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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 19/09/2019.
Alterada em 18/09 às 23h41min
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O elemento mais importante da vida

A gente muitas vezes nem se dá conta de que o ar é o elemento mais importante para a vida, e sua história é também a história da Terra e de nossa existência nela. O livro há pouco lançado no Brasil, O último suspiro de César (Editora Zahar, 360 páginas), do célebre jornalista norte-americano Sam Kean, autor best-seller do New York Times e há décadas dedicado à investigação científica, trata justamente sobre esse tema essencial para a humanidade.
A gente muitas vezes nem se dá conta de que o ar é o elemento mais importante para a vida, e sua história é também a história da Terra e de nossa existência nela. O livro há pouco lançado no Brasil, O último suspiro de César (Editora Zahar, 360 páginas), do célebre jornalista norte-americano Sam Kean, autor best-seller do New York Times e há décadas dedicado à investigação científica, trata justamente sobre esse tema essencial para a humanidade.
Sean escreveu os premiados O polegar do violinista, A colher que desaparece e O dueto dos neurocirugiões, eleitos pela Amazon, em sequência, como os melhores livros de ciência dos anos em que foram publicados. A Editora Zahar os editou no Brasil.
Em O último suspiro de César, o autor torna visível esta saga invisível, examinando o papel às vezes trágico, às vezes cômico, que os gases desempenham em cada avanço da trajetória humana - da formação da atmosfera terrestre à descoberta do oxigênio; da fabricação do gás mostarda nazista ao milagre da anestesia; da Revolução Industrial à nova engenharia climática. Hoje somos capazes até mesmo de alterar o ar que respiramos.
O livro mostra uma aventura grandiosa, formada por sextilhões de moléculas que giram à nossa volta, que entram e saem de nossos pulmões a cada segundo. E tudo isso num único suspiro!
A obra de Sean é espirituosa e transforma a ciência do ar numa deliciosa diversão através da história. Não por acaso, o prestigiado jornal The Guardian considerou o trabalho de Sean como o livro de ciências do ano.
Avançando pelas páginas da publicação, veremos Albert Einstein se esforçar para inventar uma geladeira melhor; nadaremos com porcos radioativos no atol de Bikini, e testemunharemos as mais importantes reações químicas que os seres humanos já descobriram.
O último suspiro de César revela como a alquimia do ar remodelou os continentes, conduziu o progresso humano, alimentou revoluções e continua a influenciar tudo o que fazemos- para o bem e para o mal.
Com o conhecimento dos gases, os homens produziram a bomba atômica, mas também as substâncias capazes de anestesiar a dor em cirurgias.
Como se vê, um livro criativo, divertido, profundo e atual.

Lançamentos

Eu vou matar Maximillian Sheldon (Editora Coralina, 128 páginas), de Leonardo Brasiliense, auditor fiscal, médico e escritor premiado com o Jabuti e o Minuano, apresenta dez contos bem elaborados que exploram singularidades cotidianas de modo ora sutil ora extemado, dependendo de quem conta e ao gosto da sensibilidade dos leitores.
Do ser - Dialética do eterno presente - Volume I (É Realizações, 232 páginas), do grande professor e pensador francês Louis Lavelle (1883-1951), argumenta em favor da compatibilidade entre as noções de univocidade, universalidade e participação, empreendendo o método analítico e descrevendo as relações do ser com o tempo e com o eu.
Leituras imediatas (Ateliê Editorial, 134 páginas), da consagrada pesquisadora e ensaísta Jerusa Pires Ferreira, apresenta ensaios sobre literatura do povo em Bagdá, a Guerra das Malvinas em cordel, jornalismo popular, cultura popular e indústria cultural, poeta popular e ordem social e outros temas candentes de nossa cultura contemporânea.
 

Festa Rio-grandense

Hoje, com o garbo renovado, encerramos mais uma Semana Farroupilha. Acampamento e Chama Crioula, o maior símbolo das festividades e da cultura nativista, como de hábito, foram os pontos altos. Cavalarianos de todas as regiões do Estado percorreram mais de trezentos de nossos 497 municípios, levando aos gaúchos de todas as querências nossas seculares tradições.
Temos bastante para comemorar, fatos históricos, participação da população e heróis inspiradores não nos faltam. Claro que sempre podemos olhar o passado de forma nova, projetando o futuro.
A Semana Farroupilha é o maior evento cultural, social e festivo do Rio Grande. Temos muitas outras festas e manifestações como a festas da uva, do vinho, do chope, do moranguinho, dos doces de Pelotas e tantas mais que revelam nossas riquezas.
Faz bem o Movimento Tradicionalista Gaúcho em contemplar o Rio Grande como um todo, uma terra com um dos mais ricos mosaicos culturais do planeta. Somos brancos, negros, índios, mestiços, italianos, alemães, polacos, chineses, japoneses, portugueses, espanhóis, italianos, judeus, libaneses, russos e franceses - os sangues se mesclaram para dar origem a uma riquíssima geografia humana.
Penso que podemos nos unir mais, nesse Estado de históricas divisões políticas, futebolísticas, ideológicas e culturais, para citar apenas algumas. Dentro da democracia e da liberdade, podemos e devemos respeitar a todos, mas é certo que o melhor é portar algumas bandeiras que representem os interesses coletivos. Nossa secular grenalização tantas vezes nos faz perder oportunidades e as perdas humanas e materiais estão aí, com pessoas, empresas e entidades saindo do Rio Grande.
Bairrismo à parte, nossas mulheres são as mais inteligentes e lindas da terra. Os concursos de beleza e a Playboy agradecem. Sem dúvida, a diversidade é o que temos de mais importante e é preciso seguir com convívio civilizado, visando o progresso.
Claro que é tarefa difícil unir o Estado, mas não é impossível. Na Assembleia, no governo e na mídia, muitas ações foram e estão sendo propostas para buscar entendimentos mínimos que sejam. Um Rio Grande do Sim é possível. Não precisamos seguir como caranguejos empurrando o vizinho para a parte de baixo do balde. Se o todo, o coletivo melhorar, todos ganharemos. Se as divisões seguirem, praticamente todos nós perderemos. É questão de escolha.
Evidente que devemos sonhar com novo pacto federativo, com mais poderes e recursos para estados e municípios, mas isto já é um sonho federal. O certo é que precisamos recuperar o tempo perdido e o início desse processo pode ser a avaliação de nossos pensamentos e atos do passado. Quem sabe se tivermos uma família mais unida, os vizinhos e adversários do Rio Grande não abocanharão tanto. Em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão.
 

A propósito...

O Rio Grande enfrenta a mais séria crise econômico-financeira de sua história, todo mundo sabe, todo dia. Isso para não falar em outras crises. Se não conseguirmos soluções coletivas, nosso futuro corre risco. Já perdemos muito nestas últimas décadas. Nossa dívida pública aumentou 27 vezes nos últimos 27 anos. Desde o governador até o mais humilde rio-grandense, é hora de pensar que nós estamos de passagem pela vida, mas o Rio Grande do Sul deve permanecer, junto com nossos filhos e netos.
 
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