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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de novembro de 2018.
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Jornal do Comércio

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aviação

Alterada em 30/11 às 01h00min

Depois de enfrentar crise aguda, aviação executiva reage a melhoria do cenário econômico global

Céu do Brasil abriga mais de 15 mil aeronaves voando diariamente

Céu do Brasil abriga mais de 15 mil aeronaves voando diariamente


/BOMBARDIER/DIVULGAÇÃO/JC
As duas maiores potências mundiais da aviação executiva começam a reagir com o movimento positivo de ambas as economias: Brasil e Estados Unidos. Há uma década o mercado entrou em uma crise quase que incontrolável após uma bolha neste segmento "prime" da aviação. A busca era de aviões de grande porte como os da linha Bombardier e Gulfstream.
Assim como a crise imobiliária nos Estados Unidos a aviação sofreu amargamente os mesmos efeitos, mas com um custo altíssimo de leasing e financiamentos contratados não honrados.
"O mercado realmente ficou bastante abalado. Mesmo quem negociava aeronaves usadas naquela época sentiu fortes reflexos pela alta oferta de jatos executivos. Quem sobreviveu nesta década verdadeiramente foram as trademarkets de helicópteros devido ao baixo custo de aquisição e operação. O enorme segredo das empresas foi a diversificação dos negócios", afirma Kamal El-Nashar CEO da Air Commander Aerospace.
Nos últimos oito anos, os EUA têm registrado um crescimento do PIB com uma Dow Jones atingindo picos de 26 mil pontos nos últimos meses. Seguindo esta tendência há um fator preponderante para a economia americana que é a taxa de desemprego que diminui a cada mês. Para Kamal El-Nashar, monitorar a economia dos blocos é importante para atuar neste mercado restrito da aviação.
"A aviação executiva é o verdadeiro termômetro de avaliação dos setores da economia de um país. O jato é o meio de transporte de executivos de alta performance. Se a indústria e o comércio vão mal; a primeira coisa que o empresário elimina é o avião privado. Hoje, vemos uma retomada deste crescimento que está impactando positivamente o nosso negócio", comemora Kamal.
O empresário e comandante Kamal El-Nashar atua no mercado da aviação executiva há 35 anos no Brasil e Estados Unidos. A empresa sediada no Aeroporto Internacional de Hollywood - Fort Lauderdale conta com um inventário diversificado de helicópteros e jatos executivos de pequeno, médio e grande porte. "Além da comercialização de aeronaves nós atuamos também na personalização, customização VIP de aeronaves e consultoria de negócios da aviação", conclui o empresário que estuda expansão da empresa para outros continentes em 2019.
Atualmente, os céus do Brasil abrigam mais de 15 mil aeronaves voando quase que diariamente pelo território nacional, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A frota de jatos luxuosos representa uma parte destes aviões: 700 unidades no País. O preço de cada jato executivo varia de US$ 2 milhões a US$ 70 milhões.
O VP de Negócios Internacionais da Air Commander Aerospace Cristian Zapata vê com otimismo o mercado brasileiro na América do Sul. "O Brasil é um país extremamente forte e representativo na aviação executiva mundial. Nós apostamos na estabilidade do dólar para que o empresário tenha confiança em efetuar novas aquisições ou a renovação da frota já existente no País. A economia brasileira já deu sinais positivos e torcemos para que o novo governo cumpra as reformas necessárias para atrair investidores que fomentem a economia", ressalta Zapata.
Para Cristian Zapata, inevitavelmente o cliente sul-americano depende do mercado norte-americano onde os principais fabricantes de jatos executivos, seguradoras e instituições financeiras estão estabelecidos.
 
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