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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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Empreendedorismo

Edição impressa de 26/06/2019. Alterada em 26/06 às 03h00min

Mulheres com mais de 50 anos são 9% dos investidores-anjo no País

Por área de atuação, 42% das mulheres são administradoras, e 21% atuam com finanças

Por área de atuação, 42% das mulheres são administradoras, e 21% atuam com finanças


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
Ao longo dos últimos anos, o tema de investimento-anjo se tornou extremamente popular pelo mundo, inclusive no Brasil, como recurso chave para apoiar e acelerar o sucesso de startups de alto potencial de crescimento. Esse mercado também tem chamado cada vez a atenção das mulheres. Hoje, cerca de 22% dos anjos nos Estados Unidos são do sexo feminino e na Europa, apesar de não oficiais, os números indicam a mesma grandeza. Por aqui, elas somam 9%, segundo pesquisa da Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.com.br), organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento-anjo e apoia o empreendedorismo inovador no País, que registra a existência de mais de 7,3 mil investidores-anjo brasileiros, que investiram R$ 984 milhões em startups em 2017.
Ao longo dos últimos anos, o tema de investimento-anjo se tornou extremamente popular pelo mundo, inclusive no Brasil, como recurso chave para apoiar e acelerar o sucesso de startups de alto potencial de crescimento. Esse mercado também tem chamado cada vez a atenção das mulheres. Hoje, cerca de 22% dos anjos nos Estados Unidos são do sexo feminino e na Europa, apesar de não oficiais, os números indicam a mesma grandeza. Por aqui, elas somam 9%, segundo pesquisa da Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.com.br), organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento-anjo e apoia o empreendedorismo inovador no País, que registra a existência de mais de 7,3 mil investidores-anjo brasileiros, que investiram R$ 984 milhões em startups em 2017.
No Brasil, uma pesquisa inédita elaborada pela Anjos do Brasil em parceria com a Ella Impact, uma comunidade global de mulheres focadas em desenvolver conexões e conhecimento ao redor do tema de investimentos e negócios de impacto, aponta que 48% das mulheres investidoras no País têm acima de 50 anos de idade (esse índice cai para 32% entre as potenciais investidoras), seguidas por aquelas que estão na faixa dos 31 aos 40 anos, com 26%. Outros 22% delas estão entre 41 a 50 anos e 4% têm até 30 anos.
Outro ponto identificado pela pesquisa é o perfil das mulheres. De acordo com o estudo, 39% das investidoras são empreendedoras. Outras 30% atuam no setor privado, 22% se dizem puramente investidoras e 9% estão aposentadas. Quando analisadas pela área de atuação, 42% delas são administradoras, seguidas por 21% que atuam com finanças, com tecnologia e educação (ambas com 11%) na sequência. "O detalhamento do perfil e questões que tornam esse índice de mulheres tão baixo é extremamente relevante para o desenho de ações de fomento ao aumento de diversidade, fundamental para a inovação", afirma Maria Rita.
Em relação à renda anual e recursos disponíveis para investimentos de risco, 48% das potenciais investidoras brasileiras possuem renda acima de R$ 500 mil, mas 78% consideram ter menos de R$ 200 mil para investimentos de risco. Do lado das investidoras, apenas 20% possuem renda anual acima de R$ 500 mil e 33% possuem entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, mas 46% consideram ter menos de R$ 200 mil para investimentos de risco e 54% consideram ter acima disso, indicando que a renda anual não é um fator determinante para que realizem investimentos de risco, mas eventualmente patrimônio.
Quando o tópico é gênero, o investimento em outras mulheres, segundo a pesquisa, apresenta espaço para crescer. Quase 30% não investiu em nenhum negócio cofundado por pelo menos uma mulher e igual percentual investiu em apenas um negócio. Os principais motivadores para realizarem investimentos anjo são ainda a obtenção de retornos financeiros e apoiar empreendedores e novos negócios, com o mesmo grau de importância. Outras motivações mencionadas são uma ótima maneira de se manterem atualizadas em relação a novas tecnologias e negócios, se relacionar com outros investidores anjos e com as redes, apoiar empreendedores e novos negócios que intencionalmente geram impacto social e ambiental positivo.
Quando perguntadas sobre as barreiras para que mais mulheres se tornem investidoras anjo, a maioria absoluta das brasileiras menciona a falta de conhecimento sobre investimento anjo como uma classe de ativos, similar ao dito pelas investidoras europeias. Mas enquanto que na Europa o nível de risco aparece como segundo fator, para as brasileiras ele vem em quarto lugar, antecedido pela falta de conhecimento de grupos de anjos e conhecimentos financeiros, que aparece em penúltimo lugar por lá.
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