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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Energia

Edição impressa de 13/09/2019. Alterada em 13/09 às 03h00min

Gasodutos podem gerar R$ 16,8 bilhões em investimentos

O documento recupera projetos já autorizados, mas que ainda não saíram do papel

O documento recupera projetos já autorizados, mas que ainda não saíram do papel


Divulgação/BPImages
O plano de expansão da malha brasileira de gasodutos pode gerar investimentos de até R$ 16,8 bilhões, calcula a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A cifra considera a construção de 16 novas rotas para transporte do combustível pelo País, com extensão total de 1,7 mil quilômetros.
O plano de expansão da malha brasileira de gasodutos pode gerar investimentos de até R$ 16,8 bilhões, calcula a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A cifra considera a construção de 16 novas rotas para transporte do combustível pelo País, com extensão total de 1,7 mil quilômetros.
Lançado na semana passada, o Plano Indicativo de Gasodutos da EPE considera que o crescimento da produção nacional de gás vai gerar demanda pelas novas rotas de transporte, seja para a expansão da malha de abastecimento existente, seja para ligar novos campos produtores ao continente.
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O documento recupera projetos já autorizados, mas que ainda não saíram do papel, como o Gasoduto Brasil Central, que chega até Brasília, e o gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, que permite a importação de gás argentino.
Considera que a oferta líquida de gás no País vai passar dos atuais 59 milhões para 147 milhões de metros cúbicos por dia, com aumento da produção principalmente nas bacias de Campos, Santos e Sergipe-Alagoas. E que o preço do gás vai cair, justificando empreendimentos industriais que viabilizem a construção dos dutos.
O plano é indicativo - isto é, aponta projetos que liguem nova oferta de gás a regiões com demanda reprimida - mas não determina que as obras serão construídas, o que dependerá do interesse de investidores.
Dos 16 gasodutos indicados, cinco ligam campos produtores no mar ao continente - do pré-sal à bacia de Sergipe-Alagoas - e os outros transportam o gás aos mercados consumidores.
O maior deles é o Brasil-Central, com cerca de 905 quilômetros de extensão ligando São Carlos (SP) à capital federal e investimentos previstos em R$ 7,1 bilhões. O projeto chegou a ser autorizado à empresa TGBC, do empresário Carlos Suarez, mas foi suspenso depois que a Petrobras desistiu de usar a tubulação para abastecer uma natimorta fábrica de fertilizantes de Uberaba (MG).
Já o gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre estava suspenso por falta de gás na Argentina. Agora, com a descoberta de reservas gigantes de gás não convencional em uma área denominada Vaca Muerta, na Patagônia, volta ao radar de investidores. O projeto foi orçado pela EPE em R$ 4,6 bilhões.
Outro projeto de grande porte é a duplicação do trecho sul do Gasoduto Bolívia-Brasil, que está operando no limite de sua capacidade. Para ampliar a oferta de gás na região Sul, o investimento previsto é de R$ 1,8 bilhão.
No mar, a EPE vê necessidade de três novas rotas ligando campos do pré-sal ao litoral de São Paulo, Rio e Espírito Santo. Há hoje duas em operação e uma terceira em construção, com capacidade somada para transportar 44 milhões de metros cúbicos por dia. Em 2030, diz a EPE, o pré-sal estará produzindo 71 milhões.
Além disso, considera a necessidade de outro duto no litoral capixaba e um ligando as reservas de Sergipe ao continente. Cada uma das redes de escoamento deve demandar a construção de uma unidade de tratamento de gás, com investimentos estimados em R$ 2,3 bilhões por unidade.
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