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Começo de Conversa

- Publicada em 02 de Junho de 2022 às 21:11

De volta ao passado


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Os comícios de décadas passadas eram um espetáculo à parte, com os eleitores em contato direto, como mostra a imagem. O ano era 1982 e Jair Soares foi eleito governador do Estado, a primeira eleição direta depois do fim do governo militar. Com o número 1, Jair Soares, do então PDS, hoje PP, derrotou Pedro Simon (MDB), Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). O marketing ainda era incipiente, mas estava presente. O jingle de Jair repetia 41 vezes o número um.
Os comícios de décadas passadas eram um espetáculo à parte, com os eleitores em contato direto, como mostra a imagem. O ano era 1982 e Jair Soares foi eleito governador do Estado, a primeira eleição direta depois do fim do governo militar. Com o número 1, Jair Soares, do então PDS, hoje PP, derrotou Pedro Simon (MDB), Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). O marketing ainda era incipiente, mas estava presente. O jingle de Jair repetia 41 vezes o número um.

No escurinho da cozinha

Namoros da era AC (antes do celular) eram coisa muito séria, com alguns rituais que variavam de região para região. Na cidade grande eram mais elásticos, eis que tudo era bem de acordo com o ritmo da cidade. Mesmo assim, eram tempos em que os carros como o fusca iam de 0 a 100...algum dia. Já nas colônias alemãs, o papo era uma pilha em cima de outra pilha de protocolos não escritos, sistema de vigia também em famílias de Porto Alegre que tinham origem no interior. A maioria delas não era nascida na Capital.

O começo se dava com olhares furtivos durante a missa dos domingos, especialmente durante o sermão caprichado do padre. Havia uma sequência na saída da missa, e quando acontecia alguma quermesse para angariar fundos para a paróquia, o que acontecia de meses em meses. Esse olhar de olho no olho era acompanhado pelas mães e comadres fofoqueiras - um pleonasmo -, não necessariamente nesta ordem. Fosse hoje as comadres diriam "aí tem!" A evolução era mais lenta que carro de boi dando marcha-ré, até que vinha o Kerb, a festa do dia do santo da vila, e o baile, palco de futuros casamentos.

O cronograma era rígido. Primeiro, nas colônias a festa e o baile nunca eram aos sábados para que os fiéis de ressaca matassem a missa de domingo de manhã. As famílias preparavam lautos almoços em que vinha a parentada que morava fora, mesa no capricho com barril de chope, gasosa, spritz bier (refrigerante feito com gengibre, limão e açúcar, uma delícia), carne de porco, galinha, massa, purê de batata, salada de cebola e tomate e pelo menos meia dúzia de sobremesas diferentes. Neste dia as papilas gustativas aplaudiam o menu de pé. Mas era uma vez por ano.

O namoro dava os primeiros passos com visita à namorada nos domingos de tarde. Mãos dadas e corpos à procura de um metro quadrado sem vigias. No decorrer dos meses seguintes, rapaz e a moça iam para a cozinha, geralmente com o fogão de lenha apagado de propósito. Sem energia elétrica na maioria das vezes, restava a luz do Lâmpada de Aladim. Mãos dadas, gestos cautelosos, mão na mão e mão na outra coisa, desde que a tia solteirona - e sempre havia uma - não soasse o alarme. Depois ela fazia um relatório para a mãe da guria, geralmente recebido com ar de reprovação. Meses (ou anos) depois vinha o noivado e casamento. Até que o padre abençoasse o casal e eles dissessem sim, as comadres vigiavam a cena com periscópio. Depois vinha a lua de mel. Com pouco dinheiro, só a lua.

Depois da cerimônia religiosa, a tia solteirona fazia snif!

Mato ou morro

No momento em que Porto Alegre concentra recursos para tornar o Centro Histórico novamente atrativo, chama a atenção o lastimável estado de alguns prédios públicos pichados de cima a baixo, caso da Ufrgs. É uma das maiores pragas do nosso tempo, assim como ninguém consegue impedir que ladrões de cabos e fios de energia deixem a cidade às escuras enquanto os receptadores ganham dinheiro. Dá um sentimento de impotência, desgosto e vontade de se mudar para o mato.

Eleições com Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, ficando responsável pelas eleições. Para quem acredita em conspirações, será um prato cheio.

Frio na produção

A BRF reforça, nesta época do ano, dicas e orientações aos produtores com as melhores técnicas de manejo de aves em meio a baixas temperaturas. Além de afetar o desenvolvimento dos pintinhos, no início do alojamento, por exemplo, mesmo pequenas frestas nos aviários podem levar a perdas de calor e afetar as aves em qualquer fase.

A banca já treme...

Um a um os banqueiros internacionais vem a público dizer que esperam o pior pela frente. Em geral, é a soma do que em acidentes de avião se chama sucessão de eventos, a guerra desastrosa de Putin, os juros altos em todo mundo, o risco de recessão global e a inflação corroendo a renda e reprimindo a demanda. Por cima, como coroa de espinhos, a inflação que não dá trégua.

...a borrasca se aproxima

No nosso caso, o surpreendente PIB de 1% no primeiro trimestre não deve se repetir, dizem os oráculos do, pelos mesmos motivos do além mar. Bem, o Brasil está acostumado com recessão e inflação alta, o que não o torna sorridente ante a procela maior que se avizinha e cujos ventos já se fazem sentir. Em todo caso aplique-se o efeito meio copo cheio, melhor 1% que nada.

Medalha ao viajante

Ao ouvir a apresentação de lideranças da comitiva gaúcha na Holanda, os representantes do porto de Eemshaven ficaram impressionados com o tamanho da Fiergs, que representa 47 mil indústrias de diversas áreas no Rio Grande do Sul.

- Para representar tantos setores, o senhor deve viajar muito, indagou um dos holandeses ao presidente da Fiergs, Gilberto Petry.

- Essa é a minha viagem de número 70 à Europa, respondeu, para supressa dos anfitriões.

- Então, quando chegar na centésima viagem, o senhor merece uma medalha!

Risos gerais na comitiva e entre os holandeses.

A volta de Lázaro

A pré-campanha eleitoral do PT deveria fazer parte dos mais modernos equipamentos de ressuscitação. O paciente PSDB foi declarado morto pelo doutor Lula e um dia depois ele foi ressuscitado como Lázaro na Bíblia. A medicina política faz milagres.

Uruguai

Na próxima terça-feira, o Hilton Porto Alegre recebe uma rodada de negócios e um workshop focados no turismo com o Uruguai. O evento é destinado a agentes de viagem, imprensa e influenciadores digitais.

Sopa de acordar defunto

Até deve ter por aí, mas cadê a sopa de cebola no capricho que fazia a alegria das papilas gustativas até os anos 1980 em Porto Alegre nas noites e madrugadas frias? A última casa que fazia bem feito foi a Tia Dulce, na avenida Independência, mas ela não existe mais, nem a casa nem a tia.

José Salimen Jr

Será neste sábado, a partir de 10h30min, a cerimônia que dará o nome de José Salimen Jr. à ponte em frente ao Museu de Ciência e Tecnologia da Pucrs, na avenida Ipiranga. O publicitário faleceu em 2011.

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