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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de março de 2019.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 10/01/2019.
Alterada em 14/03 às 19h17min
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Os riscos da automatização do preconceito

Edson Prestes (Ufrgs e IEEE) e Jack Ma (executive chairman do Alibaba Group)

Edson Prestes (Ufrgs e IEEE) e Jack Ma (executive chairman do Alibaba Group)


ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Em tempos de Big Data e Inteligência Artificial (IA), o pesquisador do Instituto de Informática (INF) da Ufrgs e membro do IEEE, Edson Prestes, alerta para o risco de uma prática cada vez mais comum hoje em dia: o casamento (e o uso indiscriminado) dos dados.
Isso acontece, por exemplo, quando os sistemas relacionam as informações de uma compra na internet com a localização das pessoas. Com isso, uma oferta de viagem pode variar de preço de acordo com o local em que o comprador está. Ou, ainda, quando se analisa dados coletados que se propõem a determinar quais são as zonas de maior perigo em uma cidade.
"As regiões da periferia são mais monitoradas que as nobres e, consequentemente, vão produzir mais dados sobre crimes. Se temos 20 carros patrulhando os bairros ricos e 70, os pobres, onde vamos ter mais casos de violência registrados?", questiona Prestes. A interpretação dos dados pode, no caso desse exemplo, levar a situações como uma atuação mais ostensiva da polícia, criação de constrangimento aos moradores e até mesmo impactar os custos do seguro. "Quando você tem um conjunto de dados e os coloca para gerar resultados em série, sem detectar se existe um viés, vai acabar propagando preconceitos que existem na sociedade", avalia.
Em alguns dias, Prestes embarca para Genebra, na Suíça, onde participa, no dia 19 de janeiro, de mais um encontro do The High-level Panel on Digital Cooperation, criado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, para debater questões como segurança dos dados, equidade e direitos humanos na era digital.
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Comentários
Gabriel 10/01/2019 16h32min
Discordo do termo "preconceito". Preconceito é julgar algo ou alguém sem conhecer de fato. É julgar algo simplesmente pelo seu rótulo. O uso de estatística e inteligência artificial é totalmente o oposto a isso. É utilizar dados e fatos para construir uma imagem real e é lógico que alguém que more em uma área com maior probabilidade de incidência de crimes tera seu seguro mais elevado. Isso é estatística e nao "preconceito".

Patrícia Knebel

Ecossistemas de inovação, tendências globais para os negócios, marketing digital, as tecnologias que são os pilares da transformação digital (como mobilidade, Internet das Coisas e Big Data) e todas as novidades que impactam o comportamento dos consumidores e o futuro das empresas e das cidades estão na coluna Mercado Digital. Estou feliz por você estar aqui.