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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 22 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 24/01/2020.
Alterada em 24/01 às 03h00min

Histórias do fim dos tempos

Os contos da antologia exploram o científico, o psicológico e o filosófico

Os contos da antologia exploram o científico, o psicológico e o filosófico


PLANETA/REPRODUÇÃO/JC
Mundos apocalípticos (Editora Planeta, Minotauro, 496 páginas, tradução de Rogerio Galindo e Rosiane Correia de Freitas), antologia de contos norte-americanos organizada por John Joseph Adams, editor e publisher experiente e consagrado de revistas digitais e de antologias, apresenta trabalhos de Stephen King, Octavia E. Butler, George R.R. Martin, Orson Scott Card, Cory Doctorow, Gene Wolfe, Jonathan Lethem e muitos outros. John já recebeu o prêmio Hugo e foi seis vezes finalista do World Fantasy Award.
Mundos apocalípticos (Editora Planeta, Minotauro, 496 páginas, tradução de Rogerio Galindo e Rosiane Correia de Freitas), antologia de contos norte-americanos organizada por John Joseph Adams, editor e publisher experiente e consagrado de revistas digitais e de antologias, apresenta trabalhos de Stephen King, Octavia E. Butler, George R.R. Martin, Orson Scott Card, Cory Doctorow, Gene Wolfe, Jonathan Lethem e muitos outros. John já recebeu o prêmio Hugo e foi seis vezes finalista do World Fantasy Award.
Os contos da antologia, que tem por subtítulo, Histórias do fim dos tempos exploram o científico, o psicológico e o filosófico do que é permanecer humano diante do Armagedon. Fome, morte, guerra e peste, os quatro cavaleiros do apocalipse, o presságio do Fim dos Dias, esses são os pilares das histórias contidas na coletânea. Desde Blade Runner a Mad Max, passando por Cântico para Leibowitz e Black Mirror, escritores e roteiristas de todos os cantos se dedicaram a especular sobre o fim do mundo.
Ao longo de muitos anos imaginaram cenários catastróficos, onde imperam o caos, o desespero e a calamidade. Hecatombe nuclear, mudança climática, cataclisma vindo do espaço, esses visionários abordaram um dos temas mais desafiadores da ficção: a natureza da própria vida, posta à prova diante de um colapso social completo.
Nessa antologia estão os melhores contos da literatura pós-apocalíptica das últimas duas décadas, com muitos dos maiores nomes da ficção especulativa mundial. Os leitores terão oportunidade de descobrir os futuros imaginados por esses grandes autores, mestres do gênero. A primeira obra do gênero foi O último homem, de 1826, escrito por Mary Shelley, a mãe da ficção científica, autora de Frankenstein.
Como se vê, o gênero é antigo e dos mais importantes da literatura de ficção, mas tem suas fortes características próprias e rumos imprevisíveis.

