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Segurança

- Publicada em 03h00min, 17/11/2020.

Transporte de cargas e passageiros pode ter política nacional de segurança

O setor de transporte brasileiro, além das já conhecidas deficiências na infraestrutura, também convive com a falta de segurança que gera prejuízos milionários para as empresas, coloca em risco a vida de trabalhadores e deixa a população desassistida de um serviço tão essencial.
O setor de transporte brasileiro, além das já conhecidas deficiências na infraestrutura, também convive com a falta de segurança que gera prejuízos milionários para as empresas, coloca em risco a vida de trabalhadores e deixa a população desassistida de um serviço tão essencial.
Somente no transporte rodoviário, o roubo de cargas trouxe, em 2019, um impacto de R$ 1,4 bilhão para as empresas. Além disso, deve ser levado em consideração a perda de arrecadação aos cofres públicos, ao serem deixados de recolher tributos das mercadorias roubadas.
Transportadores têm investido cada vez mais em sistemas de segurança, mas é fundamental uma ação integrada com o poder público para coibir as ações criminosas. Por isso, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) e o Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) assinaram, no dia 12 de novembro, um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça para a execução de uma política nacional de segurança pública que contribua para o enfrentamento das graves manifestações do crime organizado e da criminalidade violenta que incidem sobre a atividade do transporte de cargas e de passageiros no país.
"A segurança pública é, atualmente, um dos temas que mais preocupam os brasileiros. E o transporte é diretamente afetado por essa realidade. O setor fica vulnerável a ações articuladas de organizações criminosas. Por isso, precisamos de respostas da segurança pública e de aprimoramento do arcabouço jurídico visando punir, de maneira exemplar, crimes dessa natureza", afirma o presidente da CNT e dos Conselhos Nacionais do Sest e do Senat, Vander Costa.
Segundo ele, acordo de cooperação assinado hoje ganha ainda mais relevância. "Esse ato demonstra o compromisso do governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em assegurar meios para aumentar a segurança do setor e da população brasileira", afirma.
Para o secretário-executivo do Ministério de Justiça e Segurança Pública, Tércio Issami Tokano, que na cerimônia representou o ministro André Mendonça, a assinatura do acordo traz ganhos positivos para o país. "O setor de transporte responde por uma parcela muito grande da economia e vai ser fundamental para a retomada do desenvolvimento econômico do Brasil no momento do pós-pandemia. O acordo vai permitir a realização de muitas ações e uma atuação conjunta entre o ministério e o setor de transporte para garantir mais segurança à atividade."
O acordo prevê uma série de ações. Entre as principais está a realização de atividades conjuntas de educação e capacitação dos empregados do setor de transporte e logística e dos agentes públicos voltada à prevenção, fiscalização e repressão ao roubo de veículos e cargas.
Outro ponto contempla o desenvolvimento do Programa de Operações Integradas de Combate ao Roubo de Cargas (Proint), instituído pelo decreto nº 8.614/2015. Também estão em pauta o a poio às iniciativas para implantação da rastreabilidade de cargas para subsidiar a atividade policial e a realização de eventos técnicos e campanhas para debater produtos e soluções inovadoras para o enfrentamento de roubo de cargas e a criminalidade violenta.
 
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