Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 14 de outubro de 2019.
Feriado nos EUA: Columbus Day.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

Responsabilidade Social

Edição impressa de 14/10/2019. Alterada em 14/10 às 03h00min

Shopping Iguatemi adere à sustentabilidade com projeto de gestão de resíduos

Lojistas são orientados a destinar o lixo seguindo normas técnicas e separação por cores

Lojistas são orientados a destinar o lixo seguindo normas técnicas e separação por cores


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Eduardo Lesina
Até o final de 2018, existiam mais de 560 shoppings em território brasileiro. Segundo os dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), os centros comerciais ocupam uma área bruta de aproximadamente 16 mil metros quadrados, com 104.928 lojas e uma média de 490 milhões de visitantes por mês. Com números expressivos de circulação e, consequentemente, de produção de lixo, os empreendimentos brasileiros enfrentam os problemas decorrentes da falta de gestão de resíduos para estar em conformidade com a legislação.
Até o final de 2018, existiam mais de 560 shoppings em território brasileiro. Segundo os dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), os centros comerciais ocupam uma área bruta de aproximadamente 16 mil metros quadrados, com 104.928 lojas e uma média de 490 milhões de visitantes por mês. Com números expressivos de circulação e, consequentemente, de produção de lixo, os empreendimentos brasileiros enfrentam os problemas decorrentes da falta de gestão de resíduos para estar em conformidade com a legislação.
Desde 2010, a Lei nº 12.305, que instaurou a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), confere a responsabilidade do direcionamento correto dos detritos aos fabricantes, distribuidores, varejistas e demais organizações, tanto do setor público quanto do privado. Com a intenção de diminuir a destinação para aterros sanitários, as gestões dos centros comerciais tiveram que repensar as suas práticas para estar de acordo com as novas regras. O Projeto de Gerenciamento de Resíduos do Iguatemi, realizado no shopping da zona Norte de Porto Alegre, é um exemplo desse movimento de adequação.
No estacionamento do Iguatemi, uma usina de reciclagem reúne gaiolas para destinação correta dos resíduos, assim como dois compactadores para depósito dos rejeitos e uma composteira para a produção de adubo, que, posteriormente, será utilizado para a jardinagem da organização. Para Dagmar Sehn, gerente de operações do Shopping Iguatemi, a iniciativa funciona com qualidade devido ao cumprimento correto da lei: "A grande vantagem para nós é fazer o tratamento correto. Estamos cuidando do ambiente, educando as pessoas e obedecendo o que a lei demanda. Isso é fundamental também".
O projeto conta com a parceria de duas empresas que prestam serviços para o funcionamento da ação. A Reciclatudo é responsável pela logística completa de reciclagem e comercialização de produtos, enquanto a gestão dos resíduos é feita pela Andrade Paulista, que executa os projetos de sustentabilidade, desde os treinamentos ambientais com lojistas até avaliações periódicas nas operações. Atualmente, a iniciativa promove a destinação correta de 250 toneladas de matérias-primas geradas pelo shopping e pelos seus lojistas.
Na prática, a ideia não é ter uma "central de resíduos", mas sim uma orientação aos produtores de resíduos, como explica a diretora da empresa responsável pela gestão, Tereza Cristina Silveira de Andrade. "Buscamos fazer a separação e a segregação dos dejetos direto na fonte produtora", explica, referindo-se ao próprio shopping, através das áreas comuns e aos próprios lojistas. Dessa forma, cabe aos estabelecimentos separar, conforme o padrão de código de cores, o que é produzido dentro da sua própria operação.
Assim, o lojista organiza o material e leva-o para as docas de reciclagem, com as gaiolas indicadas pela cor que o representa, e lá ele é conferido pelos responsáveis pela usina, para que o projeto possa orientar os lojistas em caso de inconformidades. Os recicláveis são segregados, compactados e pesados pelas equipes, que funcionam diariamente no centro de reciclagem do shopping.
A partir desse processo, a destinação é função da Reciclatudo, que recolhe os recicláveis e destina-os a cooperativas. No caso de sobras orgânicas, o que representam 10% do total, tornam-se adubos e depois são aproveitados pela gestão do shopping. Além dos resíduos, os rejeitos são armazenados em uma compactadora e destinados ao aterro sanitário de Minas do Leão - licenciado e regulamentado pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). "Quando a empresa recolhe os materiais e os vende para os compradores, o shopping homologa essas informações para averiguar se as empresas compradoras estão de acordo com as normas vigentes", explica Tereza.
Funcionando nesses moldes desde 2017, o projeto conta, hoje, com a adesão completa (quando o lojista realiza a separação como orienta o projeto) de 70% dos estabelecimentos, 29% parcialmente (quando o lojista realiza a separação, mas sem a separação por cores) e 1% que ainda não está adequado. Avaliadas de forma bimensal, os estabelecimentos do shopping que atenderem aos pré-requisitos estipulados recebem um selo de 100% de adesão ao programa.
As lojas que não estão de acordo recebem orientações que identificam os pontos a serem melhorados. Mesmo com a venda, o projeto não é sustentável financeiramente para o Iguatemi, mas a gestão acredita que, até o final deste ano, a iniciativa renderá o suficiente para cobrir seus custos.
leia mais notícias de Empresas & Negócios
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia