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Reponsabilidade Social

- Publicada em 03h00min, 31/08/2020.

Nova sede é prioridade no Morro da Cruz

Reforma da capela ajudará a ONG a ampliar atividades e também a oferecer um local que funcionará como centro cultural para a comunidade

Reforma da capela ajudará a ONG a ampliar atividades e também a oferecer um local que funcionará como centro cultural para a comunidade


/Divulgação/ONG Coletivo Autônomo Morro
Luisa de Oliveira
"É quase como se fosse algo artesanal, de sintonia e individualidade: cada família recebe um tratamento diferente." É assim que Lúcia Scalco, presidente da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz, descreve o auxílio prestado pela instituição às famílias da comunidade. A organização oferece atividades no contra turno escolar para mais de 50 crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
"É quase como se fosse algo artesanal, de sintonia e individualidade: cada família recebe um tratamento diferente." É assim que Lúcia Scalco, presidente da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz, descreve o auxílio prestado pela instituição às famílias da comunidade. A organização oferece atividades no contra turno escolar para mais de 50 crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Mesmo mantendo o projeto de forma remota, em função da pandemia de Covid-19, o coletivo busca recursos para a reforma de uma capela no Morro da Cruz. A construção servirá como uma extensão da ONG, possibilitando o atendimento de mais crianças e famílias.
Foi a partir da percepção de Lúcia, que atuava no bairro há mais de 15 anos como pesquisadora, que nasceu a organização. A antropóloga conta que, observando a comunidade, percebeu a necessidade de prestar um auxílio maior às crianças "Quanto mais perto cheguei das crianças, mais eu vi um desespero, porque elas não sabiam ler e nem escrever e não gostavam da escola. Elas nem sonhavam mais, e essa passividade me entristecia". Em 2015, Lúcia concretizou seu desejo e deu início aos trabalhos da organização.
Atualmente, a ONG conta com 23 integrantes, entre eles monitores, psicólogos, pedagogos e outros profissionais. A organização desenvolve principalmente atividades em contra turno escolar através do projeto Integração Social, iniciado em março, que proporciona a 51 crianças de sete a 14 anos, oficinas socioeducativas.
Com a pandemia, a ação passou a acontecer através do WhatsApp. No aplicativo, um grupo realiza atividades por meio de chamadas on-line, vídeos gravados e áudios publicados no chat.
Os encontros acontecem todas as tardes de segunda à sexta, e possuem temáticas variadas, como yoga, capoeira e teatro. As crianças que não possuíam celular para participar das oficinas foram contempladas com doações de aparelhos coletados pela ONG. E a internet da sede fica disponível para os alunos, que podem ir até o local para utilizá-la. O projeto Integração Social conseguiu financiamento do Ministério do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho, por meio de edital, para a cobertura de despesas básicas, caso de água, luz e custos com profissionais para ministrar as oficinas.
Como reflexo da pandemia, muitas das famílias auxiliadas pelo projeto passaram também a ter dificuldades alimentares. Para ajudar nesse cenário, a instituição tem doado cestas básicas e outros insumos, como produtos de higiene e livros, para as famílias. Até agosto, as entregas mensais desta ajuda, promovida desde março, já representava a entrega de quase 300 cestas básicas.
Pensando na extensão do impacto da Ong nas crianças da comunidade, a atual sede, localizada na Travessa 25 de Julho, tornou-se pequena. Entre os integrantes da organização,, surgiu a ideia de reformar uma capela que estava abandonada há mais de 10 anos no Morro da Cruz. O projeto foi iniciado em julho com a reforma do telhado, e a ONG tem discutido junto ao Departamento Legal de Habitação (Demhab) de Porto Alegre a obtenção dos documentos adequados para a regularização do imóvel.
Para arrecadar a verba necessária para a mudança na sede, a organização buscou o auxílio de uma antiga parceria, a startup Moeda do Bem. A plataforma, iniciada em março com a promessa de movimentar uma economia solidária, arrecadou. em conjunto com a organização do Morro da Cruz, mais de R$ 95 mil para auxiliar famílias da região no início da pandemia.
O montante resultou em mais de mil cestas básicas doadas aos moradores do local. O dinheiro, além de servir para abastecer os armários de várias famílias, ainda está sendo usado para oferecer sopão, duas vezes por semana no Beco das Pedras, um dos lugares mais carentes do Morro. Através dessa iniciativa, cerca de 1.680 pratos de sopa já foram distribuídos desde junho.

SAIBA COMO COLABORAR

Para auxiliar no aprimoramento das instalações que irão receber as crianças beneficiadas pelo Projeto Integração Social da Ong Coletivo Autônomo Morro da Cruz, basta acessar o site da startup Moeda do Bem: https://www.moedadobem.com.br/. Além disso, para outras doações, você pode conferir o perfil do Instagram da Ong (@coletivomdc), ou entrar em contato pelo perfil da Moeda do Bem (@moedadobem.com.br).
 
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