Porto Alegre, segunda-feira, 02 de agosto de 2021.
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- Publicada em 03h00min, 02/08/2021.

A pandemia impulsionou mudanças nas empresas. E o depois?

Você está preparado para manter o foco? Todas as empresas se transformaram de alguma forma durante esse ano de pandemia. Muitos avanços foram vistos, paradigmas foram quebrados. Mas como as empresas conseguiram superar esses desafios? As mudanças serão sustentáveis para o mundo pós-pandemia?

Você está preparado para manter o foco? Todas as empresas se transformaram de alguma forma durante esse ano de pandemia. Muitos avanços foram vistos, paradigmas foram quebrados. Mas como as empresas conseguiram superar esses desafios? As mudanças serão sustentáveis para o mundo pós-pandemia?

John Kotter, professor de Harvard, organizou um modelo em oito passos para o "Change Management" nas empresas após analisar centenas de casos. Aplicar esse modelo retroativamente pode trazer pistas sobre o que deu certo e onde a transformação de sua empresa poderia ter sido melhor. Faça esse exercício. A Fase 1 possui 3 passos: criar o senso de urgência, formar uma aliança poderosa e criar uma visão

Nesta fase, o objetivo é a viabilização do clima para mudança e o alinhamento dos desafios para nova visão. É necessário realizar uma análise do ambiente e possuir uma definição clara dos desafios para, então, criar uma visão clara das prioridades.

Estes passos refletem bem os primeiros meses que vivemos no início da pandemia. A análise do ambiente estava bem clara pelo menos em um sentido: a economia global iria quase parar e, talvez, sofrer para se recuperar. Todas as empresas montaram comitês de crise, definiram prioridades e alinharam visões assertivas sobre o que não podia ser deixado para trás naquele momento.

Ao menos, no caso da pandemia que vivemos, essa visão estava bastante objetiva na maioria das empresas: manter a saúde das pessoas e salvar o que era possível da performance nos negócios.

Continuando na análise retroativa, a Fase 2 do modelo possui outros 3 passos: Investir em comunicação, Empoderar toda a base e Criar metas de curto prazo (quick wins).

Nesta fase, o objetivo é cascatear a urgência, a visão e as prioridades construídas na fase anterior. O essencial aqui é garantir engajamento dos colaboradores em todos os níveis e alinhar incentivos que viabilizem a mudança. Estes incentivos devem ser de curto prazo ("quick wins") para que o grupo sinta a captura das conquistas no caminho, mantenha o ritmo e a energia a cada nova conquista.

Por fim, a Fase 3 traz os últimos 2 passos, que, para muitas empresas, reflete o desafio do momento atual no negócio: Consolidar melhorias (mantendo o ritmo) e Institucionalizar novas abordagens

O foco aqui é garantir a sustentação do ambiente de mudança para o longo prazo, usar a credibilidade dos quick wins implementados para identificar novas políticas e processos a serem foco de mudança, novas ações de curto prazo devem ser geradas continuamente.

O que nos traz ao grande risco do final do percurso: declarar vitória antes da hora. Muitas organizações ficam satisfeitas no primeiro ciclo e, aos poucos, perdem a energia e voltam a se acomodar no dia a dia. O próximo orçamento volta a refletir hábitos antigos e a urgência desaparece.

Então, após todo o esforço do último ano, sua organização vai voltar a se acomodar quando a pandemia tiver passado?

Segundo Kotter, 70% das iniciativas de "change management" falham. A crise global da pandemia impulsionou muitas mudanças, colocou em movimento diversas visões que eram continuamente postergadas (transformação digital, por exemplo). Mantenha o ciclo de pequenas conquistas de curto prazo, sempre na mesma direção desejada e evite voltar à inércia, pois, muito em breve, novos desafios aparecerão.

Leandro Franz
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