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Opinião

- Publicada em 03h00min, 28/12/2020.

A embalagem no pós-pandemia

Fábio Mestriner
Consultor da Ibema Papelcartã
Consultor da Ibema Papelcartã
O ano de 2020 está entrando para a história como "o ano da pandemia". E nesta mesma época do ano passado, escrevi um artigo cujo título se tornou profético, mas pelo motivo errado. O título era: "Em 2020 o problema não vai ser vender, vai ser entregar".
Naquele texto, mencionei que faltaria embalagem no Brasil, uma vez que havia a previsão de que nossa economia cresceria cerca de 3,5%, uma vez que há anos não experimentávamos um crescimento dessa magnitude e nossa cadeia produtiva não teria capacidade de responder rapidamente. Mas veio o inesperado e tudo mudou - menos o resultado que eu havia previsto. Faltou embalagem!
Estamos às portas de um novo ano e tudo indica (salvo algum novo imprevisto) que 2021 será o "ano da vacina", ela que já domina o noticiário. Neste novo ano, nossa economia voltará a crescer e os 12,5 milhões de brasileiros retomarão sua luta para melhorar de vida, apesar de todas as adversidades - e a demanda por embalagens aumentará novamente.
Muita coisa mudou em 2020: o home office, o ensino a distância e as compras online se ampliaram gerando novas demandas e a casa das pessoas ganhou uma nova dimensão em suas vidas. Com isso, o chamado "home improvement", ou melhoria do lar, gerou uma demanda sem precedentes de material de construção, tintas, móveis e tudo que as pessoas perceberam que pode tornar melhor o ambiente doméstico. Quase tudo, inclusive a cozinha, ganhou nova dimensão, pois fazer as refeições em casa se tornou mais comum para os milhões que antes almoçavam no trabalho.
Portanto, é preciso estar consciente e preparado para o aumento da demanda, e, se me permitirem deixar aqui um conselho, eu diria que os fornecedores de embalagem não podem ser mais designados nem tratados como "fornecedores": eles precisam ganhar um novo status e serem doravante entendidos como "parceiros estratégicos". A aliança de fornecimento precisa ganhar uma nova dimensão de relacionamento e passar a integrar o vocabulário das empresas que utilizam embalagens em seus produtos.
 
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