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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de julho de 2020.

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Finanças pessoais

- Publicada em 03h00min, 23/12/2019. Atualizada em 10h40min, 23/12/2019.

Cresce procura por crédito consignado

Dados do SPC mostram que empréstimos com bancos e financeiras lideram a inadimplência no País

Dados do SPC mostram que empréstimos com bancos e financeiras lideram a inadimplência no País


/MARCO QUINTANA/JC
O volume de empréstimo consignado no país subiu 26% nos dez primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do Banco Central. De janeiro a outubro do ano passado, foram contratados R$ 63,390 bilhões. No mesmo período de 2019, o total foi de R$ 79,843 bilhões.
O volume de empréstimo consignado no país subiu 26% nos dez primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do Banco Central. De janeiro a outubro do ano passado, foram contratados R$ 63,390 bilhões. No mesmo período de 2019, o total foi de R$ 79,843 bilhões.
Para especialistas, a crise econômica, o desemprego - cuja queda tem sido muito devagar - e o alto índice de informalidade podem explicar o aumento do valor de crédito tomado.
O consignado é um empréstimo seguro para o banco ou a financeira. Ele é descontado diretamente da folha de pagamento do benefício, o que faz com que a quitação das parcelas seja em dia.
Essa facilidade diminui os juros da modalidade, que estão limitados em 2,08% ao mês, no empréstimo comum, e a 3% ao mês, no cartão de crédito, o que faz com que segurados do INSS busquem esse crédito para si ou para familiares e amigos.
Há ainda outras regras definidas pelo governo. Dentre elas, estão o total que se pode pegar de empréstimo, que é de até 35% da aposentadoria (30% para o empréstimo e 5% para o cartão de crédito).
Por ser um crédito mais barato e fácil de contratar, o consignado tem causado endividamento. Dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil mostram que empréstimos com bancos e financeiras lideram a inadimplência no país. Segundo pesquisa divulgada em novembro, sete em cada dez usuários da modalidade têm restrição no nome.
Para fugir da inadimplência, o aposentado e o pensionista devem ficar muito atentos às regras e fazer as contas para não comprometer mais do que podem com o empréstimo.
Outra orientação é ter cuidado com golpes. Não fechar empréstimo por telefone é uma dica. Se houver qualquer suspeita de irregularidade, o segurado deve denunciar no banco ou procurar os órgãos de defesa do consumidor.
Outra mudança de comportamento veio com a aprovação da reforma da Previdência: 33% dos brasileiros com acesso à internet afirmam ter mudado seus hábitos de poupança, de olho no capital que terão quando chegar a hora da aposentadoria. É o que diz uma pesquisa encomendada pelo C6 Bank ao Ibope Inteligência. Foram entrevistadas 2 mil pessoas com acesso à web, e a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Os jovens até 34 anos são maioria entre os que já mudaram de comportamento e passaram a poupar mais. Desse universo, 39% têm entre de 16 a 24 anos e 37%, de 25 a 34 anos. A classe social também é um recorte importante: 41% dos que mudaram seus hábitos são da classe A, de maior poder aquisitivo.
Já entre os que ainda não tomaram decisão alguma - e eles representam 31% do resultado da pesquisa -, 41% têm mais de 55 anos. Neste caso, as classes sociais estão mais bem distribuídas, mas a maioria (34%) é da classe C, a mais pobre incluída na sondagem. "O grupo de mais de 55 anos é o mais resistente a mudanças em qualquer levantamento. São os que têm mais medo e duvidam de muitas coisas", diz Tony Perrela, analista do Ibope responsável pela pesquisa.
A reforma foi promulgada em 12 de novembro e estabelece mudanças como aumento da idade mínima para pedir aposentadoria e do tempo de contribuição dos trabalhores da ativa, além de alterar o cálculo do valor do benefício que será pago no final pela Previdência. Por enquanto, o texto engloba os empregados de empresas da iniciativa privada e do setor público federal. Ainda está em discussão no Congresso Nacional a inclusão também de servidores dos estados e municípios.
Angela Nunes, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), afirma que, independentemente da faixa etária do contribuinte, o INSS não pode sair dos planos. "Tivemos mudanças importantes. Mesmo assim, a Previdência oficial conta com benefício vitalício, algo difícil de se encontrar em produtos privados", diz. Ela explica que os planos de previdência privada nem sempre garantem renda enquanto a pessoa viver, por isso, é preciso prestar atenção aos contratos para não errar no planejamento de longo prazo.
Quando perguntados sobre como pretendem garantir a renda na aposentadoria, os participantes da pesquisa selecionaram, em média, mais de uma opção. Os que disseram contar com recursos do INSS foram 49%; 38% com o dinheiro que já investem; 26% com a aposentadoria privada; e 5% com ajuda de familiares. Outros 21% disseram não saber, enquanto 4% afirmaram não pretender se aposentar.
A queda acelerada dos juros neste ano tem empurrado cada vez mais os investidores para aplicações de maior risco, como a renda variável, como forma de obter rendimento superior à inflação.
Neste caso, o conselho dos especialistas é que o investidor comece aos poucos, considerando sempre que, quanto maior o tempo até a aposentadoria, mais ele pode alocar em ativos de maior risco.
Mesmo para quem optar pela previdência privada, em vez de uma carteira personalizada de longo prazo bem diversificada, a orientação é acompanhar os movimentos do fundo e avaliar sempre a opção de portar o plano para outro fundo.
"Dependendo do montante alcançado, o investidor pode acessar fundos melhores, que tem mais porcentagem em renda variável ou que dão direito à renda vitalícia", diz Angela.
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