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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de setembro de 2018.
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Entrevista

Edição impressa de 25/09/2018. Alterada em 25/09 às 01h00min

Instituto busca levar conhecimento jurídico para escolas

Goldschmidt quer levar levar conhecimento jurídico para escolas

Goldschmidt quer levar levar conhecimento jurídico para escolas


ANDRADE MAIA/DIVULGAÇÃO/JC
Laura Franco, especial
A falta de ensinamento jurídico nas escolas chamou a atenção de um escritório de advocacia. A inquietação deu motivos para criar o Instituto Andrade Maia, que tem como principal projeto a disseminação de conhecimento em Direito em escolas públicas e privadas. Em entrevista ao Jornal da Lei, o sócio e fundador do instituto, Fabio Brun Goldschmidt, explica os objetivos do projeto e indica como ele deve funcionar na prática.
Jornal da Lei - Em que momento surgiu o instituto e qual o objetivo do projeto Direito na sua vida?
Fabio Brun Goldschmidt - O instituto é uma iniciativa do escritório Andrade Maia que nasceu a partir de uma constatação singela: você sai da escola, Ensino Médio, público ou privada, absolutamente ignorante em matéria jurídicas. Alguns vão para a área do Direito e outros não, chegam à vida profissional sem os mínimos conhecimentos sobre direitos do empregado, do consumidor, suas obrigações tributárias, como você busca seus direitos na Justiça e outras questões de âmbito civil, e mais atual que isso, as pessoas não tem conhecimento do funcionamento do Estado, do poder público. Chegamos em momentos como esse, de eleição, e muitas pessoas não tem clareza das funções de cada cargo, não tem conhecimento, inclusive, do que eles podem ou não fazer e vender em campanha. Nos demos conta de que se trata de uma falha curricular muito grande, e trazer isso em nossas escolas pode gerar um País mais educado e que cumpra legislações. Buscamos, através do projeto Direito na sua vida, suprir essa carência.
JL - Como será esse contato com as escolas?
Goldschmidt - Optamos por fazer esse ensino de forma não tradicional, porque sabemos que o Direito pode ser chato e hermético, ao invés de dar aulas fisicamente presentes, que conseguiríamos atingir 30 alunos por vez, optamos por desenvolver vídeos de curta duração em formato de storytelling mediante desenho animado. Para isso, desenvolvemos personagens e tudo se desenrola em torno do personagem principal, o Amauri. O personagem vai passando por situações jurídicas que ele precisa aprender a lidar, etapas da vida que dependem do Direito. Cada vídeo tem, em média três a quatro minutos e são divertidos, com trilha sonora, de modo que possam ser apresentados em sala de aula aos alunos mediante a condução do professor. O professor vai receber o pen drive com os vídeos dentro de uma caixa acompanhada de um roteiro, explicando o objetivo do projeto e em seguida propondo questões para discussão em sala de aula, que não exigem do professor conhecimento técnico e jurídico, mas para estimular a discussão com os alunos.
JL - Quem vai poder participar do projeto a longo prazo? É possível buscar esse contato com o instituto?
Goldschmidt - O objetivo do instituto é ter o maior alcance possível, sem distinção de qualquer espécie, chegando tanto escolas privadas quanto em escolas públicas, a partir da nona série e no segundo grau em qualquer dos anos. Estamos com entregas agendadas, a ideia é ter centenas. Também teremos contato com ONGs, vamos fazer entrega na Fundação Pescar que se dedica a tirar jovens de condições de vulnerabilidade social, um projeto que casa com o que estamos fazendo. Tivemos contatos com a prefeitura de São Paulo, câmara de vereadores e vamos partir para isso, a ideia é fazer entregas no Ministério de Direitos Humanos e no próprio Tribunal Superior Eleitoral para utilizar como material didático. Fizemos questão de não ter inclinações políticas ou ideológicas em nossos roteiros, queremos passar as normas como elas são. Com relação ao voto, por exemplo, passamos a importância de conhecer seu candidato, entender os projetos, se são viáveis ou não, consultar a ficha limpa, coisas que ajudam a entender que a escolha de um candidato é a escolha do futuro do País. Também vamos disponibilizar os vídeos para empresas para que todos possam passar assim que desejarem. Não existe custo algum, formalizamos a entrega acompanhada de um termo para abrirmos mão de direito autoral. Para fazer contato com o instituto e requisitar o material basta nos buscar pelo e-mail institutoandrademaia@andrademaia.com.br.
 
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Comentários
Luiz Ricardo Teixeira Soares 27/09/2018 15h03min
Bárbaro. Parabéns. Muito Bacana. Já participei de uma comissao da OAB-RS de informática no passado e cheguei a questionar exatamente isso, porque nao abrir o conhecimento ao Direito atraves da própria OAB? Muito bom, Se precisarem algo para o projeto, minha especialidade no Direito é a Inteligência Artificial, e na área educativa livros de cunho social.