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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de agosto de 2020.
Dia Nacional do Bancário.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 28 de agosto de 2020.
Notícia da edição impressa de 28/08/2020.
Alterada em 28/08 às 09h03min

A bola está contigo

Joel Vargas/DIVULGAÇÃO/JC
Ouviu o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP), ao receber na quinta-feira um grupo de cerca de cem donos e funcionários de quadras esportivas de 27 municípios gaúchos. O grupo reivindica a reabertura das atividades, suspensas por cinco meses, devido ao enfrentamento da pandemia de coronavírus. É mais um segmento que não aguenta mais.
Ouviu o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP), ao receber na quinta-feira um grupo de cerca de cem donos e funcionários de quadras esportivas de 27 municípios gaúchos. O grupo reivindica a reabertura das atividades, suspensas por cinco meses, devido ao enfrentamento da pandemia de coronavírus. É mais um segmento que não aguenta mais.

Afasta de mim esse prato...

A obrigação de comer em casa aumentou a demanda de alguns produtos como margarina e linguiça. Este embutido barato é pau para toda obra: com pão, com arroz, com massa, e com feijão ou com ovos. Rende barbaridade. Mas também enjoa barbaridade.

...nesses tempos de barbaridade

Por efeito do dinheiro emergencial, em algumas situações, as famílias estão até comendo melhor que antes. A FGV mostrou que tem mais gente na emergência que carteira assinada. Só que a demanda ampliada fez com que a inflação de alimentos pulasse para 9,96%. Barbaridade, tchê!

A praça do acampamento

a praça do acampamento

fábio pilger/arquivo pessoal/jc
Se antes da pandemia a Praça da Matriz já era um camping, agora a tendência se solidificou, com direito a equipamentos domésticos. Mas é a tal coisa, com a pobreza reinante, quem tem coragem de desalojar esse pessoal sem ficar com remorsos?
 

Historinha de sexta-feira

A procura por cargos em governos é esporte nacional, principalmente entre a eleição e o terceiro ano do governo. No quarto, o cafezinho vem frio. Mas há sutilezas na procura por estes postos, e nem sempre o mais vistoso é o melhor. Macaco velho prefere ficar num cantinho: outros querem visibilidade. Que rima com vaidade. É o último dos pecados capitais que fica enquanto tiver gente.

Final dos anos 1980, governo Sarney. Encontro na Rua da Praia um velho conhecido, especialista em descolar cargos bem remunerados do governo, qualquer governo. Eu falei cargos, não em trabalho. Dava nó em pingo d'água, a velha raposa. Papo vai, papo vem, pergunto se continuava pegando bons cargos. Sim, falou, fora nomeado chefe do escritório de representação de importante ministério, dos poderosos. Me deu seu cartão com número de telefone e endereço datilografados com máquina de escrever. Pelo estado da fita, também deveria ter servido vários senhores.

Passadas algumas semanas, resolvi visitá-lo. Fiquei surpreso. Uma salinha mais pobre que rato de igreja, uma cadeira, telefone e sofá dos tempos da Revolução Farroupilha. No canto, uma cafeteira de terceira mão toda soldada completava o quadro da dor. Nada de secretária, boy, recepcionista. Olhei em volta. Ele me encarava sorridente.

- Pelo menos o salário é bom?

- Que nada, é uma bosta.

Continuava sorridente.

- Então qual é a tua?

- É que o ponto é bom.

Ficou mais sorridente ainda.

A criação da dúvida I

O Brasil deve ser o único país do mundo a ter a cultura de criar leis que geram mais dúvidas que certezas. A legislação eleitoral é um bom exemplo. Todos os anos eleitorais aparecem problemas em diplomas legais sobre isso ou aquilo levantados por partidos e candidatos. É raro ver uma lei clara e perfeita. Sem falar em vícios de origem e francamente inconstitucionais.

A criação da dúvida II

E o que fazem nossos legisladores? Criam mais leis com mais dúvidas que certezas ou que não preveem particularidades no contexto, ou simplesmente inaplicáveis. Na última contagem, o Brasil tinha mais de 300 mil leis, portarias e todo o séquito legal. Criar projetos de lei é argumento de produtividade, quando enxugá-las deveria ser o norte. O que já é outro problema.

Das cartas embaralhadas...

O prefeito Nelson Marchezan arrolou dezenas de testemunhas, incluindo adversários. E uma técnica de barba branca. Quanto mais têm que ser ouvidos, mais embaralha as cartas. Ouve um, ouve dezenas, e lá se vai o boi com corda e tudo. Basta não ser facão sem cabo.

...ao conselho de raposa esperta

Nos anos 1970, um secretário de Estado virou alvo de uma CPI na Assembleia por ter assinado um documento gerado por inimigos na trincheira. Perguntou a uma raposa felpuda qual a melhor defesa. Fez isso que Marchezan está fazendo. Saiu livre, leve e solto.

A saída, onde fica?

É um dilema aplicar o pouco dinheiro que sobrou. Com a taxa Selic a 2% para uma inflação projetada de 1,71% em 2020. Aplicar em renda fixa é perder dinheiro. E aí, faz o quê? Vai para a bolsa com todos os seus riscos? Ou faz um mix com renda variável?

Aula de cidadania

O ex- jogador Dunga deu uma aula de cidadania na live do Grupo Oncoclínicas RS, falando de saúde. O exemplo trazido foi o Japão, onde a cultura de voluntariado é ensinada desde a infância, e não só praticada em casos extremos, como durante uma pandemia. "Lá, a formação humana das crianças é mais importante do que o desempenho nas disciplinas escolares. É um dos países mais avançados tecnologicamente, mas as pessoas não esquecem de cuidar da sociedade", disse.

Não vale o escrito

A humanidade já foi à Lua várias vezes, deve chegar a Marte e estabelecer uma colônia, mas ainda não conseguiu fabricar sachês fáceis de abrir, especialmente de mostarda e ketchup. Onde se lê "fácil de abrir" leia-se "difícil de abrir".

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.