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21/05/2020 - 09h15min. Alterada em 21/05 às 13h58min

O ambiente de trabalho nunca mais será o mesmo, aposta CEO da SAP Brasil, Cris Palmaka

CEO da SAP Brasil, Cristina Palmaka, diz que é preciso focar nas pessoas

CEO da SAP Brasil, Cristina Palmaka, diz que é preciso focar nas pessoas


SAP BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
“Nas últimas dez semanas almocei mais em casa do que em toda minha vida profissional”, descontrai Cristina Palmaka, presidente no Brasil da gigante global de software SAP. Ela foi a personagem de estreia da série de LIVEs do Mentes Transformadoras, que aconteceu na terça-feira (19) pelo Instagram do Jornal do Comércio. A verdade é que o isolamento social, necessário para tentar conter a pandemia da Covid-19, está levando pessoas e empresas a reinventaram as suas rotinas. “Mudou a dinâmica. Estou trabalhando de casa, com mais contato com a minha família, me arriscando na cozinha e troquei as minhas corridas na rua pela esteira. Cada um vai aprendendo novas formas de fazer as coisas e, talvez quando voltarmos, consigamos encontrar um balanço melhor da nossa vida”, projeta.
“Nas últimas dez semanas almocei mais em casa do que em toda minha vida profissional”, descontrai Cristina Palmaka, presidente no Brasil da gigante global de software SAP. Ela foi a personagem de estreia da série de LIVEs do Mentes Transformadoras, que aconteceu na terça-feira (19) pelo Instagram do Jornal do Comércio. A verdade é que o isolamento social, necessário para tentar conter a pandemia da Covid-19, está levando pessoas e empresas a reinventaram as suas rotinas. “Mudou a dinâmica. Estou trabalhando de casa, com mais contato com a minha família, me arriscando na cozinha e troquei as minhas corridas na rua pela esteira. Cada um vai aprendendo novas formas de fazer as coisas e, talvez quando voltarmos, consigamos encontrar um balanço melhor da nossa vida”, projeta.
Mercado Digital – Como tem sido para uma empresa do porte da SAP atender os clientes e dar go live em projetos remotamente?
Cristina Palmaka – Estamos na décima semana de home office da SAP Brasil. Tanto os nossos escritórios como o SAP Labs, que tem mais de 1 mil pessoas e está localizado em São Leopoldo (RS), estão virtuais. Foi uma decisão para preservar a saúde de todos. Por sermos uma empresa de tecnologia, foi relativamente mais simples. Estávamos acostumados com o home office, não nesta extensão, claro, mas a nossa saída foi com muito cuidado com a segurança de dados e foco em ajudar as pessoas. É uma fase inusitada e está sendo um grande aprendizado. Vimos que é possível trabalhar remotamente, que é possível desenvolver software e inovação por meio dos nossos Labs remotamente, dar go live em projetos e suportar os clientes neste modelo.
MD – A maioria das empresas precisou migrar radicalmente para o home office. Como tem sido essa transformação e que pontos de atenção devem ser levados em consideração pelos gestores em relação aos seus times?
Cristina – A mudança em relação à forma de trabalhar está muito relacionada a questões culturais. E mesmo quem estava acostumado com algum nível de home office, vai repensar muita coisa. No passado, já posterguei reuniões por não poder estar presencialmente – e eu achava que entrar por vídeo poderia não ser legal. Hoje, isso é a coisa mais normal do mundo. O ambiente de trabalho nunca mais será o mesmo. As empresas precisam ajudar a orquestrar isso junto aos seus times. Está todo mundo mais sobrecarregado porque viemos para o trabalho remoto com todo o resto que está acontecendo. É preciso gerenciar a casa, o homeschooling, os filhos e o trabalho. É intenso e as pessoas estão trabalhando mais. Sem falar que é muito desgastante estar o tempo todo conectado digitalmente. O ideal é ter uma rotina. Na SAP, estamos evitando marcar reuniões no horário de almoço, por exemplo. As primeiras semanas foram mais difíceis, mas agora acredito que a tendência é que as pessoas consigam se organizar melhor. Estamos todos aprendendo.
MD – A SAP atende grandes clientes de muitas verticais do mercado. Dá para ter um overview de como as empresas estão sendo impactadas pela crise?
Cristina – Atendemos mais de 25 diferentes verticais de indústrias. Algumas começaram a sentir o desaquecimento cedo, como a automobilística. E, à medida que as montadoras param, o mesmo acontece com todo ecossistema que suporta essas operações. Depois veio o desaquecimento dos players de entretenimento e das companhias áreas. Alguns segmentos, de fato, estão enfrentando uma realidade mais difícil. Outras estão repensando seu próprio negócio. Com muitos dos nossos clientes de varejo, revertemos prioridades, tirando o foco dos projetos previstos para esse ano que olhavam mais para backoffice e os estruturantes e passando a dar mais atenção para tudo que é multicanalidade. E tem outras indústrias que estão em ritmo acelerado agora, até para poder suportar as demais, como saúde, agronegócios e e-commerce.
MD – Como tem sido liderar nesse momento?
Cristina – Essa é a maior crise que a nossa geração está enfrentando, e não tem uma cartilha. Mas tem que ter comunicação aberta e transparente. Em um mundo de incertezas, a nossa prioridade são as pessoas, sabendo disso fica mais fácil tomar as decisões.
MD – Que aprendizado as empresas precisam levar para o pós-pandemia?
Cristina – Três fatores são fundamentais para esse momento de crise e para o pós-crise. Um deles é a digitalização. Alguns aspectos vão mudar radicalmente. Estamos fazendo, por exemplo, todas as assinaturas de contratos eletronicamente. São processos que talvez as empresas demorassem mais para aderir, mas que agora estão acelerando. Outro aspecto que vai mudar é a experiência da jornada do consumidor. O consumo sem contato vai ser uma tendência quando voltarmos a circular pelos espaços públicos. E o mais radical, o maior impacto que teremos é na forma de trabalhar.
Perdeu a LIVE com a Cristina Palmaka? Você pode acompanhar esse episódio de estreia no IGTV do @jornaldocomercio
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