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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

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Consumo

- Publicada em 03h00min, 09/03/2020. Atualizada em 03h00min, 09/03/2020.

Marmitas caem no gosto dos brasileiros

Empreendedores de alimentação para consumo domiciliar chegaram a  239,8 mil em 2019

Empreendedores de alimentação para consumo domiciliar chegaram a 239,8 mil em 2019


VALERIA AKSAKOVA VIA FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Nos últimos cinco anos, o mercado de marmitas cresceu 130%. Segundo dados da Receita Federal, o número de empreendedores especializados em alimentação para consumo domiciliar passou de 102,1 mil, em 2014, para 239,8 mil em 2019. A alta taxa de desemprego, que vem fazendo muita pessoa física virar pessoa jurídica, pode ser um dos fatores por trás do fenômeno - basta dizer que 94% são Microempreendedores Individuais (MEI), modalidade de formalização para quem quer começar um negócio ou já trabalha por conta própria e fatura até R$ 81 mil por ano. Somente entre novembro de 2019 e janeiro de 2020, o Portal do Empreendedor registrou a criação de quase 3 mil novos MEI nesse segmento.
Nos últimos cinco anos, o mercado de marmitas cresceu 130%. Segundo dados da Receita Federal, o número de empreendedores especializados em alimentação para consumo domiciliar passou de 102,1 mil, em 2014, para 239,8 mil em 2019. A alta taxa de desemprego, que vem fazendo muita pessoa física virar pessoa jurídica, pode ser um dos fatores por trás do fenômeno - basta dizer que 94% são Microempreendedores Individuais (MEI), modalidade de formalização para quem quer começar um negócio ou já trabalha por conta própria e fatura até R$ 81 mil por ano. Somente entre novembro de 2019 e janeiro de 2020, o Portal do Empreendedor registrou a criação de quase 3 mil novos MEI nesse segmento.
Segundo Mayra Viana, analista de negócios do Sebrae, a possibilidade de começar devagar, sem grandes investimentos, é um dos atrativos para novos empreendedores. "Eles podem iniciar a produção de forma caseira, testando primeiro como as pessoas da vizinhança aceitam o produto", afirma Viana. O primeiro passo para quem está começando, ela aconselha, é consultar a prefeitura. O MEI tem autorização automática para trabalhar em casa, mas cada prefeitura tem regras próprias em relação às atividades permitidas em cada bairro. 
O segundo é estudar a Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação, elaborada pela Anvisa e disponível no Portal do Empreendedor. "A Resolução nº 49/2013 instituiu princípios da razoabilidade para orientar o trabalho dos fiscais junto aos MEI. Se eles forem até o local, devem fazer uma visita orientadora, não punitiva, mas é preciso que o empreendedor siga normas básicas em respeito ao cliente."
Na hora de elaborar um plano de negócios - os primeiros passos podem ser consultados no Portal Sebrae. Mayra aconselha, ainda, estudar a fundo o mercado. "Ainda há espaço para microempresas de atuação local, mas a concorrência é grande. O empreendedor precisa escolher o segmento que vai explorar e conhecer o consumidor, para saber o que ele está procurando."
O nicho das marmitas saudáveis, veganas, para dietas de emagrecimento e para intolerantes a glúten e lactose, por exemplo, está em alta e foi a escolha da paulistana Fernanda Cassullo, 38 anos. Nutricionista de formação, ela fazia atendimento em domicílio e, sempre que prescrevia uma dieta especial, a clientela chiava, alegando falta de tempo para cozinhar.
Fernanda enxergou uma oportunidade, se associou à mãe, Maria Marguerita do Amparo, e criou a Naturale Marmitaria Saudável em 2015. A empresa começou como tantas outras do ramo. As duas anunciavam as marmitas entre amigos e pessoas mais próximas, pelo WhatsApp, e faziam as entregas pessoalmente. O cardápio fixo, com apenas 10 opções de refeições, era preparado no fogão de casa e congelado no freezer doméstico. As embalagens eram adquiridas em pequenas quantidades nas lojas de bairro, o que diminuía a margem de lucro.
"O início foi confuso, porque é difícil separar a cozinha da família da produção. O preço das marmitas era chutado, fora a confusão nas contas de água e gás", diz Fernanda. Ainda assim, não demorou para o negócio decolar. Apenas dois meses depois, a dupla investiu R$ 3 mil para reformar um espaço da casa que estava desativado e comprar equipamentos específicos.
Ao mesmo tempo, Fernanda procurou o Sebrae e se inscreveu em cursos de marketing e finanças. Foi nessa fase, também, que elas optaram pelas marmitas congeladas. Fernanda conta que até tentou vender comida fresca, mas não conseguiu garantir que as refeições chegassem quentes e com qualidade.
Em 2018, construíram um galpão de 230 m² no terreno da casa, ao custo de R$ 180 mil, onde trabalham 10 funcionários. Hoje, a Naturale Marmitaria Saudável vende 4 mil marmitas por mês, que se dividem em nove linhas e custam entre R$ 14,10 e R$ 26,60.
Sempre que lança um prato novo ou uma promoção, Fernanda usa o Facebook e o Instagram para se comunicar com a clientela. Dúvidas e reclamações podem ser resolvidas pelo WhatsApp. Segundo a consultora do Sebrae, diversificar os canais de divulgação e caprichar nas redes sociais, com atualizações constantes e fotos de boa qualidade, é fundamental.
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