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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

JC Logística

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Transporte Ferroviário

Edição impressa de 05/04/2019. Alterada em 05/04 às 03h00min

Países de mesmo porte que o Brasil utilizam bem mais as ferrovias

ANTF aponta que, de cada 100 quilos de cargas transportadas no País, só 15 quilos trafegam em linhas de trem

ANTF aponta que, de cada 100 quilos de cargas transportadas no País, só 15 quilos trafegam em linhas de trem


DELFIM MARTINS/ANTF/DIVULGAÇÃO/JC
O Brasil é, entre os países de dimensões semelhantes, o que menos utiliza o sistema ferroviário para o transporte de cargas. Dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) apontam que, de cada 100 quilos de cargas transportadas no País, só 15 trafegam em linhas de trem. Outros 65 quilos são levados por rodovias, e 20, por outros modais de transporte.
Os dados diferem de estudo apresentado em 2018 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que mostraram que as ferrovias transportam 20,7% das cargas no País, ante 61,1% do volume transportado por meio de rodovias. A diferença, segundo a ANTF, é explicada pela metodologia.
Mas, independentemente do dado a ser utilizado, o índice é muito inferior aos percentuais registrados em países como Rússia, Canadá, Austrália, Estados Unidos e China.
Na Rússia, 81% das cargas são transportadas em linhas férreas, muito à frente do índice canadense, de 46%. Na sequência aparecem Austrália e EUA (ambos com 43%), e China (37%). As rodovias só representam o principal meio de transporte no Brasil e na China - lá, com 50% do total.
Apesar disso, de acordo com a ANTF, dados de 2017 mostram que a produção ferroviária atingiu 375 bilhões de toneladas por quilômetro no Brasil, alta de 170% em relação ao índice de 20 anos antes, quando as ferrovias foram concedidas.
Embora o índice brasileiro de transporte de cargas por ferrovia seja baixo, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos em trens. No caso de minérios, o índice chega a 95%.
Entre os obstáculos para que o percentual cresça está a tímida malha ferroviária, que, hoje, equivale à existente na década de 1920 - cerca de 29 mil quilômetros. E nem toda a extensão é utilizada.
Um estudo da CNT feito há cinco anos indica que, em valores atualizados, são necessários R$ 1,25 trilhão para as obras de transporte com o presente e o futuro do setor no País. No total, são 2.045 projetos de infraestrutura em aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, cenário difícil de se imaginar quando constatados os baixos investimentos em infraestrutura.
 

Projeções mostram duplicação de vias férreas na matriz logística, diz ministro da Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que os investimentos planejados para ferrovias vão duplicar, na matriz logística, o "share ferroviário" no País. "Projeções mostram que vamos duplicar o share ferroviário na matriz com investimentos feitos agora", disse ele após o leilão da ferrovia Norte-Sul, vencido pela Rumo após oferecer mais de 100% de ágio.
Ele defendeu, ainda, que mudanças sejam feitas no marco regulatório para ferrovias e "na forma de se fazer ferrovia no País". E emendou que o governo pretende resolver logo essas questões e prosseguir, "em breve", com a construção da Ferrogrão e da Integração Oeste-Leste.
O ministro completou que o governo vai dar impulso a prorrogações na malha paulista de ferrovias. Segundo ele, uma instrução normativa está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e está "praticamente concluída", o que deve viabilizar novos investimentos.
Freitas disse que, nas concessões previstas à frente, o governo espera "mais competições e ágios expressivos". E frisou que quer "inaugurar uma nova tradição brasileira de exigir cumprimento de contratos".
 
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