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Responsabilidade Social

- Publicada em 08/05/2022 às 19h14min.

Acergs celebra seu 55º ano de luta pela inclusão de deficientes visuais

Instituição promove ações de reabilitação, paradesporto e qualificação profissional

Instituição promove ações de reabilitação, paradesporto e qualificação profissional


ANDRESSA PUFAL/JC
Leonardo Machado
A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) está comemorando 55 anos de luta pela inclusão. Nessas mais de cinco décadas de enfrentamento, uma das mais importantes conquistas da instituição foi inserir os deficientes visuais no mercado de trabalho, permitindo que eles tenham a oportunidade de fazer concursos de forma adaptada e de entrarem nas universidades.
A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) está comemorando 55 anos de luta pela inclusão. Nessas mais de cinco décadas de enfrentamento, uma das mais importantes conquistas da instituição foi inserir os deficientes visuais no mercado de trabalho, permitindo que eles tenham a oportunidade de fazer concursos de forma adaptada e de entrarem nas universidades.
Ao longo dos anos, a associação tornou-se referência no atendimento da sua comunidade. Por essa razão, contemplam com seus serviços mais de 600 pessoas todo mês, além de influenciarem no surgimento de outras instituições, como a Casa dos Cegos Louis Braille e a União de Cegos do Rio Grande Do Sul (Ucergs), que expandem a luta pela inclusão.
Quando foi fundada, em 20 de outubro de 1967, o principal objetivo da instituição Acergs era dar suporte e assistência a pessoas com problemas visuais que foram egressos do Instituto Santa Luzia. Naquela época, acabado o período no instituto, muitos ficavam à margem da sociedade, sem oportunidade de emprego. Hoje, com mais ferramentas para combater as injustiças, a associação promove a reabilitação, a qualificação profissional, a empregabilidade, o paradesporto e a cultura para indivíduos, de todas as idades, que diariamente encaram os obstáculos da falta de acessibilidade.
Com a retomada das atividades presenciais, o serviço social é a porta de entrada da Acergs. Nela, será feita a leitura socioeconômica, a questão visual, familiar e psicológica dos indivíduos, e também vai ser verificado se possuem direito a algum benefício da previdência, de transporte ou de saúde. Dentro da instituição, eles são encaminhados ao acolhimento, recebendo atendimento psicológico e começando a reabilitação. Nesse primeiro momento, é trabalhado a locomoção do deficiente, a forma mais correta de utilizar a bengala, a alfabetização em braille.
Para habilitar deficientes visuais a fazer deveres básicos do dia a dia, a Acergs criou a oficina Atividade da Vida Diária, no qual dentro de uma sala que simula um apartamento, ensinam deficientes visuais a se vestir, cozinhar, arrumar a casa, lavar a roupa e outras atividades do cotidiano. "Se tu pegar pessoas que hoje a sociedade dita como normais, elas tem os seus problemas financeiros, educacionais, psicológicos, de saúde O deficiente tem todos esses, só que pela deficiência visual e por não ter acesso às vezes a uma reabilitação bem feita, esses problemas se ampliam e potencializam", aponta Glailton Winckler, presidente da instituição.
As atividades de reabilitação, tal como as oficinas de dança e artesanato, estão localizadas na sede do Centro Histórico, na rua Vigário José Inácio, 433, sexto andar do Edifício Rosário. A Acergs também conta com uma biblioteca com acervo em braile e em áudio, um pequeno auditório com capacidade para 70 pessoas, além do laboratório de informática, com computadores equipados e adaptados para pessoas com baixa visão e com deficiência visual total, onde ocorrem as aulas de tecnologia assistiva, com o foco proporcionar acesso à educação e ao entretenimento que os smartphones oferecem.
A prática paradesportiva também é uma das portas de entrada da Acergs, com o intuito de fortalecer as modalidades de esporte adaptado da instituição e torná-las referência ao paradesporto em âmbito nacional visando as Paraolimpíadas. Eles possuem equipes de futebol de cinco, futebol B2 e B3, goalball feminino e masculino, judô, atletismo e xadrez, que representam a entidade em competições oficiais nacionais e internacionais. "Mudou o mundo pra mim. Eu comecei a viajar, comecei a competir, conheci outras pessoas com doenças muito mais severas que a minha e isso foi um marco importante para mim", conta Glailton, que entrou na instituição através do judô.

Acergs busca recursos para equipe participar de campeonato regional

As equipes feminina e masculina de goalball da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) estão promovendo uma ação on-line para arrecadar fundos para a viagem ao Campeonato Regional Sul de Goalball, a ser realizado em Londrina, no Paraná, entre os dias 1 e 5 de junho. Os interessados em ajudar, seja comprando ou compartilhando a iniciativa, podem acessar o link :bit.ly/rifaacergs. O resultado do sorteio sai no dia 28 de maio. O sorteado ganhará uma AirFryer Fritadeira Elétrica Electrolux, de 3.2 litros, de 127V e 240V.

É possível ajudar a Associação de várias maneiras. A tradicional é através de doação de dinheiro, acessando o site da associação (https://acergs.org.br/ajudenos/). Outras formas consistem na arrecadação de tampinhas, Nota Fiscal Gaúcha, Fundo Idoso e também por meio de depósito em conta bancária ou transferência via Pix. Aliás, a entidade possui convênio com diversas universidades e tem todo interesse em recepcionar estagiários curriculares e não-curriculares.

"Então a gente consegue ter, não vou te negar que é com bastante dificuldade, uma estrutura que suporte e abrace um grande número de pessoas", aponta o presidente da Acergs, Glailton Winckler. A Associação passou por muitos problemas em virtude da pandemia. Além de interromperem todas as atividades presenciais, tiveram que readequar a carga horária dos funcionários, interromper serviços e fazer as adaptações necessárias para lidar com o vírus. Sem ter as oficinas funcionando, a associação fez os atendimentos emergenciais internos e buscaram muitas parcerias para distribuir cestas básicas, e o resultado foram 1500 cestas distribuídas nesses 2 últimos anos.

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