Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 21 de outubro de 2019.
Dia do Contato Publicitário.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

Opinião

Edição impressa de 21/10/2019. Alterada em 21/10 às 03h00min

As empresas estão prontas para o home office?

Kerlen Costa
Advogada da área Trabalhista e Gestão de RH do escritório Scalzilli Althaus
Advogada da área Trabalhista e Gestão de RH do escritório Scalzilli Althaus
A reforma trabalhista trouxe uma importante mudança: retirou os empregados em home office - aqueles que utilizam computadores em tarefas fora das dependências das empresas - do controle da duração do trabalho. Ou seja, não há mais necessidade de anotação de jornada específica.
Trata-se de uma modalidade que tem trazido inúmeras vantagens, sendo a retenção de talentos a principal delas. Trabalhar de casa é uma opção desejada por muitos trabalhadores, em razão da autonomia para ajustar a rotina às necessidades pessoais. Ainda, ganha-se em produtividade, pois o foco na entrega faz com que a pessoa precise organizar melhor a rotina. Em longo prazo, esse modelo também reduz os custos para a empresa, já que os gastos com estrutura, consumo energético, material e serviços de apoio são menores.
Mas, para se utilizar dessas benesses, é importante que a empresa observe todos os requisitos legais. Para a prestação laborativa exercida fora da organização não estar submetida ao mesmo controle daquele que trabalha dentro dela, o empregador deverá se abster de fazê-lo - sob pena de invalidar o regime e ter de pagar as horas trabalhadas. Portanto, o empregado terá ampla liberdade para determinar a sua jornada. E, em contrapartida, o empregador poderá mensurar a produtividade através de resultados, independentemente do horário em que a tarefa for executada.
Outro ponto importante é que o home office deverá constar expressamente em contrato, com todas as especificações de atividades e responsabilidades das partes, inclusive sobre quais despesas serão custeadas por cada uma delas. Caberá ainda ao empregador, de forma expressa, instruir o empregado sobre as regras de ergonomia, saúde e segurança do trabalho, a fim de prevenir doenças. Por outro lado, o empregado deverá comprometer-se com as instruções, assinando termo de responsabilidade.
Não podemos, também, deixar de levar em conta algumas dificuldades. É o caso do isolamento: o profissional passará a maior parte do tempo produtivo sozinho, e a falta de interação pode ser um problema para o alinhamento de processos. A melhor forma de evitar que isso ocorra é recorrer a mecanismos de comunicação, como chats, e criar um protocolo sobre como agir em situações adversas.
Recomenda-se consultar especialistas e começar a implantação com um projeto-piloto. Esse processo tornará possível identificar as melhores práticas dentro da sua atividade. Também, é necessário desenvolver um regulamento interno, contendo as regras de forma clara. E é importante frisar: nem todas as atividades podem ser realizadas remotamente.
De fato, o home office é uma importante ferramenta para empresas que estão focadas no futuro. Traz o grande diferencial de possibilitar que o controle do empregador seja baseado no resultado, e não na observação. Mas tanto gestores como colaboradores precisam estar atentos aos detalhes, para que ambas as partes potencializem os benefícios com segurança.
leia mais notícias de Empresas & Negócios
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia