Porto Alegre, segunda-feira, 29 de novembro de 2021.
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Responsabilidade Social

- Publicada em 29/11/2021 às 03h00min.

Casa do Artista Riograndense busca doações

Fábio Cunha, atual presidente da Casa do Artista Riograndense.

Fábio Cunha, atual presidente da Casa do Artista Riograndense.


ANDRESSA PUFAL/JC
Mathias Boni

Na rua Anchieta, coração do bairro Glória, em Porto Alegre, se localiza uma instituição que faz um trabalho fundamental de resgate e preservação à memória da cultura gaúcha. É a Casa do Artista Riograndense, que oferece moradia, alimentação e cuidados a artistas gaúchos idosos, dos mais diversos segmentos culturais. Inaugurada em 1949 pelo radialista Antônio Amábile, a casa é somente a segunda deste modelo no Brasil inteiro, seguindo o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, fundado em 1918. Para morar no local, o interessado deve cumprir três requisitos básicos, como informa o ator e diretor Fábio Cunha, atual presidente da instituição.

Na rua Anchieta, coração do bairro Glória, em Porto Alegre, se localiza uma instituição que faz um trabalho fundamental de resgate e preservação à memória da cultura gaúcha. É a Casa do Artista Riograndense, que oferece moradia, alimentação e cuidados a artistas gaúchos idosos, dos mais diversos segmentos culturais. Inaugurada em 1949 pelo radialista Antônio Amábile, a casa é somente a segunda deste modelo no Brasil inteiro, seguindo o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, fundado em 1918. Para morar no local, o interessado deve cumprir três requisitos básicos, como informa o ator e diretor Fábio Cunha, atual presidente da instituição.

"O primeiro requisito é ter idade superior a 60 anos. O segundo é estar passando por algum problema financeiro, enfrentando dificuldades para custear a sua moradia. Por fim, o terceiro requisito é ter trabalhado com atividades culturais ao longo da sua vida, seja como artista de circo, comunicador, músico, ator ou qualquer área similar, e que tenha prestado serviços à cultura produzida no Rio Grande do Sul durante a sua carreira", comenta.

Hoje, a Casa do Artista Riograndense conta com cinco moradores. Depois da finalização das atuais obras de renovação, o espaço poderá voltar à sua ocupação plena, com capacidade para abrigar até doze pessoas. No local, cada idoso conta com quarto próprio, podendo também aproveitar áreas comuns, como cozinha, área de televisão e uma sala com computador. Um dos residentes atuais da instituição é o ator Sirmar Antunes, que já participou de filmes como O dia em que Dorival encarou a guarda, Netto perde sua alma e Os senhores da guerra.

"Desde a sua criação, a instituição faz um trabalho muito importante para toda a classe artística gaúcha. A casa traz apoio para artistas do teatro, do circo, do rádio, da música, da televisão, do cinema e de todas as artes, para que todos que precisem dela possam envelhecer com dignidade. Eu continuo realizando minhas atividades, tanto profissionais quanto de lazer, e volto para cá depois. É reconfortante ter um lugar como esse para voltar todos os dias", comenta Antunes.

Os residentes não possuem nenhuma restrição para circular fora da casa, justamente porque todos eles se mantêm atuantes. Além de Sirmar Antunes, atualmente também moram no local Wilson Gomes, ator e escritor de radionovelas e espetáculos artísticos, Carlos Conde, cantor, José Carlos da Silva, o Zé da Terreira, ator e produtor cultural, e Antônio Neto, radialista.

Pandemia representa um momento desafiador para a instituição

Por ser uma residência que abriga somente idosos, a pandemia foi especialmente alarmante para a administração da Casa do Artista Riograndense. Um dos moradores, inclusive, chegou a ser infectado pela Covid-19 e precisou de internação hospitalar, se recuperando posteriormente. Ao longo da pandemia, a casa contou com o suporte do posto de saúde do bairro Glória. Foram orientados sobre os cuidados de higiene necessários, e também receberam doações de máscaras, termômetros, álcool em gel e outros itens de proteção.

"Quando começou a pandemia foi muito assustador para nós, porque os lares de idosos começaram a ser muito atingidos. Então, desde março do ano passado nós nos reunimos, esquematizamos a nossa organização, e estabelecemos nossos protocolos de cuidado, para correr o mínimo de risco possível", conta Fábio Cunha, presidente da casa.

A Casa do Artista Riograndense é inteiramente mantida por meio de doações e do trabalho de voluntários, como o próprio presidente e o restante da diretoria. A instituição conta com parcerias permanentes, com o Mesa Brasil e com o Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, para o recebimento de alimentos básicos. Mesmo assim, a casa necessita de mais contribuições para conseguir se manter.

"Nós precisamos de praticamente tudo. Já temos um certo auxílio em relação aos alimentos básicos, mas estamos sempre precisando de outros itens, como lâmpadas, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal, móveis e eletrodomésticos, enfim, todos os principais itens de uso cotidiano", avisa Fábio Cunha.

Para doar, não tem mistério. "A gente tem os nossos perfis no Facebook e Instagram, e lá estão todos os nossos contatos e informações para realizar doações ou ajudar com serviços voluntários. As pessoas também podem nos contatar pelo email [email protected] Todas as doações e voluntariados serão muito bem aceitos e irão contribuir bastante", finaliza.

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