, com maior participação dos embarques, puxada pelo agronegócio, acenou a entidade, ao apresentar as projeções.
O assessor econômico da federação, Marcelo Portugal, também apontou como pontos positivos os "avanços nas privatizações" e a melhoria das contas públicas. O superávit do orçamento deve ser superar R$ 5 bilhões este ano, indicando êxito da gestão atual. Outro detalhe apontado por Portugal é o fim da majoração das alíquotas de ICMS. As mais elevadas - de energia, combustíveis e telecomunicações -, recuam de 30% para 25% em janeiro. 
"Isso tudo ajuda, mas o Estado não pode crescer mais, pois está dentro do País", associou o assessor econômico. 
Na ação mais direta com o setor de comércio e serviços, o presidente da Fecomércio-RS citou a inauguração, em março de 2022, de um laboratório de inovação, que ficará na nova sede, às margens da freeway (BR-290), para desenvolver ferramentas para uso do setor. Nesta quinta-feira, estreou um espaço da entidade no Instituto Caldeira, no Quarto Distrito, na Capital.

Painel da Fecomércio-RS para a economia em 2022:

  • PIB Brasil: 0,9%
  • PIB RS: 1,4%
  • Inflação (IPCA): 5,1%
  • Juros (Selic): 11,75%
  • Câmbio: R$ 5,70
  • Vendas do comércio (Brasil): 1,4%
  • Serviços: 1,7%
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