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Atualizada em 00h00min, 27/07/2020.

Diaristas sem renda precisam de auxílio

Equipes de voluntários distribuem, além de insumos e cestas básicas, jornais para informar as comunidades

Equipes de voluntários distribuem, além de insumos e cestas básicas, jornais para informar as comunidades


/Divulgação/Carla Castro
Luisa de Oliveira
"Fortaleceu os armários durante a pandemia", é assim que Priscila Meira, de 27 anos, descreve o impacto que a cesta básica - entregue pela Casa Mirabal - teve em sua casa. A iniciativa, promovida a partir de março, tem a intenção de auxiliar diaristas que tiveram sua renda zerada pelas medidas de contenção ao coronavírus, o benefício também se estende a chefes de família em situação semelhante. Mais de mil cestas básicas foram entregues para 554 famílias cadastradas pela Casa Mirabal.
"Fortaleceu os armários durante a pandemia", é assim que Priscila Meira, de 27 anos, descreve o impacto que a cesta básica - entregue pela Casa Mirabal - teve em sua casa. A iniciativa, promovida a partir de março, tem a intenção de auxiliar diaristas que tiveram sua renda zerada pelas medidas de contenção ao coronavírus, o benefício também se estende a chefes de família em situação semelhante. Mais de mil cestas básicas foram entregues para 554 famílias cadastradas pela Casa Mirabal.
A campanha 'Apoio à diarista', juntou, também, mais de R$ 52 mil para demandas diárias, como compras de fraldas e gás. "Como tem o recurso a gente tá conseguindo apoiar algumas pessoas nesse sentido", conta Nana Sanches, coordenadora da Casa de Referência Mulheres Mirabal.
A iniciativa contou com a parceria de outros movimentos em bairros da zona Norte de Porto Alegre. Os insumos têm sido doados, aos sábados, em áreas mais carentes não só na Capital, mas nas cidades de Alvorada e Viamão.
A iniciativa que auxiliou o sustento da família de Priscila, surgiu de uma demanda dentro da própria coordenação da Casa de Referência Mulheres Mirabal, quando uma das sete coordenadoras, que atuava como diarista, se viu sem renda.
A campanha passou a acontecer, então, nas três Casas de Referência do movimento feminista Olga Benário, no Brasil, que são: Casa Tina Martins, em Minas Gerais, Casa Helenira Preta, em São Paulo, e a Casa Mirabal no Rio Grande do Sul.
Priscila Meira, beneficiada pelo auxílio promovido pela Casa, trabalhou durante 8 anos somente como diarista, e antes da pandemia havia conseguido um emprego, com carteira assinada, como auxiliar de serviços gerais em um condomínio. Porém, com a intensificação da crise, Priscila foi demita em abril, perdendo a principal fonte de renda que mantinha ela e seus três filhos em uma casa no Belém Velho. "O que vai ser da gente agora? Conta de luz que não para de vir, água, aluguel, e naquele dia que tu ta sem saída, 'meu Deus é o fim', apareceu a cesta", conta ela.
A mãe solteira recebeu duas cestas da Casa, mas afirma que mesmo com o auxílio ainda teve que encontrar uma outra fonte de renda. Priscila atualmente vende doces para complementar a pensão alimentícia que recebe, segundo ela: "Dá para salvar alguma coisa, mas não supre. O grosso nunca tem faltado".
Nana Sanches, coordenadora da Casa de Referência, afirma que "a gente sabe que uma cesta básica, para uma família de 4 a 5 pessoas, não chega nem perto de resolver o problema". Ainda segundo ela: "esse recurso é limitado, e a Covid não", e complementa: "a gente sente muita falta de ver um plano público de assistência social a essas famílias".
A Casa de Referência existe em Porto Alegre desde 2016, e surgiu de uma ocupação realizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário - que é um movimento feminista que existe há oito anos no Brasil.
Além da ajuda as mulheres que tiveram a renda zerada durante à pandemia, a principal atuação da Casa é a luta contra a violência doméstica, o núcleo da Avenida Duque de Caxias, em Porto Alegre, atende mulheres vítimas dessa violência.
Atualmente, a Casa conta com um grupo de sete mulheres na coordenação, grupo de auxílio psicológico e grupos de auxílio jurídico; todos compostos somente por voluntárias. A associação ainda presta serviços de acolhimento e abrigamento de mulheres em situação de violência iminente, ou seja, que não correm risco de vida.
A Casa de Referência Mirabal manteve sua atuação, tomando todas as providências para a segurança e saúde de todas, em meio à pandemia. Por isso, a Casa necessita de doações de insumos, roupas, alimentos e recursos para necessidades próprias, e para a continuidade de campanhas como a 'Apoie uma diarista'.
O auxílio pode ser feito diretamente no local, no endereço: rua Souza Reis, 132 - São João, Porto Alegre - RS. Valores podem ser doados através do financiamento coletivo recorrente da associação, pelo link: https://apoia.se/mulheresmirabal. Para conhecer mais do trabalho da Casa, siga: @mulheres.mirabal.
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