Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 24 de outubro de 2019.
Dia das Nações Unidas - ONU.

Jornal do Comércio

24/10/2019 - 18h05min.
Alterada em 24/10 às 18h06min
COMENTAR | CORRIGIR

Com menos soja para a China, exportações despencam

Vanessa Sulzbach coordenou o estudo

Vanessa Sulzbach coordenou o estudo


LUIZA PRADO/JC
A China foi destaque da divulgação do primeiro Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. O trabalho foi coordenado pela chefe de Divisão de Indicadores Estruturais do departamento, Vanessa Sulzbach. As relações comerciais do Estado com o país asiático ganhou um capítulo especial da publicação. O estudo mostra que desde 2008, a China apresenta-se como o principal destino das exportações gaúchas, e essa participação tem sido crescente, atingindo 30% do total em 2018. Abaixo, veja alguns trechos do relatório, que foca na exportações de soja, principalmente pela queda nas vendas, nas razões para isso e nas perspectivas para o futuro, e a reportagem completa sobre o estudo clicando aqui.
A China foi destaque da divulgação do primeiro Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. O trabalho foi coordenado pela chefe de Divisão de Indicadores Estruturais do departamento, Vanessa Sulzbach. As relações comerciais do Estado com o país asiático ganhou um capítulo especial da publicação. O estudo mostra que desde 2008, a China apresenta-se como o principal destino das exportações gaúchas, e essa participação tem sido crescente, atingindo 30% do total em 2018. Abaixo, veja alguns trechos do relatório, que foca na exportações de soja, principalmente pela queda nas vendas, nas razões para isso e nas perspectivas para o futuro, e a reportagem completa sobre o estudo clicando aqui.
A RELAÇÃO COMERCIAL RIO GRANDE DO SUL-CHINA
- Após anos seguidos de crescimento das vendas para a China, o ano de 2019 está sendo marcado pelo alastramento da Peste Suína Africana (PSA), que levou ao sacrifício de milhões de suínos e à redução de cerca de 30% do plantel do País.
- Como a oleaginosa é um insumo importante para a alimentação dos suínos criados na China, as exportações gaúchas de soja para a China neste ano totalizaram 5,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 30,8% no volume embarcado, comparativamente ao ano anterior.
- Por outro lado, há aumento nas vendas de carnes (suína, frango e bovina), seja diretamente aos chineses, seja a terceiros mercados afetados pelo choque de oferta. Efetivamente, entre janeiro a agosto de 2019, comparativamente a igual período de 2018, as exportações gaúchas de carnes para o mundo cresceram 13,7% em valor e 7,1% em volume.
- Os destaques foram as vendas das carnes suína e de frango, com altas de 31,7% e 13,8% respectivamente. Para a China, o aumento das exportações gaúchas foi ainda mais expressivo, de 27,8% em valor e 0,7% em volume, atingindo o recorde de US$ 148,3 milhões nos oito primeiros meses do ano.
- O aumento das exportações gaúchas de carnes, porém, não foi suficiente para compensar a queda nas vendas de soja. No comparativo de janeiro a agosto de 2019 contra igual período do ano anterior, observa-se que as exportações gaúchas do complexo soja caíram US$ 1,7 bilhão e que as exportações de carnes cresceram US$ 119,2 milhões. O resultado é uma queda de US$ 1,5 bilhão na cadeia de proteínas. Para a China, a queda nas exportações de soja foi de US$ 1,3 bilhão, e o aumento das vendas de carnes totalizou US$ 32,2 milhões.
- Em relação às vendas de carnes para a China, o crescimento relativo em 2019 é expressivo e mantém a tendência de alta dos últimos anos. De um destino periférico, que representava menos de 2% das exportações gaúchas de carnes em 2009, o país asiático ganhou protagonismo e já reponde por 15% do valor vendido nos primeiros oito meses de 2019. Contudo, se considerada a dimensão do mercado chinês de proteínas, o volume embarcado pelo Estado ainda é residual e revela um amplo espaço de crescimento.
- Atualmente, 89 plantas frigoríficas do Brasil estão autorizadas a exportar para a China, sendo 12 localizadas no Rio Grande do Sul. Em termos econômicos, o avanço das exportações de carnes significa um maior adensamento da cadeia de proteínas no território gaúcho, com reflexos no Valor Adicionado, na arrecadação tributária, na demanda por mão de obra e na dinamização das economias regionais. Em termos sanitários, o potencial desse mercado justifica a atenção redobrada nos controles públicos e privados para garantir a qualidade do produto e neutralizar os riscos de surgimento e disseminação de doenças que possam comprometer a sua competitividade.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia
Thiago Copetti
Thiago Copetti
A convite do Centro Internacional de Imprensa da China, o repórter participou de um intercâmbio no gigante asiático. No blog Conexão China, apresenta, além de informações econômicas e políticas da segunda maior economia do mundo, também curiosidades culturais e gastronômicas, dicas de turismo e como é o cotidiano da vida em Pequim.