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Mercado Digital

- Publicada em 17h23min, 01/05/2021. Atualizada em 13h35min, 03/05/2021.

Pedido de resgate não é confirmado e TJRS segue tentando restabelecer sistemas

Informações não oficiais falam em pedido de resgate de US$ 5 milhões

Informações não oficiais falam em pedido de resgate de US$ 5 milhões


AdobeStock/Divulgação/JC
As informações oficiais que chegam do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) sobre o ataque cibernético sofrido pela instituição ainda são tímidas. Já no mundo ‘não oficial’ se cogita que os criminosos estejam pedindo US$ 5 milhões para liberar os documentos e não vazar os dados. Se isso é verdade não se sabe.
As informações oficiais que chegam do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) sobre o ataque cibernético sofrido pela instituição ainda são tímidas. Já no mundo ‘não oficial’ se cogita que os criminosos estejam pedindo US$ 5 milhões para liberar os documentos e não vazar os dados. Se isso é verdade não se sabe.
Em nota publicada na página do seu Facebook, o TJRS afirma que todas as manifestações oficiais estão concentradas no Conselho de Comunicação Social, na pessoa de seu presidente, o desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira.
“Por força do grave ataque cibernético promovido contra o Judiciário gaúcho, com ampla repercussão nas mídias internas e externas, e objetivando principalmente evitar o elevado número de informações desencontradas, oriento a todos que observem exclusivamente as notícias constantes do portal oficial deste Tribunal”, afirma.
As equipes seguem trabalhando em tempo integral para restabelecer a normalidade. Na sexta-feira, o TJRS ressaltou que já estavam disponíveis os sistemas de eproc, SEEU, SEI, Diário da Justiça Eletrônico, Balcão Virtual, Plantão de 1º e 2º Graus e Correio Eletrônico.
Depois do ocorrido, órgãos da Justiça do País reforçaram os cuidados a serem tomados pelos seus funcionários. Alertas chamaram atenção para terem cuidados redobrados no recebimento de mensagens de remetentes desconhecidos e para manter o antivírus atualizado, especialmente nas máquinas que estão em uso fora da instituição, por magistrados e servidores em teletrabalho.
O que já é oficial é que o ataque foi causado por um ransomware, um programa malicioso que criptografa e bloqueia os arquivos em um dispositivo da vítima, impedindo sua utilização. Para realizar o desbloqueio das informações, exigem o pagamento de uma quantia como resgate.
O country manager da empresa de cibersegurança Sophos no Brasil, André Carneiro, explica que os ransomwares podem atacar todos os tipos de arquivos existentes. Mas, têm como objetivo principal atingir conteúdos confidenciais ou sensíveis, como planilhas, sistemas, bancos de dados, documentos e fotos pessoais.
Estes ataques podem ser com a criptografia completa ou parcial, através de uma pasta ou de um arquivo pessoal específico. “No caso de um Tribunal de Justiça, por exemplo, o foco do ataque é atingir arquivos cuja recuperação não seja possível de ser realizada. Muitas vezes, alguns sistemas e computadores de funcionários possuem arquivos críticos que não são realizados backups e os criminosos buscam danificá-los para tornar mais provável a tentativa do pagamento do resgate por parte da vítima”, explica.
Carneiro comenta que as ameaças de ransomwares crescem, pois a cada dia são utilizadas novas técnicas e meios de distribuição destes ataques, que aliadas à falta de modernização das proteções das empresas facilitam com que esses incidentes sejam bem sucedidos.
“As proteções tradicionais já não são mais suficientes para barrar este tipo de ataque. É necessário que as empresas adotem novas soluções de proteção que trabalhem em camadas de segurança para minimizar o risco de um ataque”, sugere. Ele conta que no mercado já existem soluções de endpoint, por exemplo, que utilizam Inteligência Artificial, redes neurais (que aprendem diariamente a combater novos ataques) e, inclusive, que conseguem identificar rapidamente a origem de um ransomware em questão de segundos.
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