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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Petróleo

Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 08/02 às 01h00min

Reinjeção de gás na exploração de petróleo cresce 40%

Poços de petróleo têm grande quantidade do insumo, mas sofrem sem condições de fazer escoamento

Poços de petróleo têm grande quantidade do insumo, mas sofrem sem condições de fazer escoamento


GABRIEL RIBEIRO/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Enquanto o governo não consegue avançar em um marco regulatório do setor de gás natural e, com isso, destravar este mercado, o volume de gás natural extraído na exploração de petróleo e devolvido aos poços cresceu mês a mês em 2018. Conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o total de gás injetado saltou 40% entre dezembro de 2017 e igual mês de 2018, alcançando 37,4 milhões de metros cúbicos por dia no fim do ano passado.
Ainda conforme a ANP, a queima de gás em igual período saltou 20%, para 4,646 milhões de m³/dia. Enquanto isso, a produção em dezembro de 2018 na comparação anual avançou apenas 0,27%, para 113,684 milhões de m³/dia.
Os poços de petróleo, sobretudo os do pré-sal, têm uma quantidade grande de gás, mas, sem mercado, a Petrobras tem duas alternativas: queimar, o que é ecologicamente prejudicial, ou injetá-lo de volta - processo que também ajuda na produção de petróleo, ao elevar a pressão e facilitar a saída do óleo.
De acordo com o diretor da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Marcelo Mendonça, injetar o gás de volta nos poços mina o crescimento de um setor que tem potencial de criar entre 15 mil e 20 mil empregos, além de atrair investimentos da ordem de US$ 32 bilhões.
"A reinjeção de gás significa que você não tem infraestrutura suficiente para escoar esse gás. Isso para o mercado é um cenário muito ruim. O que acontece quando você reinjeta o gás? Fazendo uma comparação, é como se tivesse guardando dinheiro no colchão. Você não sabe se quando tirar ele vai estar mais ou menos valorizado", explicou Mendonça.
Devolver o gás ao poço favorece a produção de petróleo e tem custos considerados menores. Mendonça destacou, entretanto, que ao adotarem tal prática, os produtores "infelizmente" continuam priorizando a produção do óleo em detrimento do gás. "Existem várias tecnologias para se recuperar petróleo. Você pode reinjetar água ou o próprio CO2", defendeu.
A modernização do setor de gás é tema do Projeto de Lei (PL) nº 6470/2013, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP). Conforme dados da plataforma on-line de acompanhamento das tramitações no Legislativo Inteligov, o interesse pela pauta é elevado. Em média, o PL levou 48 dias para realizar uma tramitação na Casa ante uma média de 175 dias para as demais.
O assunto tem ganhado a atenção do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Em mensagem do presidente enviada, nesta segunda-feira, ao Congresso Nacional na nova legislatura, Bolsonaro disse que, no setor de gás natural, o objetivo de sua administração é priorizar "a diversificação da oferta, a garantia de transparência e o livre acesso ao segmento de transporte". Ele apontou ainda que pretende "estabelecer um mercado livre" de gás - a exemplo do que já ocorre na energia elétrica.
O mercado livre e a diversificação da oferta defendidos por Bolsonaro seguem na direção do que pede a Abegás. Segundo Mendonça, o País precisa de mais acesso à infraestrutura, hoje dominada pela Petrobras. "Por isso que a gente apoia a abertura do mercado através da diversificação do ofertante. É necessário que viabilize o acesso à infraestrutura. Hoje, 20% da produção é feita por outros agentes que não a Petrobras. Mas praticamente 100% da comercialização é feita pela estatal", disse. 

Câmara vai analisar criação de usinas eólicas e solares no mar

Projeto de Lei 11247/18, do Senado, autoriza a implantação de usinas no mar para a geração de energia elétrica a partir de fontes eólica e solar. As plataformas poderão ser instaladas no mar territorial (até 22 quilômetros da costa) e na zona econômica exclusiva (até 370 quilômetros).
O texto, que foi apresentado pelo senador Fernando Collor (PTC-AL), também admite a implantação das usinas nas chamadas águas interiores — como lagos e rios. O projeto altera quatro lei do setor energético (9.074/95, 9.478/97 e 10.847/04).
A proposta autoriza a implantação de parques eólicos com potência superior a cinco mil quilowatts (kW) em águas interiores, no mar territorial e na zona econômica exclusiva. As usinas solares com potência superior a mil kW poderão ser implantadas em terras ou corpos d’água sob domínio da União.
O edital de licitação deverá trazer uma minuta básica do contrato, além de informações sobre os “prismas eólicos e fotovoltaicos”. Definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), os prismas são as regiões marinhas destinadas à exploração energética. A licitação realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá ser precedida de estudos de impacto ambiental.
O contrato de concessão deve garantir ao concessionário o direito de instalar estruturas no leito marinho. O documento também precisa definir o espaço subaquático destinado à passagem de dutos e cabos.
O texto proíbe a concessão de prismas eólicos ou fotovoltaicos em áreas coincidentes com blocos de exploração de petróleo e gás. Mas admite uma exceção: centrais eólicas ou solares podem ser instaladas para o consumo das plataformas petrolíferas.
O projeto também permite a autorização para a geração eólica e solar em usinas com potências inferiores a 5 mil e mil kW, respectivamente. Nesse caso, os interessados devem pedir autorização à Aneel.
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