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Porto Alegre, terça-feira, 19 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Colunas

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Carlos Pires de Miranda

De Olho na tevê

Edição impressa de 19/03/2019. Alterada em 18/03 às 01h00min

Tarefas a cumprir

Ninguém saiu esfolado do clássico, apenas Nonato aprendeu que motivação é uma coisa, agressividade, outra. Qualquer um da dupla pode ser campeão, rende uma semaninha de flauta e fim. Mas há outras prioridades. O Inter precisa continuar sua ótima arrancada na Libertadores, mesmo sem a colaboração dos goleiros adversários. E ao Grêmio cabe ressuscitar na competição, na qual teve decepcionantes resultados. Mais: os dois grandes gaúchos têm obrigação de cumprir um elevado desempenho na Copa do Brasil e no Brasileirão. É muito, mas é o que deles se espera.
O Gauchinho voltou?
Quando saiu a escalação do Grêmio, soou como desprezo ao campeonato: jogar o clássico com reservas... Mas não tardou um minuto para que se percebesse - era mera esperteza de Renato. Ganhar daquele Inter anunciado não seria mais do que obrigação; empatar ou perder caracterizaria um vexame. Igualando o padrão, sem titulares a bordo, ninguém teria muito a perder. A não ser o público, tanto o que foi ao estádio quanto o que paga para ver em casa - compraram um jogo com titulares e levaram dois times de reservas.
Grenal até no pingue-pongue
Essa frustração dos espectadores deve ter desaparecido na primeira meia hora de jogo. Os dois times se atiraram à disputa com tamanha vontade que conseguiram entusiasmar até quem estava na poltrona. Pena a expulsão de Nonato, que a cavou insistentemente em três lances, todos merecedores de cartão amarelo. O otimismo do Inter não acabou ali, mas 12 minutos depois, quando Leo Gomes marcou um dos gols mais bonitos do Gauchão, em trama de toques rápidos e certeiros com André e Montoya. No segundo tempo, quase só deu Grêmio, embora a valentia dos colorados.
Bra-Pel, o outro clássico
O horário permitiu que se assistisse também ao outro clássico da rodada, no Bento Freitas. Até se poderia exigir um jogo melhor entre os maiores rivais da região, mas não faltaram gols e especialmente público - foi bonito ver o entusiasmo das duas torcidas, após anos sem torcerem no mesmo estádio. O Brasil safou-se do rebaixamento e mantém chances de classificar-se - pode até ganhar a vaga do rival, que terá o Grêmio pela frente. Mas uma coisa ninguém tira do Pelotas: possui o mais bonito fardamento do Rio Grande, que os antigos chamavam de auri-cerúleo.
Pitacos
  • Olhe a campanha do Caxias, garantido entre os quatro primeiros desta fase do Gauchão. Se na quarta-feira superar o futebol e o piso sintético do Zequinha, deve chegar à frente do Inter!
  • Uma pena, como também seria se fossem outros os rebaixados: o Avenida durou pouco entre os grandes, o Veranópolis conheceu pela primeira vez a sensação da queda. Alguém teria que cair...
  • Disputa no Acesso: os dois clubes de Bagé lutam ponto a ponto pela liderança de um grupo; no outro, Esportivo e Glória são os primeiros.
  • Já o Farroupilha é lanterna absoluto, o que lamento: imagine três clubes de Pelotas no mesmo Gauchão!
 
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