Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 03/07/2020.
Alterada em 03/07 às 00h42min

Festa garantida

Ex-primeira dama da República Maria Thereza Goulart (à direita), atrás Herton de Leon

Ex-primeira dama da República Maria Thereza Goulart (à direita), atrás Herton de Leon


ACERVO DIRNEI MESSIAS/DIVULGAÇÃO/JC
A imagem enviada pelo leitor Paulo Pruss é de 1976 e mostra a festa de aniversário do marchand Renato Rosa, na sede do IAB. Da esquerda para a direita, aparecem a colunista social Gilda Marinho, o promoteur Dirnei Messias, a ex-primeira dama Maria Thereza Goulart, atrás o colunista social Herton de Leon. Renato Rosa não aparece na foto. Hoje, vive no Rio de Janeiro. A presença desse quinteto era garantia para qualquer festa ou evento.
A imagem enviada pelo leitor Paulo Pruss é de 1976 e mostra a festa de aniversário do marchand Renato Rosa, na sede do IAB. Da esquerda para a direita, aparecem a colunista social Gilda Marinho, o promoteur Dirnei Messias, a ex-primeira dama Maria Thereza Goulart, atrás o colunista social Herton de Leon. Renato Rosa não aparece na foto. Hoje, vive no Rio de Janeiro. A presença desse quinteto era garantia para qualquer festa ou evento.

Dada a largada

A prefeitura de Porto Alegre lança, nesta sexta-feira, o edital de concessão do Parque da Harmonia (matéria nesta edição) e de mais um trecho da orla do Guaíba. A vida continua, no fim das contas. A curiosidade é saber quantos interessados vão aparecer. Mesmo em tempos bicudos, sempre há quem aposte no futuro sem se apavorar com o presente.

Confusão na zumbilândia I

No filme pioneiro da saga zumbi, A Madrugada dos Mortos Vivos, aparece um estúdio de televisão com apresentadores dando e procurando explicações para a peste zumbi. À medida que a trama se desenvolve, os apresentadores e especialistas se atrapalham cada vez mais, enrolados em fios e cabos a ponto de não dizerem coisa com coisa. Pois o sentimento da população é como se estivesse vendo o programa sob a ótica de outra peste, a do vírus famigerado.

Confusão na zumbilândia II

A todo momento divulgam novos critérios e metodologias diferentes para apurar o número de infectados novos e antigos, e mortes por milhão de pessoas, 100 mil e até por centenas de almas, advertências que os números podem estar defasados e coisa e tal. Esse sopão estatístico nos deixa com cara de cachorro ouvindo conversa de humanos. Como dizia o macaco do programa Chico City, não precisa explicar, eu só queria entender.

Um certo conforto

Antes e durante a pandemia, o Dnit gaúcho prosseguiu sua rotina de obras devidamente divulgadas por sua assessoria de comunicação. Enquanto o mundo oficial viu transtornado toda a sua rotina, o Dnit a manteve a sua como se nada tivesse acontecido. Dá um certo conforto ver que nem tudo parou.

Cooperativismo

Em um ano marcado pela estiagem no campo e o coronavírus assolando o planeta, as cooperativas mostram que a receita do sucesso é manter a união. É o caso do ramo crédito, que segurou investimentos, mas tem expectativa de crescer até dois dígitos. Já as cooperativas de energia constroem novas PCHs e se mobilizam para aumentar a carga elétrica na área rural. Essas e outras novidades estão no especial Cooperativismo, que já está no ar.

Segurança portuguesa...

...com certeza. A exemplo de outros países europeus, Portugal mantém acesa a chama do turismo dentro do espírito "quem não é visto não é lembrado". O site Mundo Português informa que, juntamente com a vizinha Espanha, instituiu um programa conjunto de turismo agroalimentar. Mas o grande chamariz do nosso avô é que ele é o terceiro país mais seguro do mundo, atrás apenas da Finlândia e da Nova Zelândia. Que inveja.

É grave a crise

Atração entre as casas noturnas de Porto Alegre, a Tia Carmen fechou de vez. No popular, era casa de garotas de programa. O La Licorne gaudéria. Casas como essa há tempos vinham acusando perda de clientes. Em grande parte, devido à concorrência particular. Tipo o comércio formal perder receita devido ao comércio informal.

A dança dos desesperados

Depois de um bafo de boa expectativa, o índice de confiança dos empresários do comércio gaúcho teve queda recorde, aponta pesquisa da Fecomércio-RS. É um dos tantos indicadores que mostram o desalento não só empresarial e da população, se medido fosse. A corda está sendo esticada ao máximo. Resta saber até quando ela aguenta.

Historinha de sexta

Nos gloriosos tempos em que o Centro de Porto Alegre era charmoso, havia três churrascarias com nomes de raças de gado de corte só na rua Riachuelo. Pois aconteceu que em um certo meio-dia, fregueses de uma delas notaram que a caixa estava aos prantos. Entre soluços entrecortados, ela contou que fora assaltada. Um criminoso entrou discretamente e foi à caixa, enquanto outro ficou na porta.
Foi tudo muito rápido, como sempre. O assaltante abriu o casaco e mostrou um revólver. Passa todo o dinheiro, ordenou. Tão fácil que repetiram a dose semanas depois, mas ampliando o raio de ação. A porta foi trancada e um terceiro assaltante começava a percorrer as mesas quando surgiu um porém. Um dos clientes, completamente bêbado, resolveu fazer tudo pelo social.
É isso aí, tem mais é que limpar essa burguesia! Toca ficha que não tô vendo nada, podicrê!
Os assaltantes se entreolharam preocupados. Afinal, o sujeito falava aos berros e podia chamar a atenção da cana. Um deles teve a má ideia de dar um empurrão no sedizente socialista que quase foi ao chão.
Mas o que é isso, meu? Eu aqui dando força e vocês me maltratam? Mas que merda de assaltantes que vocês são!
Ato contínuo, levantou e, sempre gritando, começou a chutar cadeiras e empurrar um deles com grande estardalhaço. A essa altura, o borracho gritava a plenos pulmões, de tão furioso que estava.
E tem mais, seus bostas! Facilita e eu urino no cano desse teu revólver!
A essa altura, os gritos do cara podiam ser ouvidos no IAPI. O trio começou até a ouvir as sirenes das viaturas policiais chegando. Nervosos e temendo levar uma azeitona quente saída do cano de um trezoitão, interromperam o assalto e fugiram em desabalada carreira sem levar nada, nem da caixa nem dos fregueses.
Foi assim que um bêbado arruinou um assalto que ia tão bem.
Comentários CORRIGIR TEXTO
Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.