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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de março de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Edição impressa de 29/03/2019. Alterada em 29/03 às 03h00min

Movimentação de contêineres deve crescer 6,5% ao ano

Incorporação de embarcações maiores mudará navegação regional

Incorporação de embarcações maiores mudará navegação regional


/APPA/DIVULGAÇÃO/JC
A movimentação de contêineres no Brasil deve expandir 6,5% ao ano até 2023 e saltar de 10,3 milhões de TEUs - resultado registrado em 2018 - para 14,1 milhões de TEUs em 2023. O resultado do País deve puxar os números do segmento na costa leste da América do Sul, que tem expectativa de crescimento de 5,9%, alta aproximadamente três vezes maior do que o crescimento do PIB previsto para o período.
Os dados foram divulgados no ECSA Container Terminals Report 2019, lançado na Intermodal 2019, que ocorreu em São Paulo. O levantamento é produzido pela Datamar - consultoria especializada na análise de comércio exterior via modal marítimo -, com a colaboração de Andreas Nohn, consultor marítimo independente, que atuou de 2013 a 2017 como economista de transportes na HPC Hamburg Port Consulting GmbH. O estudo foi realizado junto aos diretores e às principais autoridades de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai.
O relatório também traz a perspectiva atual e de curto prazo para os terminais, na opinião dos diretores. No Brasil, a região que registrou maior potencial de desenvolvimento foi a Nordeste, onde a expectativa é que o ambiente de negócios melhore 25% no curto prazo.
Outra informação do levantamento é que a incorporação de embarcações cada vez maiores às frotas - navios de 14 mil TEUs - trará mudanças à navegação regional, já que nem todos os portos serão capazes de receber os grandes navios. "Buenos Aires é o caso mais emblemático e que tende a provocar um aumento de transbordos em Santos e nos portos do Sul do Brasil", explica Andrew Lorimer, diretor da Datamar.
Com a contínua consolidação do setor, o mercado de transporte de contêineres na região está cada vez mais concentrado. De acordo com o relatório, os quatro maiores armadores - Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd - respondem, em termos de tráfego marítimo, por 82,3% do total de contêineres embarcados em 2018.

Porto de Santos terá capital privado em quatro anos, afirma novo presidente

A Codesp, companhia docas que administra o porto de Santos, pretende abrir o capital da empresa até o fim do governo Jair Bolsonaro, em um prazo de três a quatro anos, segundo Casemiro Tércio Carvalho, novo presidente da empresa. O plano, segundo ele, é que o governo mantenha o controle da autoridade portuária, com cerca de metade da participação.
"A autoridade portuária tem uma função pública de olhar para o desenvolvimento da região, do País. O aparelhamento fez com que o interesse público fosse deixado de lado", diz Carvalho. Para o executivo, o papel dos investidores privados será, além de trazer recursos, ampliar a fiscalização da gestão do porto e torná-lo mais eficiente.
O executivo também não descarta uma ampliação da atuação da Codesp em outros estados e portos. Segundo ele, a empresa poderia oferecer soluções e operar terminais não só do Brasil como em outros países, como Panamá e países africanos. Antes disso, há uma intensa agenda de corte de gastos, demissão de funcionários e concessão de diversas áreas do porto a ser cumprida pela nova diretoria da Codesp.
A meta da empresa é lançar ainda neste ano, preferencialmente no primeiro semestre, o edital de diversos terminais - incluindo os da Rodrimar, empresa acusada de pagamento de propina ao ex-presidente Michel Temer, supostamente pela edição do Decreto dos Portos. Os leilões deverão gerar cerca de R$ 500 milhões de investimento.
A previsão de quanto o porto pode receber não foi aberta - segundo os executivos, a modelagem ainda não foi definida, por isso ainda não há um cálculo preciso. Ex-presidente da companhia docas de São Sebastião e da Hidrovia Tietê-Paraná, Tércio montou uma equipe com diversos nomes vindos da iniciativa privada e um forte discurso de combate à corrupção.
No fim do ano passado, o ex-presidente da Codesp José Alex Oliva chegou a ser preso no âmbito da Operação Tritão, que investiga supostas fraudes em licitações do porto. Com a deflagração da investigação, diversos executivos foram afastados da Codesp, que iniciou um pente-fino em seus contratos. Essa análise, diz o novo presidente, está em curso "na porradaria". "Grande parte dos contratos foram vencidos, mas estamos apurando a responsabilidade interna da companhia."
 
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