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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio


Alterada em 07/11 às 19h46min
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Delivery de comida habilita e-commerce urbano, diz Blazoudakis

Em três anos, empresa já inaugurou 24 unidades em três estados

Em três anos, empresa já inaugurou 24 unidades em três estados


LUIZA PRADO/JC
Um e-commerce urbano, mais veloz, com entregas de lanches a tênis em menos de uma hora e por um custo de mais baixo. Foi com essa proposta que o Delivery Center vem conquistando espaços que nem mesmo o experiente empreendedor Andreas Blazoudakis podia imaginar.
Um e-commerce urbano, mais veloz, com entregas de lanches a tênis em menos de uma hora e por um custo de mais baixo. Foi com essa proposta que o Delivery Center vem conquistando espaços que nem mesmo o experiente empreendedor Andreas Blazoudakis podia imaginar.
Depois de três anos mercado, a proposta de modernizar o modelo tradicional de entrega a partir de hubs de distribuição localizados em shoppings centers, prédios comerciais e dark malls – espaços exclusivos para delivery – foi certeira. São 350 funcionários, 24 unidades inauguradas em três estados e parcerias de peso, como Multiplan (que em 2019 anunciou a aquisição de 18,79% do Delivery Center, com a meta de adicionar às lojas dos shopping centers a possibilidade de atuar também como centrais de entrega de e-commerce), Linx, e Mercado Livre.
O Delivery Center, que assume todo processo de logística das entregas, do recebimento de pedidos, coleta dos itens, tracking e execução das entregas por motoboys, deve investir R$ 400 milhões até 2021, e inaugurar 200 unidades de entregas nos principais centros urbanos brasileiros. “Estamos com 10% do nosso plano feito. Está crescendo muito rápido e tem muita coisa para ser feita ainda”, projeta Blazoudakis, que ao longo de sua trajetória como empreendedor criou 17 startups, entre elas o primeiro a Movile, avaliada em mais de US$ 1 bilhão em 2018, investidora de empresas como iFood, MapLink e Ingresso Rápido.
Jornal do Comércio – Que balando você faz da operação do Delivery Center três anos depois do início da operação?
Andreas Blazoudakis – Temos um plano para ser executado até 2021 de fazer 200 centrais em 43 cidades do Brasil. Estamos em 10% do nosso plano, mas tem sido muito contundente. O mercado está muito receptivo e espera até que a gente ande mais rápido do que estamos preparados. Em 2019, estivemos focados em São Paulo – faltam mais 20 centrais para fazer lá – e ainda esse ano estamos plantando as próximas cidades: Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.
JC – Muito deste crescimento está sendo puxado pelas operações nos shoppings. Isso já estava no plano inicial?
Blazoudakis – Quando idealizei o Delivery Center, estava prevista essa parceria com os shoppings, mas não tão grande. Hoje 90% do plano são shoppings – no início a previsão era de que seria menos da metade. A ideia é continuar executando mais dark malls (centrais de entrega), como o que temos em Porto Alegre. Dos 20 prédios previstos, fizemos um só. Mas, o plano dos shoppings andou muito mais rápido porque é mais leve. Um prédio como o da Protásio Alves custa R$ 10 milhões, enquanto que para colocar a operação dos shoppings custa, em dois anos, R$ 2 milhões, cinco vezes menos e por um custo muito mais rápido. Começamos fazendo lojas em alguns shoppings, mas no meio do caminho passamos a fazer quiosques ou containers. No Bourbon Wallig é container, já no Shopping Morumbi, em São Paulo, são quiosques no estacionamento. Isso também barateou muito forma de fazer, era R$ 300 mil a loja e agora fica por R$ 50 mil.
JC – O que está por trás do modelo do Delivery Center?
Blazoudakis – O e-commerce como a gente conhece hoje foi inventado há mais de 20 anos. É um modelo de bordas da cidade, não está dentro da cidade e, por isso, demora cinco dias para os produtos chegarem. A tendência que veio da China de misturar comida habilitou o e-commerce de fazer entrega mesmo dia e mesma hora. A comida prepara a logística da cidade para o modelo de delivery, mas a ideia é que depois passem a ser vendidas outras coisas. É a porta de entrada para o e-commerce urbano, um conceito mais veloz e barato.
JC – Como funciona o modelo de atuação da empresa?
Blazoudakis – Temos centrais de delivery que acoplamos aos shoppings ou em prédios próprios. Conectamos players de comida, por exemplo, com a praça de alimentação dos empreendimentos, aí em volta se forma uma rede de 5km onde os motoboys ficam girando – só no da Protásio Alves são cerca de 200 profissionais em torno dessa zona primária. Eles estão pagos pela logística de comida, mas, se o shopping vende um tênis on-line, o motoboy está lá perto, e consegue entregar pelo mesmo preço e prazo de uma comida. É um prazo que um e-commerce tradicional não consegue atender. Usamos o shopping como alavanca e em seguida a gente pluga os outros lojistas, de alimentação e goods (não alimentação).
JC – A tendência é aumentar a entrega de não alimentos?
Blazoudakis – Sim. Quando olhamos o nosso prédio da Protásio Alves (na capital gaúcha), a maioria das lojas ali ainda é de comida, mas agora está entrando a Casa do Papel, uma das primeiras do Brasil a fazer uma dark store. Se não tivesse comida, não seria possível fazer entrega de papel ou toner de impressora em uma hora, não teria escala. Os pedidos são feitos pelo DTudo, nosso aplicativo, ou pelos apps como iFood, Rappi e UberEats, e aí nós fazemos toda intermediação.
JC – Como foi o processo de idealização deste projeto, até chegar o momento de tirar do papel e colocar no ar?
Blazoudakis – Em 2012, quando a Movile entrou no negócio do iFood, eu recebi o desafio de fazer o e-commerce de forma mais instantânea possível. Fiquei quatro anos tentando descobrir formatos. Fiz muitos protótipos e vários deram errado. Fui para a China todos os anos ao longo desse processo, até que me deu um estalo. Eu pensava com a cabeça on-line, e lá eles pensam on-line e off-line. Todos os grandes players fazem as suas operações com forte conexão entre esses dois mundos. Voltei de lá com essa ideia, e foi estranho até para o meu grupo. Eu sempre fui líder de operação on-line, porque agora daria bola para tijolos? Quem manda na cidade é o mundo off-line, não adianta. Foi a partir daí que consegui resolver a equação de fazer um e-commerce mais eficiente. E então foi surgindo a ideia do Delivery Center.
JC – Qual o foco da operação para 2020?
Blazoudakis – Mais do que ampliar geograficamente, queremos ampliar a oferta de não alimentos. O varejo em geral se sente atacado pelos players de comida, que ficaram gigantes. O mundo de não comida precisa muito dessa solução. É nosso foco. Tivemos duas parcerias forte fechadas em 2019 que são habilitadoras para 2020. Uma delas é com a Linx, que tem cerca de metade dos softwares instalados no varejo, e a outra com o Mercado Livre, que vai plugar na nossa solução. Imagina comprar no Mercado Livre e receber em 45 minutos?
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Patrícia Knebel
Patrícia Knebel
Ecossistemas de inovação, tendências globais para os negócios, marketing digital, as tecnologias que são os pilares da transformação digital (como mobilidade, Internet das Coisas e Big Data) e todas as novidades que impactam o comportamento dos consumidores e o futuro das empresas e das cidades estão na coluna Mercado Digital. Estou feliz por você estar aqui.