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- Publicada em 03h00min, 09/11/2020.

Casa Menino Jesus de Praga pede socorro

Voluntários realizam encontros online com jovens que têm lesão cerebral profunda e deficiência motora

Voluntários realizam encontros online com jovens que têm lesão cerebral profunda e deficiência motora


/Divulgação/Casa do Menino Jesus de Praga
João Pedro Rodrigues
Abraços, passeios e rodas de música estão apenas na memória dos moradores da Casa do Menino Jesus de Praga (CMJP). Em razão da pandemia, a instituição, que promove o acolhimento e o atendimento a crianças e adolescentes com lesão cerebral profunda e deficiência motora, foi obrigada a fechar as portas para os voluntários que, frequentemente, costumavam levar carinho, atenção e alegria para os 32 acolhidos da entidade, oriundos de famílias carentes.
Abraços, passeios e rodas de música estão apenas na memória dos moradores da Casa do Menino Jesus de Praga (CMJP). Em razão da pandemia, a instituição, que promove o acolhimento e o atendimento a crianças e adolescentes com lesão cerebral profunda e deficiência motora, foi obrigada a fechar as portas para os voluntários que, frequentemente, costumavam levar carinho, atenção e alegria para os 32 acolhidos da entidade, oriundos de famílias carentes.
Desde março, a casa está vivendo um lockdown completo a fim de garantir a saúde de seus moradores. Somente trabalhadores da área da saúde, como médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos e técnicos de enfermagem, têm acesso a eles.
Dessa forma, a CMJP teve que buscar alternativas para garantir que os momentos de afeto proporcionados pelos cerca de 100 voluntários se mantivessem apesar das adversidades.
Uma delas, por exemplo, foi a realização de videochamadas com os voluntários e acolhidos a cada uma ou duas semanas para que os abraços e as conversas continuem, mesmo que virtualmente. "Nós estamos inventando algumas coisas. A pandemia afetou drasticamente a área que nós chamamos de área de carinho, de atenção, de envolvimento do voluntário com o acolhido", conta Viturugo Rinaldi de Miranda, voluntário do conselho de administração da instituição. "Esses dias que abriu um sol, nós também conseguimos levar alguns (acolhidos) para o pátio da instituição para tomarem um sol e brincarem um pouquinho".
Apesar de ter que se adaptar na forma como proporciona momentos de lazer e interação para os acolhidos, a instituição, no entanto, mantém a mesma forma de sustentação de antes da pandemia. Desde que surgiu, há 36 anos, a CMJP depende de contribuições da sociedade para garantir o melhor atendimento e acolhimento das crianças.
Os acolhidos, geralmente, entram na instituição ainda crianças e permanecem a vida toda. "A casa tem crianças com 40 anos", comenta Miranda. A entidade, hoje, atua com cerca de 50% da sua capacidade de acolhimento, e, devido à baixa captação de recursos, não consegue aumentar este número.
Somente o tratamento de uma das crianças em um período de 30 dias, por exemplo, custa em torno de R$ 14,7 mil. Isto inclui tratamento e cuidado médico, com o pagamento de fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de enfermagem.
De acordo com Miranda, a área da saúde é a que mais requer ajuda financeira. Como são trabalhos que necessitam de um maior envolvimento dos profissionais, não há a possibilidade de serem feitos por voluntários, e, por isso, precisam de dinheiro para custear. "Nós sempre estamos com uma campanha muito grande para pagar o profissional da área da saúde da casa", salienta ele.
Entre as formas de captação de recursos, está o brechó da CMJP, em que são vendidas peças, como roupas e utensílios domésticos, que foram doadas para a instituição. Ele costuma funcionar, normalmente, às quartas-feiras, mas, durante a pandemia, teve que ficar fechado. Agora, no início de novembro, a entidade tenta uma reabertura, pois a iniciativa garante o pagamento do tratamento de uma ou duas crianças.
Além disso, a CMJP realiza, também, o chamado Banco de Necessidade, que nada mais é do que uma campanha para arrecadar recursos para algo que a entidade necessita no momento, como uma cadeira de rodas para um dos acolhidos por exemplo. A instituição, quando necessário, busca o melhor modelo, pois as crianças necessitam aquele desenhado especificamente para o paciente, senão ele fica instável na cadeira. A partir disso, busca recursos através das mídias sociais ou através de uma vakinha online. "Temos que ressaltar que a população de Porto Alegre tem sido generosa neste momento", diz Miranda.
Ele destaca, ainda, um projeto que a instituição costumava ter antes da chegada do novo coronavírus, o Portas Abertas. A CMJP chamava as pessoas para conhecer a sua sede, na Rua Nelson Zang, no bairro Partenon, e o trabalho realizado no local a fim de que a doação não seja feita simplesmente por doar.
No momento, porém, o projeto não está sendo realizado em razão da pandemia. "Nós sempre dizemos para as pessoas: 'venham nos ver antes de nos doar'. Gostamos que elas vejam o que estamos fazendo e que tenham satisfação na doação", conta o voluntário do conselho de administração.

Saiba como colaborar

Interessados em colaborar com a CMJP podem acessar o site www.casadomenino.org.br ou entrar em contato através dos telefones (51) 3352.9589 e (51) 99572.8124 ou pelo e-mail
doar@casadomenino.org.br. O horário de atendimento é das 9h às 12h e das 13h às 17h. A partir do dia 16 de novembro, a instituição também aceitará transferências através do Pix.
A chave da entidade, dado necessário para realizar o procedimento, é 89621767000141.
 
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