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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 24 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 24/07/2020.
Alterada em 23/07 às 21h14min

Solidariedade Xavante

ONDA XAVANTE/DIVULGAÇÃO/JC
A torcida organizada Onda Xavante, formada por apaixonados pelo Brasil de Pelotas, realizou uma ação solidária inusitada. Os torcedores costumavam viajar por todo o País para acompanhar as partidas do clube. Mas em meio à pandemia do novo coronavírus e a impossibilidade de público nos estádios, eles realizaram uma excursão virtual. A poltrona custava R$ 20,00. No total, foram arrecadadas 32 cestas básicas, que foram entregues a instituições. Como diz o outro, pode não ser muito, mas é de coração.
A torcida organizada Onda Xavante, formada por apaixonados pelo Brasil de Pelotas, realizou uma ação solidária inusitada. Os torcedores costumavam viajar por todo o País para acompanhar as partidas do clube. Mas em meio à pandemia do novo coronavírus e a impossibilidade de público nos estádios, eles realizaram uma excursão virtual. A poltrona custava R$ 20,00. No total, foram arrecadadas 32 cestas básicas, que foram entregues a instituições. Como diz o outro, pode não ser muito, mas é de coração.

Historinha de sexta

- Zé, me dá uma espuminha?

Nos anos 1960, um dos bar-chopes mais afamados era o Stylo, na avenida Independência esquina Garibaldi, hoje loja da Panvel. Teve diversos donos, começando com seu Paulo, passando pelo português Edmundo e por último o ex-prefeito Sereno Chaise, que mudou o nome para Barcacinha. Uma quadra abaixo, Sereno também operava o Barcaça, ex-Brahms.

O Stylo tinha uma bateria completa de fregueses cativos. Nas quintas, por exemplo, era a noite dos neurologistas mais conhecidos da Capital. E, claro, a indefectível Mesa Um, que todo bar tem.

Estacionavam na mesa ao fundo à esquerda, convenientemente perto das torneiras de chope. Como todo bar-chope, poucos pratos e todos de saudosa memória, picadinho de carne com farofa de arroz entre eles.

Os irmãos Blanco se alternavam na bandeja; na folga dos dois, assumia o Luiz - por que todo garçom se chamava Luiz?

O Blanquito, o mais velho, inventou uma arma de destruição em massa, uma beberragem servida em copo alto. Era chamada Negroni, um biter acrescido de tudo quanto é explosivo, vodca, rum e sei lá o que mais. Mas a infantaria na Mesa Um bebia chope, preferencialmente. Certa noite, a turba entrou madrugada adentro, então o gerente Zé foi embora, deixando a chave da casa com eles.

O Stylo teve histórias memoráveis, entre elas um chato que pediu carona no DKW do Zé Cardoso. Zé embarcou o cara e desceu a Garibaldi até a Farrapos de ré. Eventualmente iam lá Maurício Sirotsky e o ator Geraldo Del Rey.

A pergunta no início? Quando o dinheiro acabava ou quando a casa fechava, pedia-se ao Zé que desse uma jorrada de chope "de grátis". Nunca ficava em uma só.

Tinha linguiça...

...de baixo do pirão. Depois de sair do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) borboleteou um bocado por entre holofotes ocasionais ou encomendados. Agora, admitiu que em 2022 quer sentar na cadeira de Jair Bolsonaro ou de Hamilton Mourão (PRTB).

Horta dos pepinos

Quem quer que seja o novo prefeito nos municípios do Interior e na Capital, vai ter que se virar antes mesmo da posse. Com os cofres raspados, dívidas acumuladas e arrecadação baixa até que tudo volte ao normal, vão ter que tirar a faculdade de prefeito em poucas semanas. Ser prefeito, hoje, é uma atividade de alto risco. E não vale dizer depois que não sabia do tamanho da horta dos pepinos.

Tudo que sobe cai

Os trabalhadores que servem ao senhor Mercado Cambial acham que o dólar pode enfraquecer, e bem enfraquecido, em relação a outras moedas. No Brasil, fala-se que a tendência é ficar na casa dos
R$ 5,00, mas que nossa moeda deveria estar a R$ 4,50.

Por falar em clima...

...não tivemos o veranico de maio, apenas o prolongamento do verão. Neste ano, dá as caras na segunda metade de julho. É, são tempos de a vaca não reconhecer bezerro. Horrível...

Tudo horrível

Se já tinha esse cacoete antes da pandemia, o porto-alegrense passou a incrementar mais ainda a expressão "horrível" para sublinhar um estado de espírito. Calor fora de época? Frio que fez? Horrível. Tudo fechado? Horrível. Futuro? Horrível.

O ditado

Chegamos no ponto nesta Torre de Babel em que é preciso sacar um provérbio iídiche para definir as coisas: em casa que não tem pão, todos brigam e ninguém tem razão. Ou, para dar vez ao nosso Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada.

As obras de Itaipu I

Ao ler a nota da coluna de quinta-feira sobre o turismo em Itaipu, o leitor Davi Castiel Menda, topógrafo de formação, achou por bem colaborar contando do tempo em que lá trabalhou. Só o setor de topografia empregava 900 funcionários. No lado brasileiro, trabalhavam 30 mil pessoas na obra de construção da usina, mais 10 mil do lado paraguaio.

As obras de Itaipu II

Davi tinha direito de frequentar bons restaurantes. Os garçons usavam blazers coloridos que eram trocados todos os dias para não cansar o visual. O cardápio oferecia a opção do prato do dia ou a la minuta com filé mignon. Por todos os aspectos que se analise Itaipu, foi realmente a obra do século.

A volta por baixo

Bancos oficiais e particulares estão disponibilizando empréstimos para quem deles precisar a juros e prazos mais em conta, mas que um dia precisam ser pagos. E é este o momento em que a onça vem beber água. Por isso que a retomada da economia precisa ser firme e constante.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.