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Mercado Digital

- Publicada em 18h12min, 07/10/2020. Atualizada em 16h52min, 08/10/2020.

Gaúcha Alright recebe R$ 3 milhões de aporte do Criatec 3

Secco diz que recursos irão para pesquisa e desenvolvimento e para ajudar operação a escalar

Secco diz que recursos irão para pesquisa e desenvolvimento e para ajudar operação a escalar


Alright/Divulgação/JC
A Alright Adtech Company, startup gaúcha criada em 2015, acaba de receber um aporte de R$ 3 milhões do Fundo Criatec 3, que tem como principal cotista o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é gerido pela KPTL. Também são investidores o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Badesul Desenvolvimento e mais oito agências de fomento e desenvolvimento, corporações e investidores privados de dez estados brasileiros.
A Alright Adtech Company, startup gaúcha criada em 2015, acaba de receber um aporte de R$ 3 milhões do Fundo Criatec 3, que tem como principal cotista o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é gerido pela KPTL. Também são investidores o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Badesul Desenvolvimento e mais oito agências de fomento e desenvolvimento, corporações e investidores privados de dez estados brasileiros.
Esse é o segundo investimento feito pelo Criatec 3 na operação – o primeiro foi em 2019, de R$ 2,4 milhões. No total, são R$ 5,4 milhões. Os recursos serão aplicados em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de produtos e tecnologias proprietárias.
A Alright atua dos dois lados da cadeia de compra e venda de publicidade em mídia digital. O foco são sites e portais segmentados em determinados assuntos, como agronegócios, esportes ou entretenimento, ou os de notícias locais.
Para os veículos de comunicação, a empresa oferece uma conexão com o ecossistema de mídia programática, com foco em entrega um aumento de receitas com venda de espaço de publicidade para os veículos regionais ou especializados. Já para os anunciantes, a Alright promete aumentar o alcance e o impacto no perfil de cliente desejado com uma mídia programática mais segura e eficiente.
“Os investimentos estão migrando para as plataformas, como Instagram e Tik Tok, e os produtores locais de conteúdo estão perdendo receita. Estamos reconstruindo a ponte entre os veículos e os anunciantes”, afirma o CEO e cofundador da Alright, Domingos Secco. Cesar Paz, Fabiano Goldoni e Luciano Terres são os outros sócios da operação.
Em 2020, a empresa distribuiu mais de R$ 2 milhões para os chamados publishers – no mesmo período em 2019 foram R$ 850 mil. O número de veículos também aumentou de 130 para 294. “Mais do que dobramos a distribuição de verbas do mercado publicitário regional. Em todo o ano passado, foram R$ 1,5 milhão distribuídos. Ou seja, este ano nem terminou e já superamos 2019”, comenta o CEO e cofundador da Alright, Domingos Secco.
O empreendedor comenta que os recursos da primeira rodada do Criatec 3 foram investidos para ajudar os publishers a ganhar eficiência nas vendas de mídia. Outra ação foi o desenvolvimento de um publicador, uma espécie de WordPress, que simplifica a vida de quem está gerando conteúdo. Também foi feita a entrega de uma solução de dados, cloud e gestão de conteúdo, além da geração de receita.
Já nesta segunda rodada, o foco será escalar. “Queremos aumentar a base de clientes na nossa plataforma e vamos entrar ainda mais forte na questão do auto-serviço. A jornada básica do publisher está formada, mas queremos elevar a nível”, relata. Também está na linha de ação das adequações a questões como da Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD) e monetização da audiência.
O gerente de Planejamento do BRDE no Rio Grande do Sul, Alexander Leitzke, destaca o potencial da operação. “O recurso do Criatec 3 propiciará um crescimento exponencial para a empresa, bem como a aceleração das melhorias tecnológicas que um número maior de clientes demandará”, aponta.
O assessor de Venture Capital e Inovação do Badesul, Elias Graziottin Rigon, explica que o Criatec 3 tem R$ 210 milhões disponíveis. O Badesul aportou R$10 milhões, e solicitou que esses recursos fossem destinados para empresas do Rio Grande do Sul. “Já foram três aportes para startups locais, dois para a Alright e um para a CowMed, e até o final do ano teremos mais uma empresa”, conta.
O fundo tem prazo de dez anos – ele iniciou em 2016. No total, serão 33 empresas investidas. A etapa de captação encerra em janeiro de 2021, e depois serão mais cinco anos para a fase de desinvestimento. “No próximo ano iniciaremos a etapa de maturação destas empresas e a saída para e o retorno de capital aos cotistas”, relata.
Ao fazer o aporte, o Criatec 3, e os cotistas, passam a ter uma participação acionária nas operações. “Além dos recursos, tem toda uma equipe apoiando as startups em questões como governança e indicadores de controle da empresa”, diz Rigon.
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