Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 17 de outubro de 2019.

Jornal do Comércio

17/10/2019 - 14h56min.
Alterada em 17/10 às 14h56min
COMENTAR | CORRIGIR

Direitos Humanos repaginados para a era digital

Michelle Bachelet, chefe das Nações Unidas para os Direitos Humanos, apoia as mudanças

Michelle Bachelet, chefe das Nações Unidas para os Direitos Humanos, apoia as mudanças


FABRICE COFFRINI/AFP/JC
Como seria uma Declaração Universal dos Direitos Humanos na era digital? Pois em breve poderemos saber. Um dos mais recentes relatórios produzidos pelo Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pretende colocar luz nesse tema. 
Como seria uma Declaração Universal dos Direitos Humanos na era digital? Pois em breve poderemos saber. Um dos mais recentes relatórios produzidos pelo Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pretende colocar luz nesse tema. 
“As tecnologias digitais são amplamente usadas para defender e exercer os direitos humanos – mas também violá-los. As mídias sociais, por exemplo, forneceram novas e poderosas formas de livre expressão e de documentar violações de direitos. Porém, também espalham mentiras que incitam ao ódio e fomentam violência, muitas vezes a uma velocidade terrível e com a capa do anonimato”, alerta o documento, assinado pelos co-presidentes do painel, Melinda Gates e Jack Ma.
A recomendação do grupo é que seja iniciado um processo com diversos stakeholders para garantir que nenhuma lacuna na proteção seja causada por novas tecnologias digitais. Decisão essa que foi apoiada recentemente por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atual chefe das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que afirmou que a meta é implementar essa recomendação.
“A área de tecnologia é uma das que mais têm violações, como é o caso da interferência no direito da vida privada e na liberdade de expressão, por meio da propagação de informações falsas ou do monitoramento intenso das atividades das pessoas”, destaca Edson Prestes, pesquisador da Ufrgs e único brasileiro a fazer parte do Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital da ONU.
Segundo ele, é importante amplificar e empoderar as pessoas sobre esse tema. “Esse é um assunto que diz respeito a todos nós. Quantos players de tecnologia, daqui a pouco, poderão estar sendo rotulados de violadores dos direitos humanos? Ou quantos de nós estarão sendo monitorados nas nossas atividades cotidianas, sem nos darmos conta, e tendo nossos dados e informações usadas contra nós mesmos?”, provoca Prestes.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia
Patrícia Knebel
Patrícia Knebel
Ecossistemas de inovação, tendências globais para os negócios, marketing digital, as tecnologias que são os pilares da transformação digital (como mobilidade, Internet das Coisas e Big Data) e todas as novidades que impactam o comportamento dos consumidores e o futuro das empresas e das cidades estão na coluna Mercado Digital. Estou feliz por você estar aqui.