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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Edição impressa de 07/10/2019. Alterada em 07/10 às 03h00min

Projeto reúne recursos para investimento na Santa Casa

Entre os artigos vendidos estão itens de vestuário e calçados, por exemplo

Entre os artigos vendidos estão itens de vestuário e calçados, por exemplo


/SANTA CASA/DIVULGAÇÃO/JC
João Pedro Rodrigues
Prestes a completar 216 anos, o mais antigo hospital do Rio Grande do Sul ainda necessita de uma assistência financeira externa para investir em infraestrutura e tecnologia. Mesmo com os serviços prestados - como estacionamento próprio, cafeterias e ensino e pesquisa, além do atendimento a convênios e particulares -, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre consegue apenas obter renda suficiente para subsidiar a assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), consequência do baixo repasse de verbas para o programa aos hospitais.
Prestes a completar 216 anos, o mais antigo hospital do Rio Grande do Sul ainda necessita de uma assistência financeira externa para investir em infraestrutura e tecnologia. Mesmo com os serviços prestados - como estacionamento próprio, cafeterias e ensino e pesquisa, além do atendimento a convênios e particulares -, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre consegue apenas obter renda suficiente para subsidiar a assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), consequência do baixo repasse de verbas para o programa aos hospitais.
O SUS, ao longo dos anos, tem deixado de receber o orçamento inicialmente prometido e vem acumulando um déficit nas contas de hospitais como a Santa Casa, que acabam tendo que suprir a falta de dinheiro destinado ao programa com o capital obtido a partir dos seus serviços. Em 2016, por exemplo, a instituição deixou de receber cerca de R$ 135 milhões que seriam utilizados no atendimento aos pacientes que necessitam do auxílio, tendo que bancar esses custos de exames, consultas, internações, entre outros.
A fim de atender às suas necessidades de renovação e manutenção da infraestrutura e dos equipamentos tecnológicos de seus sete hospitais em Porto Alegre, além de dois em outros municípios, a Santa Casa organizou um projeto que visa à captação de contribuições para a instituição e envolve tanto as pessoas que querem doar quanto as causas para serem doadas. O projeto Amigos da Boa Causa surgiu, assim, há três anos com o foco em quatro principais áreas: criança, oncologia, cultura e idoso. "São projetos que têm lei de incentivo por trás e que as pessoas podem destinar doações espontâneas ou até sistemáticas pelo site do Amigos da Boa Causa", diz Rosana Gil Peres, gestora do projeto.
Ela cita, também, que a captação de recursos da Santa Casa sempre ocorreu por meio de projetos incentivados, nos quais o doador, seja pessoa física ou jurídica, pode destinar uma quantia do Imposto de Renda a uma causa específica. Com a necessidade de aumentar essa captação, porém, eventos começaram a ser organizados com a sua receita revertida para a instituição, como leilões de animais, shows beneficentes, brechós e feiras, além da criação da Loja da Boa Causa, localizada no Centro Histórico, que comercializa produtos novos fornecidos por empresas parceiras, gerando receita para os projetos sociais.
Esse apoio de pessoas e companhias às causas sociais é um fator determinante para a sustentação de projetos como o Amigos da Boa Causa, e a organização leva em consideração a identificação dos empresários com a Santa Casa como uma motivação para firmarem parcerias. Segundo a gestora, sempre que há um contato com as empresas de Porto Alegre ou de fora, a pessoa tem alguma relação com a instituição, pois ou já passou por ela, ou algum familiar já passou. "Quando tu te identificas com a instituição, fica mais fácil de te sensibilizares pelos projetos", acrescenta.
A Casa de Apoio Madre Ana, uma das maiores beneficiadas com a iniciativa, é um exemplo do sucesso advindo dessas parcerias. O lar, que, há três anos, abriga pacientes vindos do Brasil inteiro (maior parte pelo SUS) em busca de tratamento especializado na Santa Casa, recebe, durante o ano todo, o fornecimento de mantimentos como carne e arroz provenientes de algumas dessas empresas amigas. O abrigo, que possui em torno de 36 leitos, é sustentado exclusivamente com doações e garante a hospedagem completa para as pessoas em tratamento, com cinco refeições diárias, lavanderia, biblioteca e área de lazer.
Rosana revela, entretanto, que, muitas vezes, as empresas acreditam não terem condições de ajudar o hospital. Ela ressalta, porém, a relevância das doações para o projeto Amigos da Boa Causa, independentemente da quantia, trazendo de exemplo os trocos das compras na farmácia, como é o caso do Troco Amigo Panvel, que são direcionados à instituição. "De pouquinho em pouquinho, no final do ano, somam um importante recurso", conclui.
Devido a esse auxílio, o projeto faz questão de demonstrar sua gratidão com os contribuintes a partir da organização de um evento que reconhece todos os apoiadores ao longo do último ano. Entre os meses de outubro e novembro, o encontro costuma homenagear com um troféu as empresas parceiras que contribuíram de alguma forma para a melhoria da Santa Casa.
Informações sobre como apoiar os projetos da instituição pelo do e-mail captacaoderecursos@santacasa.tche.br ou pelo número (51) 3213-7300
https://amigos.santacasa.org.br/
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