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- Publicada em 15h21min, 28/10/2020. Atualizada em 16h31min, 28/10/2020.

Empresas que entenderem papel da tecnologia vão avançar, projeta Luis Lamb

Líder da SICT participou do Ta na Mesa, ao lado do VP da CWI Software, James Bajczuk

Líder da SICT participou do Ta na Mesa, ao lado do VP da CWI Software, James Bajczuk


CLAITON DORNELLES/JC
Inovação e economia são conceitos indissociáveis. Essa é a premissa básica para os negócios que querem se manter no topo da produtividade e da competitividade na era digital. Uma realidade que foi exponencializada com a pandemia da Covid-19.
Inovação e economia são conceitos indissociáveis. Essa é a premissa básica para os negócios que querem se manter no topo da produtividade e da competitividade na era digital. Uma realidade que foi exponencializada com a pandemia da Covid-19.
“Com distância física, tivemos que redesenhar estratégias e entender que o conhecimento, e a transformação dele em riqueza por meio da tecnologia, é primordial para os negócios. Os empreendedores que entenderem essa lógica, vão avançar e fazer nosso Estado crescer”, aponta o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT), Luis Lamb. Ele foi um dos painelistas ontem da Live Tá na Mesa, da Federasul, que trouxe como tema “Inovação e Tecnologia: a nova economia”. A mediação foi da presidente da entidade, Simone Leite. A Federasul comemorou na quarta-feira 93 anos de existência.
“A minha geração cresceu com a ideia da riqueza associada ao petróleo, mas agora, sem dúvida, ela está ligada ao conhecimento e aos dados”, diz. Ele exemplifica lembrando que, entre 2006 e 2007, tivemos o lançamento do iPhone, pela Apple, e do pré-sal. E o que aconteceu desde lá? “Vimos uma valorização muito maior das empresas de base tecnológica do que daquelas da economia baseada na natureza. Claro que a economia tradicional tem valor, mas precisamos agregar conhecimento e tecnologia para transformar esses setores”, comenta.
Pesquisador em Inteligência Artificial, Lamb observa que, assim como houve a corrida espacial, que gerou a liderança tecnológica e econômica dos EUA na segunda metade do século XX, agora estamos vivendo uma nova disrupção. E que irá determinar quem serão os próximos líderes globais. “O que está na disputa é a tecnologia e o conhecimento. Os países que perceberem que a economia de base tecnológica é a economia do século XXI serão os que irão liderar no futuro”, projeta.
Para tentar colocar o Estado nesta visão de aceleração, ele cita o papel da iniciativa privada e os projetos que estão sendo desenvolvidos pela SICT para apoiar essa visão. É o caso do InovaRS e do Techfuturo, que vai aportar R$ 5,6 milhões para projetos focados em criar produtos e soluções inovadores de empresas que usam tecnologias portadoras de futuro, como Inteligência Artificial, Blockchain e Internet das Coisas, para transformar a matriz produtiva gaúcha. As submissões dos projetos encerram nesta quinta-feira (29).
O VP da CWI Software, James Bajczuk, também defende que é a tecnologia poderá ajudara a transformar o Rio Grande do Sul. “A inovação e tecnologia são indutores para o desenvolvimento do nosso Estado, gerando emprego e renda”, diz.
Ele comenta que essa área ainda é pouco percebida pelos jovens. E cita o projeto +praTI, do qual ele é um dos fundadores, iniciativa lançada no início de setembro para a qualificação de pessoas na área de Tecnologia e, consequentemente, retenção de talentos no Rio Grande do Sul. O Estado tem mais de 5 mil vagas de Tecnologia da Informação (TI) abertas.
“Muitos jovens escolhem outras profissões por falta de visibilidade do que é o setor de tecnologia ou por acharem que é uma área muito complexa. Com isso, deixam de ter uma grande oportunidade de futuro e de renda melhor”, analisa.
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