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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 29 de julho de 2020.
29/07/2020 - 15h51min.
Alterada em 29/07 às 16h04min

Em programa-piloto, Ford usa 'cães robôs' para escanear fábrica

Como os cachorros de “carne e osso”, Fluffy e Spot têm quatro patas e podem sentar, rolar, subir rampas e degraus. Porém, também são capazes de realizar tarefas mais complexas, como digitalizar o ambiente com câmeras de 360 graus. Os dois robôs que parecem cães estão sendo empregados pela Ford em um programa-piloto de manufatura, nos Estados Unidos, para economizar tempo, dinheiro e aumentar a eficiência na preparação de suas fábricas para a introdução de novos produtos.
Como os cachorros de “carne e osso”, Fluffy e Spot têm quatro patas e podem sentar, rolar, subir rampas e degraus. Porém, também são capazes de realizar tarefas mais complexas, como digitalizar o ambiente com câmeras de 360 graus. Os dois robôs que parecem cães estão sendo empregados pela Ford em um programa-piloto de manufatura, nos Estados Unidos, para economizar tempo, dinheiro e aumentar a eficiência na preparação de suas fábricas para a introdução de novos produtos.
Alugados da Boston Dynamics – fabricante de robôs móveis sofisticados –, os autômatos “cumprem expediente” na fábrica de transmissões Van Dyke, no estado norte-americano de Michigan. São equipados com cinco câmeras e podem andar a até 5 km/h com uma bateria que dura cerca de duas horas, escaneando o chão de fábrica para auxiliar os engenheiros a atualizar seu layout.
“Nós projetamos e construímos a planta. Depois, ao longo dos anos, ocorrem alterações que raramente são documentadas. Examinando as instalações com os robôs, podemos ver como elas realmente são agora e reequipá-las para receber novos produtos”, explica Mark Goderis, gerente de engenharia digital da Ford.
Essa varredura da fábrica costumava ser feita com um tripé, parando em locais diferentes e esperando cinco minutos para o laser digitalizar, um processo que pode demorar duas semanas. Com os robôs, o tempo cai pela metade.
O método antigo também era caro – custava quase US$ 300 mil para digitalizar uma instalação. Se o programa-piloto funcionar, o time de manufatura da Ford poderá escanear todas as fábricas por uma fração desse custo. Além de economizar dinheiro, as novas tecnologias ajudam a reorganizar as plantas mais rápido, acelerando a chegada de novos veículos ao mercado.
Fluffy e Spot são programados para seguir um caminho específico e comandados a até 50 metros de distância, por um controle semelhante aos de videogames, com visão remota da câmera. Com o tempo, diz Mark Goderis, a intenção é operá-los remotamente, programando-os para missões na fábrica e recebendo relatórios imediatamente de qualquer lugar.
Pesando cerca de 30 quilos, os robôs possuem três tipos de marcha: caminhada sobre terreno estável, lenta para terrenos irregulares e velocidade especial para escadas. Eles podem se agachar e alongar para entrar em áreas de difícil acesso e percorrer terrenos difíceis. Se caírem, conseguem se levantar e mantêm distância dos objetos para evitar colisões.
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Vinicius Ferlauto
Vinicius Ferlauto
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