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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

06/11/2019 - 16h53min.
Alterada em 07/11 às 14h51min
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Com produto inédito, HT Micron mira novos mercados

Edelweis Ritt é  adiretora de relações institucionais e parcerias estratégicas da HT Micron

Edelweis Ritt é adiretora de relações institucionais e parcerias estratégicas da HT Micron


PATRÍCIA KNEBEL/ESPECIAL/JC
Até agora posicionada no mercado como um player de memórias para celulares, computadores e Smart TVs, produtos que tradicionalmente não costumam ter grandes diferenciais tecnológicos, a HT Micron começa uma grande virada. O lançamento em junho deste ano do primeiro chip de Internet das Coisas (IoT) projetado e fabricado no Brasil significa para a empresa a oportunidade de se tornar uma provedora de tecnologia inovadora e capaz de despertar interesse do mercado nacional e internacional.
Até agora posicionada no mercado como um player de memórias para celulares, computadores e Smart TVs, produtos que tradicionalmente não costumam ter grandes diferenciais tecnológicos, a HT Micron começa uma grande virada. O lançamento em junho deste ano do primeiro chip de Internet das Coisas (IoT) projetado e fabricado no Brasil significa para a empresa a oportunidade de se tornar uma provedora de tecnologia inovadora e capaz de despertar interesse do mercado nacional e internacional.
A novidade foi apresentada semana passada para potenciais clientes e parceiros, durante a Futurecom, em São Paulo, e nos próximos dias será a vez de um evento em Cingapura. O iMCP HT32SX, como está sendo chamado, é resultado de parcerias com a Hana Micron, a ST Microelectronics e o ITT-Chip da Unisinos.
Uma das inovações é o uso do System-in-Package (SIP), que permite que todas as tecnologias de encapsulamento avançado sejam integradas em um único chip. O produto utiliza o protocolo Sigfox e é o único no mundo com a tecnologia Monarch, que permite o ajuste de frequência já que a banda que Sigfox opera na Europa e EUA são diferentes. “Se você colocar esse chip em uma bolsa Louis Vuitton, que está saindo do Brasil, ao chegar à Europa ela logo se conectará de novo na rede Sigfox. Não estamos simplesmente disponibilizando um produto igual aos que podem ser encontrados em outros países”, explica a diretora de relações institucionais e parcerias estratégicas da HT Micron, Edelweis Ritt.
Ela conta que sempre esteve no planejamento da empresa começar a operação com a oferta de memórias, dando o pontapé inicial na operação, até chegar a esse segundo nível, que é fazer produtos diferenciados. “É um reposicionamento total de mercado, de passar de um player de encapsulamento de memória para um que desenvolve semicondutores”, destaca a gestora.
A ideia da HT Micron, que está instalada no Tecnosinos, em São Leopoldo, não é se distanciar do mercado de memórias, mas buscar novos espaços de atuação. “A partir de agora, também passamos a ter uma solução desenvolvida e produzida no Brasil, da qual temos a propriedade intelectual”, complementa Edelweis.
No caso deste SIP para Internet das Coisas, poucas empresas no mundo competem em pé de igualdade com a HT Micron. “Isso significa não sermos o número 20 do mundo, mas o dois ou três, sendo que o nosso produto tem várias funcionalidades inéditas”, acrescenta.
A HT Micron tem cerca de 200 profissionais e faturou cerca de R$ 400 milhões em 2018 – o plano é crescer 50% esse ano. Dos cerca de 20 milhões de chips que serão produzidos esse ano pela empresa no Brasil, pelo menos 1 milhão serão para atender o mercado de Internet das Coisas.
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Patrícia Knebel
Patrícia Knebel
Ecossistemas de inovação, tendências globais para os negócios, marketing digital, as tecnologias que são os pilares da transformação digital (como mobilidade, Internet das Coisas e Big Data) e todas as novidades que impactam o comportamento dos consumidores e o futuro das empresas e das cidades estão na coluna Mercado Digital. Estou feliz por você estar aqui.