Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de abril de 2021.
Porto Alegre,
terça-feira, 06 de abril de 2021.
Notícia da edição impressa de 06/04/2021.
Alterada em 05/04 às 21h22min

Os argentinos brasileiros

VILSON WINKLER/DIVULGAÇÃO/JC
Aqui e acolá, surgem notícias de que famílias argentinas estão transferindo seus negócios para localidades brasileiras mais próximas da fronteira, para escapar da crise que levou o vizinho país à lona. Essa família na foto arranchou em Porto Mauá, com proposta de lanches em que os hermanos são craques, as empanadas. Interessante é que vão manter o mesmo horário do lado de lá, das 8h às 12h e das 16h às 20h.
Aqui e acolá, surgem notícias de que famílias argentinas estão transferindo seus negócios para localidades brasileiras mais próximas da fronteira, para escapar da crise que levou o vizinho país à lona. Essa família na foto arranchou em Porto Mauá, com proposta de lanches em que os hermanos são craques, as empanadas. Interessante é que vão manter o mesmo horário do lado de lá, das 8h às 12h e das 16h às 20h.

O Centro degradado...

A prefeitura de Porto Alegre quer mesmo dar novos ares ao Centro Histórico, o que foi promessa de campanha de Sebastião Melo (MDB). Ok, mas antes ela deve encarar uma realidade e um desafio ciclópicos. A classe média foi expulsa do Centro a partir dos anos 1990, para dar lugar ao coitadismo, todo poder aos camelôs e ambulantes. Com o prefeito José Fogaça (MDB, 2005-2010), houve uma mudança, logo torpedeada pela inação, o laissez-faire dos sucessores.

...e a operação inversa

Sem público consumidor, as operações diferenciadas fecharam ou se mudaram, na maioria para shoppings e bairros com maior segurança. Então, entramos na era dos ambulantes que não ambulam. Trazer a classe média de volta sem atrativos e trazer atrativos de volta sem a classe média teria que começar com algum tipo de renúncia fiscal. Para começar a conversa, o projeto Cais Mauá como catalisador.

Nova fase I

Enquanto aguardam a análise que a prefeitura está fazendo da proposta de novo modelo de gestão do Mercado Público, os mercadeiros vão iniciar nos próximos dias uma mobilização nas redes sociais convidando os porto-alegrenses a conhecerem o projeto e participarem da discussão.

Nova fase II

Os mercadeiros têm consensos internos entre eles sobre o aporte próprio de recursos para a realização das obras, como a reabertura do segundo piso. A tentativa agora é buscar um consenso da cidade, que envolva mercadeiros, poder público e os frequentadores do Mercado.

Primeiro ato

Entro no restaurante, boto as luvas me sirvo e sento. Tiro a máscara e começo a comer. A metros de distância, vem uma senhora de meia idade usando máscara cirúrgica. Já de luvas, tira um frasco de álcool da bolsa, desprezando o que está na mesa. Asperge toda mesa e cadeira.

Segundo ato

Pega um maço de guardanapos de papel e os encharca com álcool. Encharca mesmo. Esfrega o tampo furiosamente, também encharcado com álcool. Repete a operação com a cadeira. Espera um tempo e molha de novo a mesa e a cadeira e espera secar. O frasco que ela trouxe está quase vazio.

Terceiro ato

Depois de algum tempo, substitui as luvas - duas, o protocolo manda usar uma - vai ao bufê, tira o prato de baixo da pilha e se serve. Volta à mesa só quando não tem ninguém no caminho. Serve mais uma dose de álcool para a mesa e só então começa a comer, não sem antes me alvejar com flechas de hostilidade.

Cortina de ferro

A cortina de papel da burocracia é a cortina de ferro da resistência passiva. Hoje, para governar só empurrando. A frase é do grande prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, dita em fevereiro de 1963 ao jornalista Celito De Grandi, seu biógrafo. Nos dias que correm, nem empurrando.

Frente e verso

Vereadores de Porto Alegre que integram ou comandam frentes parlamentares as defendem como forma de ampliar o desempenho do Legislativo, face à nota de ontem da página. Nem mesmo ocupam área física, ao contrário das comissões. Então, está feita a defesa das frentes.

Alô mamãe

O Brasil não cresce há anos em termos reais, alerta Fernando Figueiredo, da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central. Também, pudera. O custo do Estado abocanha 40% do PIB. Mais que o dobro de outros países emergentes. Por isso, a reforma administrativa deveria ser a mãe de todas as reformas.

Santa doação

O Papa conclamou os países ricos a doar vacinas para os países pobres. Sua Santidade poderia começar com o Vaticano, que é um dos países mais ricos do mundo. Barretada com chapéu alheio é fácil.

Orientação americana I

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) publicou uma nova orientação na sexta-feira dizendo que as pessoas plenamente imunizadas contra a Covid podem viajar em segurança e sem fazer exames.

Orientação americana II

O CDC considera uma pessoa "plenamente vacinada" duas semanas depois de ter recebido a segunda dose das vacinas da Moderna ou Pfizer ou a dose única da vacina da Janssen/Johnson & Johnson. Mas ressalta que se deve manter o uso de máscaras, higienização & cia.

Miúdas

  • FAZ pelo menos um ano que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está caindo, na visão da mídia.
  • GUEDES lembra o antigo programa de rádio Balança mas não cai. Quando cair, dirão: "eu não disse?"
  • COMO sempre, no Brasil, o passado pode ser remanejado a bel prazer.
  • LG anuncia o fim da produção de celulares em todo o mundo. Já foi um dos melhores.
  • VIVO, Agnaldo Timóteo era considerado brega, bagaceiro. Morto, erguem-no ao céu dos cantores.
  • ESTÁ morto, podemos elogiá-lo à vontade (Machado de Assis).

Preocupações

Uma das preocupações dos vacinados com a Oxford é se vai ter a mesma "marca" 12 semanas após a primeira seringada. 
 
Comentários CORRIGIR TEXTO
Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.