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Tributos

- Publicada em 17h22min, 12/05/2020.

Guedes diz que não haverá aumento de impostos

Ministro cogita a possibilidade de redução de alguns encargos

Ministro cogita a possibilidade de redução de alguns encargos


OLIVIER DOULIERY/AFP/JC
O ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a dizer nesta semana que o governo não pretende aumentar impostos e que, na proposta de reforma tributária, poderá até ocorrer a redução de encargos. 
O ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a dizer nesta semana que o governo não pretende aumentar impostos e que, na proposta de reforma tributária, poderá até ocorrer a redução de encargos. 
"Não consigo vislumbrar aumento de impostos. Podemos configurar a redução de impostos", afirmou Guedes durante uma videoconferência promovida pelo Itaú BBA, em debate sobre medidas superar a crise econômica causada pelo novo coronavírus.
A investidores, o ministro fez questão de ressaltar que o forte rombo das contas públicas em 2020, por causa da pandemia, deve ser algo excepcional. "Vamos continuar sinalizando a contenção de despesas", frisou, em relação ao ajuste fiscal pretendido para os próximos anos.
Guedes declarou querer o controle do déficit fiscal e que, "se tivermos que arriscar um lado, vamos arriscar para o lado do Ronald Reagan", ex-presidente dos Estados Unidos que promoveu corte de tributos e de gastos públicos. O ministro voltou a defender que servidores públicos não tenham aumento salarial até o fim de 2021. Essa medida foi proposta pela equipe econômica como contrapartida para liberar mais dinheiro no plano de socorro financeiro aos estados e municípios durante a pandemia.
Durante a votação do pacote de ajuda aos governadores e prefeitos, o Congresso acabou blindando algumas categorias do congelamento de salários, como professores, policiais federais, policiais militares, Forças Armadas, garis e peritos criminais. Essa articulação teve o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contrariando o Ministério da Economia.
Para Guedes, "seria um equívoco brutal" conceder reajuste a servidores públicos, que têm estabilidade no cargo, em meio a um período de crise econômica. Segundo ele, a recuperação da economia brasileira será baseada no controle de despesas públicas e nas privatizações.
 
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