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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Gestão

Edição impressa de 06/11/2019. Alterada em 06/11 às 03h00min

Pesquisa aponta que 63% das empresas recebem notas fiscais com erros

Tributo a mais acaba saindo da margem do empresário, dizem especialistas

Tributo a mais acaba saindo da margem do empresário, dizem especialistas


/Lucia Grzeskiewicz por Pixabay/Divulgação/JC
Pesquisa realizada pelo Arquivei revelou que 63% das empresas recebem com frequência notas fiscais com algum erro tributário. A amostragem da pesquisa feita pelo Arquivei foi realizada com aproximadamente 600 empresas de diversos segmentos de todo o Brasil e demonstra que os erros contábeis afetam o setor financeiro e prejudicam o crescimento da empresa.
Pesquisa realizada pelo Arquivei revelou que 63% das empresas recebem com frequência notas fiscais com algum erro tributário. A amostragem da pesquisa feita pelo Arquivei foi realizada com aproximadamente 600 empresas de diversos segmentos de todo o Brasil e demonstra que os erros contábeis afetam o setor financeiro e prejudicam o crescimento da empresa.
"Muitas, inclusive, fecham suas portas por causa disso ou por falta de apoio contábil na sua gestão", complementa o sócio fundador da ROIT Consultoria e Contabilidade, Lucas Ribeiro. "Uma empresa que paga mais tributos do que deveria, perde em competitividade, pois seu preço será maior do que o de seus concorrentes. Além disso, o tributo a mais acaba saindo da margem do empresário, que deixa de lucrar e investir no crescimento da sua empresa. Erros contábeis inclusive geram autuações e, às vezes, multas impagáveis, chegando a levá-la à falência", afirma Lucas Ribeiro.
A tecnologia tem se mostrado um caminho muito eficaz para a solução desses problemas, automatizando tarefas. Um exemplo é o ROIT Bank, uma fintech baseada em softwares com inteligência artificial, que além de muito mais veloz, oferece segurança nos lançamentos. Ela faz, de moto automático, o gerenciamento de todos os serviços operacionais do departamento fiscal, contábil e financeiro, gera as guias para recolhimento de impostos, agenda os pagamentos, respeita todas as regras fiscais e oferece segurança e rastreabilidade a todos os pagamentos realizados. Mas, para além dos erros, Ribeiro acredita que o modo como a contabilidade é feita no Brasil é outro problema: "No nosso país a contabilidade é totalmente fiscal, dedicada a gerar guias de tributos a serem recolhidos pelas empresas e só".
Para ele, a contabilidade deveria estar focada em apoiar o empresário e a empresa na sua tomada de decisão estratégica sobre custos, planejamento tributário, societário, sucessório, precificação e outras frentes, como já ocorre nos Estados Unidos e na Europa.
"A tecnologia é uma excelente forma de evitar os erros contábeis, afinal a inteligência artificial é capaz de combinar milhões de hipóteses tributárias, que um humano jamais conseguiria", conclui. Segundo Ribeiro, algumas das falhas mais frequentes na contabilidade das empresas são: escolha incorreta de regime tributário; erros nas entregas de obrigações acessórias ao fisco; definição incorreta de código de serviço para uma atividade ou para um produto, gerando tributos com valores maiores ou menores do que os devidos; não observância de normas fiscais; lançamentos contábeis em contas incorretas; reconhecimento incorreto entre custos e despesas.
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