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Com a palavra

- Publicada em 22h50min, 14/03/2021.

Grupo Cyrela projeta superar R$ 600 milhões em lançamentos em Porto Alegre

Para o executivo,consumidor sentiu falta do home office em casa, para fazer suas reuniões online

Para o executivo,consumidor sentiu falta do home office em casa, para fazer suas reuniões online


Divulgação Cyrela
Jefferson Klein
Apesar dos problemas com a pandemia de coronavírus persistirem em 2021, a incorporadora e construtora Cyrela mantém uma expectativa otimista para o ano. Se em 2020 os lançamentos de empreendimentos da empresa apenas em Porto Alegre totalizaram um Valor Geral de Vendas (VGV - cálculo do valor potencial de comercialização de todas as unidades de uma edificação) de cerca de R$ 600 milhões, o diretor nacional de Vendas do grupo e CEO da Regional Sul, Rodrigo Putinato, adianta que esse patamar deverá ser ultrapassado neste ano. Um dos novos projetos na capital gaúcha, que será lançado em breve, é o Vivaz Santa Fé, localizado na Zona Norte e que terá como foco o segmento de imóveis econômicos. A iniciativa conta com a parceria da Mais Garra - sócia no desenvolvimento desse condomínio.
Apesar dos problemas com a pandemia de coronavírus persistirem em 2021, a incorporadora e construtora Cyrela mantém uma expectativa otimista para o ano. Se em 2020 os lançamentos de empreendimentos da empresa apenas em Porto Alegre totalizaram um Valor Geral de Vendas (VGV - cálculo do valor potencial de comercialização de todas as unidades de uma edificação) de cerca de R$ 600 milhões, o diretor nacional de Vendas do grupo e CEO da Regional Sul, Rodrigo Putinato, adianta que esse patamar deverá ser ultrapassado neste ano. Um dos novos projetos na capital gaúcha, que será lançado em breve, é o Vivaz Santa Fé, localizado na Zona Norte e que terá como foco o segmento de imóveis econômicos. A iniciativa conta com a parceria da Mais Garra - sócia no desenvolvimento desse condomínio.
Empresas & Negócios - O que o Grupo Cyrela projeta para o mercado de Porto Alegre em 2021?
Rodrigo Putinato - Eu vou começar pelo passado. Em 2018, lançamos R$ 375 milhões em empreendimentos, em 2019 foram R$ 420 milhões, no ano passado R$ 600 milhões e em 2021 vamos bater o recorde e superar esse último patamar.
E&N - Os últimos lançamentos da empresa no Rio Grande do Sul estão sendo feitos na capital, a Cyrela pensa em expandir a atuação para outras cidades gaúchas?
Putinato - Nós somos conservadores, está na nossa cultura, com relações de longo prazo, mas estamos de olho no mercado. O terreno tem que estar com um custo muito bem encaixado para a gente lançar um produto e ser um sucesso. Pretendemos trabalhar o Rio Grande do Sul como um todo, desde Gravataí, Caxias do Sul, Canoas, planejamos atuar um pouquinho em cada região.
E&N - Como a pandemia de coronavírus afetou o mercado imobiliário no ano passado?
Putinato - Em 2020, quando chegou março, foi um desespero geral. Até junho, mais ou menos, todo mundo estava desesperado. Vimos diversos setores implodindo. Mas, felizmente, no mercado imobiliário a pandemia não teve esse reflexo, foi uma coisa surreal, nós vendemos muito, em todas as regiões do Brasil.
E&N - O que explica esse fenômeno?
Putinato - Uma das razões foi o crédito em abundância e os juros baixos, isso é o grande motor do mercado imobiliário. E a pandemia trouxe para as pessoas um sentido de viver melhor e isso não só para o consumidor de alto luxo, que sentiu falta do home office em sua casa, para fazer suas reuniões onlines, isso se verificou também em pessoas que buscavam mais verde, mais ar. De acordo com as possibilidades de cada um, o bem-estar prevaleceu como um todo.
E&N - E para 2021, o que se pode esperar de impactos devido à pandemia?
Putinato - Estou confiante para o ano, apesar do que vemos que está acontecendo na política e na economia, porque acho que os juros não vão subir de uma hora para outra e o crédito está aí. Está havendo essa nova onda, dessa nova cepa (de coronavírus), algo que pode gerar um lockdown, a gente sabe que está em bandeira preta, mas a economia precisa girar.
E&N - O decreto do governo gaúcho que prevê medidas para combater o alastramento da Covid-19 determinou que obras de construção de edifícios podem operar com 75% dos trabalhadores. O senhor teme que uma eventual piora da pandemia possa restringir mais a atividade e até mesmo proibi-la?
Putinato - Na minha opinião, por envolver um público (trabalhadores) com bastante necessidade e, quando não se está com esse público trabalhando nas obras, essas pessoas vão tentar um 'bico', porque elas precisam conseguir dinheiro para as famílias delas, um lockdown na construção civil piora a situação dessas pessoas. Se acontecer um lockdown da construção civil será um erro brutal. Por ser uma atividade ao céu aberto, o índice de contaminação no setor é muito baixo. O índice de contaminação aumentou agora por causa do carnaval, muitas pessoas saíram e esse foi um dos maiores problemas.
E&N - O Grupo Cyrela está preparando o lançamento do projeto Vivaz Santa Fé que tem seu viés voltado para o segmento de imóveis econômicos. Quando esse empreendimento deverá ser apresentado?
Putinato - O Vivaz Santa Fé (localizado na Rua Reverendo Olavo Nunes, 280, em Porto Alegre) vai ser lançado, provavelmente, em março. A gente já está com o estande pronto e está para sair o registro de incorporação para liberarmos as assinaturas.
E&N - Qual o VGV que vocês esperam para esse projeto?
Putinato - Esse empreendimento terá um total de R$ 110 milhões de VGV, sendo dividido em duas etapas, a primeira de cerca de R$ 60 milhões e a outra o restante.
E&N - Quando o empreendimento estará pronto para morar?
Putinato - Pronto para morar daqui a 28 meses (a primeira fase). Daqui a cerca de seis meses lançamos a próxima etapa e daí mais 28 meses.
E&N - Qual o número total de unidades desse complexo?
Putinato - Na primeira fase, 420 unidades e na segunda serão cerca de 320. Na etapa inicial serão 11 torres residenciais e os pavimentos serão o térreo e mais quatro andares. Na fase seguinte, serão cerca de nove torres. Terá piscina, salão de festas, a parte de fitness, toda uma área de lazer.
E&N - Esse é o segundo lançamento da marca Vivaz Residencial, do grupo Cyrela, feito no Estado e que busca atender a um segmento mais econômico. Há diferenças entre o primeiro empreendimento (o Vivaz Ecoville, situado na zona Norte da Capital e apresentado ao mercado em março do ano passado) e esse mais recente?
Putinato - O primeiro tinha uma base de R$ 205 mil cada unidade, também enquadrado dentro do programa Casa Verde e Amarela (que substituiu o Minha Casa Minha Vida), e o último tem um preço médio de R$ 171 mil. Diante disso, esse empreendimento é um degrau mais baixo do que o outro, que deve ser entregue em dois anos.
E&N - Como está sendo a experiência da Cyrela nesse segmento mais econômico, já que o grupo tem tradição em edifícios de alto padrão?
Putinato - Na verdade, somos bem segmentados. A Vivaz, dentro do portfólio do grupo, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, já deve ter cerca de R$ 2,5 bilhões de VGV nessa área.
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