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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de outubro de 2019.
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Infraestrutura

Edição impressa de 04/10/2019. Alterada em 03/10 às 15h53min

Ferrovias buscam recursos de títulos verdes

O segmento de ferrovias será o primeiro no cronograma de concessões do governo federal com a opção de captar financiamento no mercado de green bonds, os chamados títulos verdes. Um acordo assinado em Nova Iorque pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com a Climate Bonds Initiative (CBI) vai viabilizar o primeiro green bond governamental feito no mundo, segundo Thatyanne Gasparotto, diretora para América Latina da certificadora internacional de projetos ambientalmente sustentáveis. Um selo verde conferido a projetos que serão concedidos à iniciativa privada ampliará oportunidades de crédito. Os primeiros projetos devem sair no início de 2020.
O segmento de ferrovias será o primeiro no cronograma de concessões do governo federal com a opção de captar financiamento no mercado de green bonds, os chamados títulos verdes. Um acordo assinado em Nova Iorque pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com a Climate Bonds Initiative (CBI) vai viabilizar o primeiro green bond governamental feito no mundo, segundo Thatyanne Gasparotto, diretora para América Latina da certificadora internacional de projetos ambientalmente sustentáveis. Um selo verde conferido a projetos que serão concedidos à iniciativa privada ampliará oportunidades de crédito. Os primeiros projetos devem sair no início de 2020.
"Temos que ter projetos sustentáveis. Alguns que se destaquem pela substituição de carbono são muito elegíveis para esses títulos verdes. É o caso das ferrovias, que tiram muitos caminhões das rodovias, eliminando emissão de carbono. Dar esse carimbo a esses projetos é mostrar para investidores que já têm essa preocupação com responsabilidade ambiental que o projeto é interessante", disse Freitas.
Os green bonds são títulos emitidos para captar recursos para investimentos em projetos com impactos socioambientais positivos, incentivando ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. "Os investidores institucionais estratégicos vão, cada vez mais, ter essa preocupação. E nós não estamos adormecidos para essa tendência. Ao contrário, estamos muito atentos", frisou Freitas, num momento em que o Brasil vem sendo alvo de críticas na área ambiental no cenário internacional, principalmente devido a queimadas na Amazônia.
O foco inicial do governo será a certificação dos projetos de ferrovias e, posteriormente, portos, aeroportos e rodovias que compõem a carteira da pasta. A certificação teria impacto ainda nas metas de redução de emissões previstas no Acordo de Paris, diz o ministro.
A CBI vai avaliar a carteira de novas concessões de ferrovias planejadas pelo governo, que somam perto de R$ 16 bilhões em investimentos nos projetos Ferrogrão, Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico). Com isso, vai estimar quais etapas (e quantos) poderão justificar emissões de green bonds.
De acordo com Thatyanne Gasparotto, o setor de ferrovias foi escolhido por ser o mais diretamente associado a emissões verdes, sobretudo quando usado para escoamento de commodities, uma vez que o modal tem pegada ecológica mais limpa que rodovias e aeroportos.
O planejamento é que, até o começo de 2020, a avaliação desses três projetos esteja concluída. O passo seguinte ainda não foi definido, disse a diretora da CBI, mas são consideradas as carteiras de renovação de ferrovias (R$ 46 bilhões) e a concessão de hidrovias.
"O maior potencial está nas ferrovias. E esse programa tem o potencial de multiplicar em algumas vezes o estoque de green bonds já emitidos pelo Brasil", disse ela. "Nunca tivemos tanto capital disponível, e hoje temos muito mais investidores que buscam papéis verdes do que os tradicionais."
O ministro da Infraestrutura sustenta que é difícil prever o quanto os títulos verdes podem trazer em financiamento ao País. Mas já frisa que o volume total em investimentos vai saltar em 2020. "Vamos encerrar 2019 com R$ 11 bilhões em investimento contratado só nos leilões que fizemos de arrendamentos de ferrovias, rodovias e aeroportos. Se somados com os autorizados no setor portuário, chegam a R$ 30 bilhões. Em 2020, podemos saltar a R$ 50 bilhões em investimento contratado."
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