Jazz e vinho em Bento Gonçalves

O jazz para muitos é a maior contribuição que os Estados Unidos da América deram para a humanidade. Ele se espalhou pelo mundo e, em muitos países, adquiriu características locais. Por sua vez, o jazz de vários países influenciou e influencia o jazz praticado nos Estados Unidos. Música é linguagem universal e o intercâmbio e as influências são ótimas para os músicos e ouvintes.
Festivais de Jazz importantes existem em Punta Del Este, Pelotas, Canoas, Porto Alegre, Montreux, Paraty, Rio de Janeiro, Rio das Ostras, São Paulo e outras cidades, mostrando que o gênero se mantém vivo e vai se renovando.
Bento Gonçalves, que agora já tem um festival de balonismo, não poderia ficar para trás. De 27 a 29 de março deste ano, vai sediar o primeiro Bento Jazz & Wine Festival, bem no fim da vindima, aproveitando os últimos dias de calor. Segundo Evandro Soares, secretário de Cultura de Bento, o evento veio para ficar, e o prefeito Guilherme Pasin, contente com o prêmio recebido por Bento no 12º Knowledge Cities World Summit, como uma das cidades mais admiradas do mundo, disse que está feliz por ver a cidade mais uma vez no calendário de grandes eventos.
Carlos Badia, realizador e curador do Bento Jazz & Wine e também do Poa Jazz Festival, destaca que o slogan do evento de Bento ressalta, acima de tudo, a harmonização de culturas. Vinho e jazz, título e casamento perfeito para a ampla programação que terá shows, atividades paralelas em vários pontos turísticos da cidade e atrações nacionais e internacionais.
Na Fundação Casa das Artes, num palco externo no entorno da Igreja São Bento e em diversos ambientes importantes como pubs, restaurantes e hotéis, muitos eventos vão rolar. Arte, bebida e piquenique de jazz ocorrerão no Caminho das Pedras, no Vale dos Vinhedos e no trajeto do trem Maria Fumaça.
Já estão confirmados Renato Borghetti, a big band paulista Bixiga 70 e o guitarrista paulista Filó Machado para esse maravilhoso coquetel que mescla vinho, as lindas paisagens da Serra e o jazz, trilha sonora perfeita. Além disso, quem quiser poderá curtir as trilhas e parques e a prática de esportes radicais, bem como os muitos outros atrativos turísticos da Capital Brasileira do Vinho.
Enfim, a música virá do palco, das ruas, de dentro das cantinas, bares, restaurantes e pubs e mais uma vez todos constatarão e repetirão que realmente a música e o amor são as coisas mais próximas de Deus. Incontáveis abraços, beijos, encontros, amizades e paixões acontecerão, com certeza, num cenário mais do que adequado, com a luxuosa companhia dos bons vinhos. O Festival , como se vê, já nasce clássico e será o primeiro de muitos.
Bento Gonçalves sempre teve suas bandas e orquestras, muitas animando os bailes que ficaram na história. Seus conjuntos musicais e corais ligados à imigração italiana sempre brilharam e emocionaram. Ao lado do trabalho, da religiosidade e do humanismo, os antigos imigrantes nos legaram o amor ao canto e à música instrumental. O Jazz será um belo acréscimo às tradições musicais da cidade.

Lançamentos

A Cura do Crime
A Cura do Crime
/ARTMED/REPRODUÇÃO/JC
  • A cura do ciúme - Aprenda a confiar, supere a possessividade e salve seu relacionamento (Artmed, 178 páginas, tradução de Sandra Maria Mallmann da Rosa) (acima) do aclamado psicólogo Robert L. Leahy, autor de Como lidar com as preocupações, traz uma perspectiva criativa, incisiva e esperançosa sobre o ciúme.
     
  • O 15 de Novembro e a queda da Monarquia - Relatos da Princesa Isabel, da baronesa e do barão de Muritiba (Chão Editora, 200 páginas), com organização de Keila Grinberg e Mariana Muaze, traz os depoimentos da Princesa e de seus amigos sobre a queda da Monarquia, a proclamação da República e o exílio da família imperial.
  • Monalisa no retrovisor (Libretos, 160 páginas) apresenta contos da escritora e professora universitária Lisana Bertussi. Os personagens, em diversos feitios de gente, estão no interior, na cidade ou em lugar nenhum. A autora vaga por entre eles e observa seus enigmas e sonhos, seus risos e rostos.

A propósito...

Jazz sempre foi sinônimo de novidade, criatividade, balanço, democracia, improviso, técnica apurada e pensamentos e atitudes renovados. O vinho há milênios ajuda os humanos a viver, a sonhar e a conviver mais e melhor. Jazz e vinho em Bento, para quem entende muito de música e de vinho, ou não, vão enriquecer ainda mais a história da cidade, dos habitantes e dos visitantes. Muitas histórias serão contadas depois do festival, muitas lembranças permanecerão até a próxima edição do evento, que já tem cara de vitorioso e já ingressou no calendário dos acontecimentos que interessam. Bento vai ganhar uma porção New Orleans, Chicago e Nova Iorque, onde tudo começou e continua para sempre. (Jaime Cimenti)
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