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Responsabilidade Social

- Publicada em 22/11/2021 às 03h00min.

ONG trabalha com escolas do Morro da Cruz

Instalação de painéis fotovoltaicos ajudou na redução da conta de luz

Instalação de painéis fotovoltaicos ajudou na redução da conta de luz


/CIUPOA/DIVULGAÇÃO/JC
Leonardo Machado
Buscando transformar espaços periféricos de Porto Alegre em locais que promovam sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, a CiuPoa (Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre) foi responsável pela instalação, em duas escolas e um CTG, de painéis fotovoltaicos que captam luz solar e transformam em energia elétrica. Essa iniciativa faz parte do projeto Morro da Cruz Circular, financiado com recurso internacional do Action Fund, uma parceria entre a Rede de Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), braço filantrópico do Google.
Buscando transformar espaços periféricos de Porto Alegre em locais que promovam sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, a CiuPoa (Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre) foi responsável pela instalação, em duas escolas e um CTG, de painéis fotovoltaicos que captam luz solar e transformam em energia elétrica. Essa iniciativa faz parte do projeto Morro da Cruz Circular, financiado com recurso internacional do Action Fund, uma parceria entre a Rede de Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), braço filantrópico do Google.
Eles têm como objetivo impactar diretamente na redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do setor de resíduos orgânicos e incentivar o consumo consciente. Além disso, uma das finalidades do projeto é levar os dados obtidos através dessas ações nas escolas (Judith Macedo de Araújo e Morro da Cruz) e no CTG local para a prefeitura. Tudo isso no intuito de que, no futuro, as ações sejam reproduzidas em todas as escolas do município.
Segundo Tânia Pires, diretora da CiuPoa, nesses primeiros meses após a instalação dos painéis, já foi percebida uma redução no custo da conta de luz da escola Morro da Cruz. O que antes custava quase R$ 3 mil mensais passou para R$ 250 - cerca de 92% mais barato.
Reforçando a ideia de circularidade dos resíduos orgânicos, a iniciativa também levou para as escolas biodigestores (equipamentos que transformam alimentos em gás metano que vai para dentro dos fogões, evitando toneladas de resíduos orgânicos indo para os aterros sanitários da cidade). "Tu simplesmente faz com que o local absorva seu próprio resíduo, transformando-o. Então isso é uma coisinha pequena circular. A ideia é essa, provar que tu pode ficar com tudo que é teu na tua própria casa", explica a diretora da ONG.
Enquanto a ViaVerde Energia trabalhava na instalação dos painéis solares e dos biodigestores, o Coletivo Matehackers e a Pyxera Global ficaram encarregados pela mensuração do impacto e coleta, análise e tratamentos dos dados das escolas e do CTG. Eles enviaram um longo questionário levantando perguntas sobre a quantidade de recursos gastos, como, por exemplo, o quanto de comida que ia fora; quais materiais escolares eram comprados; quanto se gastava de energia, entre outras.
No entanto, as instituições de ensino não tinham todas essas informações. Isso ocasionou "um alinhamento" na melhora da obtenção desses dados, alertando os diretores para que eles prestem mais atenção nas questões de desperdício e ecologia. E, em cima desses dados, a empresa holandesa Metabolic trabalhou os temas da economia circular.
A iniciativa ainda conta com ações de educação ambiental nas escolas. A Startup 5 Marias Projeto Sustentável realizou pequenos workshops para discutir os gastos, e após a chegada da tecnologia fez um trabalho com as crianças e professores envolve hortas, oficina de compostagem, saídas de campo para pesquisar plantas alimentícias não convencionais (PANCs)dentro da área verde do morro, entre outras coisas. Além disso, a Consultoria Dvotto Projetos para Cidade atuou no âmbito do gerenciamento geral do projeto.
 

Resiliência para mudar o mundo

Morador de região carente tem relação diferente com os resíduos
Biodigestor transforma restos de comida em gás para os fogões das escolas
CIUPOA/DIVULGAÇÃO/JC

Há 11 anos atuando no Morro da Cruz, a CiuPoa já operou em diferentes frentes na comunidade. Inicialmente, eles trabalharam a questão dos deslizamentos de terra junto ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Ufrgs. Lidando com isso, perceberam que não bastava trabalhar as consequências decorrente desse problema, mas, sim, as causas. Assim, a ONG resolveu retroceder e reescrever o projeto agora tendo como fundamentos principais a resiliência e a educação ambiental. "Quando nós entramos no Morro, eles diziam que não precisavam aprender resiliência porque resiliência era uma questão que estava neles pois eles viviam dentro de uma comunidade", diz Tânia Pires.

Quando chegaram no Morro, a organização percebeu que as pessoas tinham uma relação mais amistosa com os resíduos. "O pobre, quando ele descarta, não é porque não tem a noção de que aquilo não pode ser usado, mas sim porque a infraestrutura da cidade não permite que ele coloque no lugar certo", explica.

Segundo ela, o Morro da Cruz estava mais preparado para a pandemia que toda a cidade de Porto Alegre. O motivo? A ONG havia trabalhado, dois anos antes, a importância do uso de máscaras para diminuição de contaminações de gripes, resfriados, viroses, etc. "As ações da ONG são muito mais que apenas a separação do lixo. O mais importante em tudo isso é a mudança de cultura e conscientização de uma comunidade. Isso é resiliência", exclama.

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