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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de outubro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 16 de outubro de 2020.
Notícia da edição impressa de 16/10/2020.
Alterada em 15/10 às 21h54min

A enchente de 1941 no rio Caí

FERNANDO ALBRECHT/ESPECIAL/JC
Quando se fala da enchente de 1941, quase sempre as imagens são dos estragos em Porto Alegre. Raramente se vê registros de cidades do Interior, especialmente as que ficam às margens dos afluentes do Guaíba. Caso de Montenegro, que foi inundada pelas águas do rio Caí (acima). Ao fundo, a Igreja Luterana, que fica na rua principal.
Quando se fala da enchente de 1941, quase sempre as imagens são dos estragos em Porto Alegre. Raramente se vê registros de cidades do Interior, especialmente as que ficam às margens dos afluentes do Guaíba. Caso de Montenegro, que foi inundada pelas águas do rio Caí (acima). Ao fundo, a Igreja Luterana, que fica na rua principal.

A galinha que bebia cerveja

Cada lugar tem sua história, e alguns têm histórias de mais de 50 anos, como bares e restaurantes. O interessante é que muitos mudaram de dono tantas vezes que não se sabe a origem, quem foi o primeiro dono ou donos. Caso do Chalé da Praça XV, que servia como cenário para reuniões familiares regadas a chope e gasosa já nos anos 1930. Outro foi o hoje desaparecido Bar Arthur, na Alberto Bins quase esquina com a rua da Conceição, à direita. Nos anos 1940 e 1950, era reduto de alemães. O apogeu foi nos anos 1970 e 1980, quando operado por seu Helmuth Klein e sua irmã Margô. Se não fossem os alemães, os bar-chopes não teriam existido.

Lentamente fechou o Van Gogh, na Cidade Baixa, mas a origem remonta aos anos 1960, ficava na Protásio Alves, perto da igreja. Era para ser Van Grigh, mas já existia um homônimo no Rio de Janeiro. A decoração batons de amarelo e marrom, com fundos de garrafas coladas nas paredes. Foi o tempo de batizar este tipo de estabelecimento com nomes de artistas e pintores. Assim, tínhamos o Rembrandt, na Dr. Timóteo, cujo dono, seu Kurt, foi assassinado por terroristas por motivos ideológicos.

Na esquina da Cristóvo Colombo com Garibaldi, ficava o Brahms, depois Barcaça, comprado que foi pelo ex-prefeito Sereno Chaise, que também adquiriu o Stylo Bar, uma quadra acima, na Independência. Na Auxiliadora, o Urbano's Bar ficou famoso na década de 1970 por ter uma galinha que bebia cerveja, apelidada de La Passionaria, revolucionária espanhola. Foi levada ao vício por uma turma de pândegos, que derramava cerveja em cima da mesa e aí induziam a beber. Morreu alcoólatra, a coitada, que esteja feliz no céu das galinhas.

Todos eles tiveram seu apogeu nos anos 1960 e o perigeu no início dos anos 1980. Entre outras causas, matou-os a falta de estacionamento. Há outros famosos, mas fica para outra hora. Da época, só dois remanescentes: o Prinz, hoje na Dom Pedro II e antes na Protásio Alves, e a Caverna do Ratão, este mais novo. Longa vida aos dois.

Expointer histórica

O presidente da Federação das Associações de Criadores (Febrac), Leonardo Lamachia (foto), e o secretário da Agricultura, Covatti Filho, juntamente com as demais entidades copromotoras, colocaram a Expointer 2020 na história. Fizeram uma exposição carregada de inovação, ousadia e mostraram que é possível se reinventar mesmo ante a todas as dificuldades deste ano desafiador e complexo.

Futsal

Integrantes de equipes participantes do Municipal de Futsal, que teve a final disputada dia 9 no ginásio Perinão em Gramado, entraram em quadra para as disputas mesmo com atestado médico e em isolamento social, por suspeita de estarem infectados pelo coronavírus. Eles entraram em quarentena, por determinação médica e, mesmo assim, participaram das disputas. Deplorável.

Apps em Porto Alegre

Alguns candidatos à prefeitura da Capital pretendem criar app público de transporte individual, com o grosso da renda destinada aos motoristas. É desconhecer que existem custos administrativos altos. A Carris está aí para provar. É não saber como as coisas funcionam. E quem paga é o contribuinte.

Arrodeia, arrodeia...

Primeiro veio a onda do doutor. Na Capital e no Interior, os candidatos médicos registravam no TRE a profissão antes do primeiro nome. Depois chegou a vez da profissão, fulano de tal pedreiro, motorista, enfermeiro, engenheiro, ou do bairro. Também teve a onda do apelido. Em Bagé, tivemos o Paulinho Vesgo, eleito e reeleito.

...mas não sai do lugar

Estamos voltando à Idade Média, quando não existia o sobrenome. Para identificar as pessoas, acrescia-se a profissão, Schneider (alfaiate), Schmidt ou Schmidt (ferreiro) ou do local como Selbach (arroio do sal, em alemão arcaico), Ritter (cavaleiro). O mundo dá voltas, mas a humanidade fica no mesmo lugar.

Miúdas

  • TEM que tirar o chapéu para os alemães da Fraport. Já estão asfaltando a pista ampliada.
  • OU o Brasil acaba com as facções, ou as facções acabam com o Brasil.
  • SEGUNDA onda do coronavírus na Europa bota água gelada na descoberta de vacinas.
  • INTRIGANTE é o fato da segunda onda na China ser uma marolinha. E foi lá que tudo começou.
  • SÁBADO é o dia dos salvadores da pátria: 17 de outubro, o Dia da Agricultura.
  • FALTOU dizer: livro Setenta e Seis Passos, de Luiz Fernando Záchia, está à venda na Riachuelo, 1.236.
 

Banco Cueca

Pegaram mais um político com dinheiro na cueca. Que gente mais porca. Imagina, cédulas são o maior centro logístico de distribuição de bactérias e vírus. O pior é que ele o prendeu entre as nádegas. Céus! Limpinho mesmo é o Super-Homem, que usa a cueca do lado de fora.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.